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Coisas que o futebol me ensinou

Free Photo | View of soccer ball on the field grass futebol

Há algum tempo, fui convidado a escrever um texto que faria parte do livro Objetos e Memórias 2, voltado a fins assistenciais. O texto deveria ser sobre qual o objeto que mais marcou minha vida.  Nunca havia parado para pensar nisto. O objeto que mais marcou minha vida? Se fossem pessoas seria bem mais fácil. Contudo, ao parar para considerar tal fato e com a pronta e imediata concordância de minha mãe, não tive muita dificuldade para definir. Algo simples, contumaz, mas que gerou marcas e aprendizados permanentes para mim: uma bola de futebol.

Mas, afinal que significado tão especial isto poderia ter? Foi a bola que despertou em mim duas paixões que faço questão de nutrir até hoje: o futebol e o meu time, São Paulo Futebol Clube. Certamente foi este objeto (na realidade foram dezenas de bolas de futebol durante minha vida) e esta paixão instantânea que proporcionaram a oportunidade para que eu praticasse este esporte competitivamente por mais de 20 anos. E nesta trajetória aprendi algumas premissas que carrego comigo até hoje e que me norteiam em meu cotidiano.

 

O que aprendi com o futebol

Aprendi sobre competitividade, sobre espírito de equipe, companheirismo, amizade, lealdade, deslealdade, garra. Aprendi a NÃO gostar de perder, mas também que há limites éticos nas estratégias usadas para ganhar.

Percebi que para ter êxito tinha de ser melhor do que os que jogavam contra mim ou os que disputavam comigo a posição no time titular. Mas que isto de nada adiantaria se não conseguisse ser, a cada dia, melhor do que eu mesmo. Tive alegrias, tristezas, decepções, conheci bons amigos e tive o privilégio de participar de grandes combates, contra adversários fortes. Foram diversas vitórias heroicas e inesquecíveis e outras tantas derrotas amargas e tão inesquecíveis quanto.

Tive de aprender sobre estratégia, tática, planejamento. E que ainda assim as coisas não saem bem como queremos, pois no futebol (e na vida) nem tudo está no nosso controle. Outros conceitos que aprendi, às vezes a duras penas? Coragem, determinação, superação, resignação, paciência, autoconfiança, dedicação, hombridade, honra.

Tive a sorte de conviver com as mais variadas pessoas e ambientes. E isso fez com que eu aprendesse respeitar as diferenças.

Pude distinguir claramente o que se deve e o que não se deve fazer. E que nem sempre as coisas são tão justas. Ou melhor, que nem sempre acompanham o nosso conceito de justiça.

Precisei diferenciar entre quando me defender, quando defender os outros e quando atacar. A ficar calado na hora certa e esbravejar, sempre com respeito, quando necessário.

Meu status atual sobre futebol?

Cada vez mais são paulino e me recuperando da segunda cirurgia no joelho (uma em cada um deles). Prova viva de que, ainda hoje, muito do que sou para o bem e para o mal é devido a este objeto, a bola, que permeia o sonho de tantos jovens e, que para mim, além de um passado feliz e saudoso, faz parte de uma realidade que nunca vai se apagar.

Autor: José Carlos Carturan Filho

Problemas: Eles têm a exata dimensão que damos a eles

Página 7 | Troubles Imagens – Download Grátis no Freepik problemas

Todos nós temos problemas. Faz parte do processo, são situações que surgem em nosso cotidiano e que, queiramos nós ou não, temos de enfrentar. Alguns são de maior impacto e fogem de nosso controle. Já outros são pequenas bobagens que acabam atrapalhando um pouco o ritmo de nossa vida. E só. Mas, tanto os maiores quanto os pequenos servem para que estejamos vigilantes e tiremos deles os aprendizados que trazem consigo. Vivemos assim e estas são vicissitudes do nosso caminho.

Há pessoas que lidam bem com os problemas, encarando-os com serenidade e paciência. Enquanto outras agem ora de maneira bastante intempestiva, ora de modo omisso e descompromissado.

No entanto, ultimamente venho detectando uma terceira categoria. Tenho observado algumas pessoas, ouvido outras… E, no meu ponto de vista, há um grupo cada vez mais crescente: pessoas onde o grande problema é…

…não ter problemas.

Cada vez mais, fica latente que os problemas de nossa vida têm a exata dimensão que damos a eles. É pura e simplesmente uma questão de perspectiva. Contudo, há pessoas que justamente por não ter problemas de uma magnitude suficientemente grande, acabam supervalorizando questões cotidianas, transformando-as em verdadeiros dramas. Uma discussão tem o peso de uma guerra, um infortúnio ganha o status de um tremendo azar. Estas pessoas entram e saem de supostas crises com frequência, desabam em uma tristeza desmedida, sentem-se ofendidas, perseguidas, injustiçadas e acabam até distorcendo fatos para que estes possam se enquadrar na categoria problema.

Mas de onde será que vem isso?

Qual a real intenção? O que faz com que meras contingências de uma vida atribulada sejam maximizadas e elevadas ao patamar de situações insolúveis, gerando sentimentos de tristeza, mágoa, raiva, ansiedade e pré-ocupação exageradas?

Dentre as diversas hipóteses plausíveis, algo me diz que estes pseudo-dramas têm uma única finalidade. Pode parecer exagerado de minha parte, mas vou tentar resumir em uma só frase. Lá vai: “As pessoas não têm problemas. Elas querem atenção”. Desculpe se você discorda, mas fica cada vez mais evidente que o que as pessoas sentem é algo chamado carência. Sim, sentem carência de atenção, de serem ouvidas e de que alguém que lhes dê a atenção que julgam merecer. Quando conseguem a atenção de alguém, simplesmente a solução mágica aparece.

Exagero?

Então, pense em pessoas que você conhece, principalmente aquelas que vivem reclamando da vida, de tudo e de todos, e analise se há motivos para isso ou se elas estão super dimensionando os problemas que têm. Infelizmente o que estas pessoas não percebem é que, em uma escala muito sutil, a sistemática e repetitiva ênfase nos obstáculos da vida acaba deixando-as em uma situação onde se torna costume lidar com problemas. E quando percebem, não conseguem sair mais deste triste ciclo.

Fique atento em qual das categorias você se enquadra e evite cair nesta armadilha.

Autor: José Carlos Carturan Filho

Mágoa – Isso pode estar atrapalhando a sua vida

 

Sentir mágoa é como tomar veneno e querer que o outro morra.

Garrafa de vidro de veneno com sinal de alerta na mesa de madeira espaço para texto | Foto Premium mágoa

Talvez um dos grandes desafios em nossa vida seja o de tirar aprendizados das situações em que vivemos. É possível que todos já tenhamos passado por isso. Muitas vezes, essas coisas acontecem e marcam muito nossa história. Há inclusive uma frase que diz o seguinte.

“Quem aprende com os próprios erros é inteligente. Quem aprende com os outros é sábio.”

Pois bem. O fato é que muitas pessoas não apenas não conseguem aprender com seus erros nem com o dos outros. Além disso, passam um bom tempo ruminando aquele sentimento ruim.

Há pessoas que simplesmente tornam o sentimento ruim que nutrem pelos outros um combustível para viver. Vale a pena? Talvez até valesse, caso esse sentimento negativo se transformasse em mola propulsora para seu próprio desenvolvimento. Até conheço algumas  pessoas que se beneficiaram disto. Ou seja, usaram a tristeza, o rancor para provarem para os outros e para si mesmos que seriam capazes de superar dificuldades, dissabores.

Contudo, é uma estratégia perigosa. Primeiro porque provar as coisas para os outros não leva a nada. O ideal é que consigamos fazer as coisas por nós mesmos e por pessoas que amamos. O segundo motivo é que isso pode se transformar em uma armadilha. Muitas pessoas acabam se perdendo no caminho.

Você já parou para pensar nisso? Conhece alguém que passa ou passou uma boa parte da vida remoendo situações que já fazem parte do passado? Pois é… Complicado.

E você tem esse sentimento por alguém ou por alguma situação?

Seja franco. Há alguém por quem você ainda guarda alguma mágoa? Reflita, pois isso pode estar atrapalhando demais sua vida. Tanto no que diz respeito à parte dos seus relacionamentos quanto na parte referente à sua saúde. Pode parecer bobagem, mas a amargura e a chateação constantes com fatos do passado acabam atrapalhando seu desenvolvimento. Há estudos que comprovam que pessoas rancorosas, mal humoradas e pessimistas são mais susceptíveis a doenças como diabetes, derrames, infartos e outras tão ou mais graves. (Leia também: Cura de doenças e os comportamentos humanos)

Ainda assim, há outras implicações nessa situação. Acabamos entrando em círculos viciosos e não nos damos conta disso. Vamos ficando mais retraídos, em nossos próprios pensamentos, nos afastando das pessoas e passamos a generalizar acreditando que a maioria das pessoas é parecida com aquela por quem você nutre antipatia.

Tudo bem. Concordo que muitas vezes não é tão simples. Nos sentimos agredidos, desrespeitados e isso torna difícil a tarefa de levar as coisas com leveza e serenidade.

Mas é importante que consigamos fazer essa autoavaliação. Procure jogar fora sentimentos que te fazem mal. Livre-se desse peso desnecessário. Já diz a sábia frase que “sentir mágoa é como tomar veneno e querer que o outro morra”.

E seja sincero consigo mesmo. Lembre-se: quando olhamos para o passado e sentimos rancor, raiva ou mágoa é porque ainda não tiramos o real aprendizado daquela situação. Além disso, ainda estamos dominados pelo ego.

Você já aprendeu a deixar para trás?

Autor: José Carlos Carturan Filho

Culpa – Como lidar com este sentimento?

Hoje o tema é espinhoso e recorrente, mas faz parte da vida de todo ser humano. Todos nós em algum momento já sentimos isso. E digo mais… Muitos de nós fomos criados com base neste sentimento ardil: a culpa.

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Definição

Então, para iniciarmos, lá vai a definição do dicionário.

Culpa: “É o sentimento de sofrimento obtido após reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável, baseado na frustração causada pela imagem criada daquilo que achamos que deveríamos ter sido.”

Entendeu? Se não entendeu, repare apenas nas quatro palavras destacadas: sofrimento, reavaliação, reprovação e frustração. Além disso, some-se a estes sentimentos outros que estão correlacionados como autocrítica, repressão, mágoa e perceba o estrago que isto causa.

Poucos dão a devida atenção a este sentimento, mas ouso dizer que é um dos que mais atrapalham nossa vida. E digo mais: É um dos mais difíceis de lidar, de ser trabalhado internamente.

 

Motivos

Os motivos são simples. Primeiro: a facilidade com que as pessoas têm em nos repreender, desde sempre, quando algo não sai exatamente como deveria. Pais, professores, amigos, familiares. Nosso senso de perfeccionismo e autocrítica então vêm e nos colocam ainda mais para baixo.

O segundo é a questão cultural mesmo. A cultura ocidental predominantemente e uma boa parte das culturas orientais se baseiam na culpa. As religiões instituídas multiplicam esta sensação exponencialmente. Pecado, castigo, punição, dívida. Já nascemos do pecado e carregamos isto conosco às vezes por toda a vida. Exagero? Creio que não. Ainda mais quando levamos em consideração que é algo que acontece há séculos, que herdamos de nossos antepassados, que está impregnado em nossas células, que paira no ar.

 

Temos de nos redimir

As culpas que sentimos o tempo todo, a sensação de que temos de nos redimir, mesmo muitas vezes sem saber de quê, são apenas resquícios de uma culpa atroz e gigantesca que recai sobre nossos ombros e que, por nossa pequenez frente a um Universo tão grandioso, jamais teremos condições de lidar. E cá entre nós, nem temos de lidar.

Com base nisso, a sociedade se baseia em uma infinidade de padrões, que variam de um lugar para outro, mas que invariavelmente temos de nos adequar, ainda que em grande parte das vezes não sejamos preparados para isto pela família, pelos educadores e pela falta de exemplos a quem podemos nos espelhar.

Nós seres humanos somos uma obra inacabada e obviamente somos responsáveis por nossos atos e suas consequências. Isso por si só já traz uma responsabilidade suficientemente grande.

Por esse motivo, não aceite gratuitamente o sentimento de culpa que alguns insistem em nos colocar nos ombros. Cada um é responsável pelo seu destino e ninguém é obrigado a carregar o fardo alheio. Você pode até ajudar, mas deve ser uma opção sua. É a mesma prerrogativa que tem em dizer não e seguir sua vida adiante.

Então, de hoje em diante fique atento em quem quer por a culpa pelo próprio fracasso nas suas costas. E definitivamente, não aceite. Mas, sem sentir-se culpado por isto, ok?

Autor: José Carlos Carturan Filho

 

Agonia do espírito – Os paradigmas da vida

Agonia do espírito – Os paradigmas da vida

 

Paradigmas são derrubados sequencialmente, esmagados por uma sede incontrolável de avançar um pouco mais.

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As coisas já não são mais como antes. Assim, um ímpeto diferente passa a fazer parte do cotidiano outrora simples. Um turbilhão de sentimentos invade uma realidade que, até então, se apresentava tranquila e uma necessidade visceral de buscar informações e conhecimentos toma conta da mente fazendo-a funcionar a 200 km/h.

Questionamentos passam a ser usuais e a vontade de saber, descobrir, aprender, buscar, passam a ser em certas situações os únicos companheiros de jornada. Sobre verdades até então absolutas, começam a pairar deliciosas dúvidas. Paradigmas são derrubados sequencialmente, esmagados por uma sede incontrolável de avançar um pouco mais.

Então, novos horizontes são vislumbrados. Assim, a estrada da vida passa a ter uma nova dimensão e os propósitos têm de ser readequados. Um equilíbrio antigamente almejado chega agora a tomar vulto de empecilho ao desenvolvimento. As informações recebidas parecem insuficientes e servem apenas de estímulo a novas trilhas.

Assuntos que levam a outros, que levam a novas descobertas, que nos mostram o quão pouco sabemos e o quanto de maravilhoso ainda há a ser explorado.

Tudo passa a fazer mais sentido. O senso crítico aumenta, a capacidade de arguir aflora. Assim, já não aceitamos tudo goela abaixo. Caem por terra verdades pré-estabelecidas. Além disso, dogmas embasados em terrenos arenosos e sem sustentação desabam como fileiras de dominós. Afinal, adquirimos a prerrogativa de raciocinar, pensar livremente, agir de acordo com nossa vontade e livres do medo que nos foi imposto há séculos, com base em uma cultura forjada sobre o medo, a punição e a culpa.

Passamos a ver que podemos muito mais e que nossos limites somos nós que impomos. O horizonte fica mais amplo. Há muito a ser conquistado. Uma estranha sensação de liberdade, que no início da até vergonha em sentir, começa a fazer parte de nossa busca.

Ótimo sinal é quando outras pessoas começam a nos olhar como se estivéssemos fora de prumo, como se fossemos estranhos e nos atrevêssemos a viver fora do mundinho quadradinho que nos impuseram desde que nascemos.

No entanto, prepare-se, pois, felizmente, é um caminho sem volta. Você não tolerará mais que as pessoas tentem te dizer que não é capaz. Além disso, não aceitará qualquer bobagem que tentam te fazer crer e, principalmente, não se contentará com pouco, com a mediocridade que assola e domina o mundo. Não se trata de sentir-se melhor que os outros, mas a questão é que você se permitiu ser diferente dos outros. E isso, por si só, já traz novas perspectivas.

E quanto mais buscamos, mais achamos. Quanto mais achamos, mais queremos. E quanto mais queremos, sentimo-nos estimulados, entusiasmados, esbanjando uma alegria e um sentido de alcançar novos horizontes.

Qual o nome disto? Meu sábio amigo José Orlando, já citado diversas vezes aqui, denominava esta nossa vontade em buscar, de modo bastante positivo e peculiar. Chamava-a de “agonia do espírito”. Já sentiu algo parecido?

Autor: José Carlos Carturan Filho

– Quais são seus paradigmas? Ouça o podcast para saber mais. Clique AQUI.

Adversidades – Como você lida com elas?

Como você lida com as adversidades na sua vida? Leia a seguir uma metáfora que irá transformar como você enxerga os desafios na sua vida.

Adversidades…

Um filho se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ele. Ele já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansado de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia. Seu pai, um chef, levou-o até a cozinha. Então, encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver.

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Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. O filho deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.

Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela. Virando-se para ele, perguntou “Querido, o que você está vendo?”

“Cenouras, ovos e café,” ele respondeu. Ele o trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.

Ele obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ele obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.

Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ele sorriu ao provar seu aroma delicioso. Ele perguntou humildemente: “O que isto significa, pai?”

Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade: a água fervendo. Mas cada um reagira de maneira diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo.

O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água. “Qual deles é você?” ele perguntou a seu filho. “Quando as adversidades batem à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?”

E você?

Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e as adversidades você murcha, se torna frágil e perde sua força?

Será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável, um espírito maleável, mas depois de alguma morte, uma falência, um divórcio ou uma demissão, você se tornou mais difícil e duro? Sua casca parece a mesma, mas você está mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito inflexíveis?

Ou será que você é como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café.
Se você é como o pó de café, então, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.

E nós? Como será que estamos lidando com as adversidades? Como a cenoura, o ovo ou o café?

Autor: José Carlos Carturan Filho

Você é mais do que seus comportamentos limitantes

Acredite: Você é mais do que seus comportamentos limitantes.

Um dos motivos que fez com que eu me dispusesse a aceitar o desafio de uma troca de carreira foi a chance de me aprofundar cada vez mais no estudo e na aplicação de processos que fomentam o absurdo potencial da mente humana.

Deixei a odontologia depois de bons anos de formado e uma trajetória estável na área. Hoje, quanto mais estudo a mente e o comportamento humano, mais fascinado fico e percebo o quão pouco sei.

A mente humana e os comportamentos limitantes

Há uma frase que diz: “A mente pode ter diferentes níveis, mas não tem limites”.

Então a pergunta é: Por que um grande número de pessoas menospreza esse potencial por meio de comportamentos limitantes?

Obviamente não existe uma resposta única e mágica a essa questão. Mas certamente um dos fatores primordiais é a dificuldade que as pessoas têm em aceitar que têm coisas a melhorar. Só posso evoluir e melhorar se souber O QUE devo melhorar.

Se descermos ainda mais um degrau, veremos que esta dificuldade em aceitar que tem coisas a melhorar está ligada à outra dificuldade ainda maior: saber ouvir.

A maioria das pessoas escuta, mas pouquíssimas realmente ouvem. E muitas, quando ouvem de alguém que têm algo a melhorar, entendem como se fosse uma crítica ou até mesmo uma ofensa pessoal.  Já reparou?

Em algumas situações parece a 3ª guerra mundial. Cara feia, respostas grosseiras, ofensas e em casos mais extremos até desfechos mais sérios. E isto porque estou falando prioritariamente de relacionamentos entre pessoas que se gostam.

O conceito está confuso? Então deixe-me sintetizar.

Funciona assim: Se eu menciono algo a você que pode ser melhorado eu não estou criticando VOCÊ. Estou citando um COMPORTAMENTO seu que pode mudar, para melhor. Mesmo porque, VOCÊ não É apenas seus COMPORTAMENTOS. VOCÊ é muito mais do que isso.

VOCÊ é um ser único, especial, maravilhoso e repleto de potenciais que talvez não estejam sendo utilizados de maneira adequada porque seus comportamentos limitantes estão impedindo que isto aconteça. Faz sentido?

Entenda, não é nada pessoal.  É apenas uma dica, um toque, um feedback que alguém está te dando para que você seja ainda melhor.

Mesmo porque só nos preocupamos em dizer algo que precisa ser melhorado a quem gostamos, com quem convivemos e queremos bem.

O problema é que um “cara” que faz parte de você, chamado EGO, faz com que você ache que é a “última bolachinha do pacote” e pense que não precisa melhorar em nada. Portanto, tudo o que te dizem não passa de uma crítica infundada, injusta, exagerada, quase uma calúnia sobre você. Percebe?

comportamentos limitantes Silhueta de um chefe egoísta sentado em uma cadeira e uma grande carga de ego, puxando-o para o abismo. cena conceitual de egoísmo | Foto Premium

Procure ouvir mais e se tiver um bom radar, verá que muito do que falam que você pode melhorar, caso seja melhorado, lhe tornará ainda mais especial.

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Autor: José Carlos Carturan Filho

11 benefícios da PNL

A programação neurolinguística (PNL) pode ajudar qualquer pessoa a alcançar mudanças de forma rápida em todas as áreas da vida. Além disso, os benefícios deste processo tão poderoso são muitos, incluindo ajudar na superação de sentimentos e comportamentos limitantes, como depressão, vícios, fobias, insegurança etc.

A PNL trabalha com modificação de comportamentos, transformando os negativos em positivos. Assim, padrões comportamentais que limitam o desenvolvimento pessoal e profissional, podem ser transformados em comportamentos que aumentam a chance de sucesso.

É comum que tenhamos dificuldades em passar por mudanças para melhorar alguns aspectos na vida mas, muitas vezes, nem conseguimos identificar o que nos impede. Mas os benefícios da programação neurolinguística são muitos nessa hora.

11 benefícios da PNL

1. Construção de padrões de comportamento

Podemos gerenciar melhor a nossa mente para, através do espelhamento de hábitos, criar novos padrões de comportamento.

2. Maior equilíbrio emocional

Ajuda a controlar as emoções de modo mais fácil, desenvolvendo o autoconhecimento.

3. Clareza para identificar metas e objetivos

Fornece recursos para que as metas e os objetivos sejam identificados com maior clareza.

4. Maior facilidade em resolver conflitos

Oferece técnicas para que os conflitos internos e interpessoais possam ser resolvidos com maior facilidade.

5. Melhora da comunicação

Fornece técnicas para que qualquer pessoa possa melhorar sua comunicação verbal e não verbal.

6. Superação de erros do passado

Superar os erros fica mais fácil. Com as técnicas corretas, podemos usar esses erros a favor do nosso autodesenvolvimento, focando no planejamento do futuro.

7. Focar a mente em resultados em vez de nos problemas

Oferece técnicas para que as pessoas possam ter mais foco para alcançar seus objetivos, superando os obstáculos com mais facilidade.

8. Mudar os planos de ação para alcançar mais resultados

Às vezes, na busca pelos objetivos, alguns planos de ação podem não dar tão certo como outros e é preciso passar por algumas mudanças. A PNL fornece técnicas para que a mudança de planos de ação seja mais fácil, para que qualquer pessoa possa ter mais resultados.

9. Comparar o estado atual com o estado desejado

Podemos identificar nosso estado atual e o estado desejado, para, assim, traçarmos planos de ação para conseguirmos atingir o objetivo desejado.

10. Medos intensos e traumas

A PNL oferece técnicas para que qualquer pessoa saiba como controlar seus medos e superar os traumas do passado.

11. Escolhas mais conscientes

Com a PNL, é possível ter mais clareza na hora de tomar decisões e fazer escolhas importantes. Assim, a capacidade de atingir metas e objetivos aumenta.

 

Quem pode utilizar a PNL?

Os benefícios da PNL são para qualquer pessoa. Todas as pessoas podem utilizar a PNL para passar por mudanças em todos os aspectos da vida.

  • Gestão e liderança: a PNL pode ajudar os líderes e gestores a terem maiores resultados, lidando mais facilmente com conflitos no ambiente de trabalho e com os diferentes perfis comportamentais dos colaboradores e fortalecendo a equipe e a gestão.
  • Comercial: a PNL fornece técnicas para aumentar a performance nas vendas, estabelecendo rapport com o público, entendendo com clareza os motivos das objeções dos clientes e tendo maior domínio no momento de apresentar soluções.
  • Profissionais da área da saúde: a PNL ajuda a conduzir o inconsciente para dar um novo sentido a algum fato ou acontecimento, através de uma visão mais positiva de aprendizado, e, auxiliar no tratamento de fobias, aprendendo a lidar com o medo e a ansiedade.
  • Educadores: a PNL pode auxiliar os educadores a obterem uma comunicação mais assertiva para que os alunos possam ter mais foco, concentração e pensamento crítico e desenvolver tomadas de decisões, planejamento e definição de objetivos.
  • Esportistas: a PNL ajuda na maximização da performance corporal, aumentando a concentração e o foco, desenvolvendo a inteligência emocional, alcançando o potencial máximo e aprendendo a se preparar mentalmente para lidar com os sentimentos que limitam a motivação e a disciplina.

Quer alcançar todos os seus objetivos e ter o sucesso que você tanto deseja? Faça como milhares de treinandos já fizeram e inscreva-se agora mesmo na formação em Practitioner em PNL.

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Expectativas

 

Expectativas – significado

Segundo o dicionário, o significado de expectativas é esperanças fundadas em promessas, viabilidades ou probabilidades, ação de esperar, ter esperança. Conceituação conhecida para uma palavra bastante usual em nosso vocabulário.

Vivemos falando de nossas expectativas e esperanças. Muitas vezes, estas expectativas são o combustível, a mola propulsora que nos move em direção aos nossos sonhos. E isso é muito bom. Mas, como em tudo na vida, há o outro lado. Queiramos nós ou não, também somos alvo de expectativas de outras pessoas. Mesmo sem saber, estamos inseridos nas expectativas dos outros, vivendo algo como um sonho alheio.

Isto é inerente ao ser humano – faz parte de nossa natureza. Quando crianças, idealizávamos o par perfeito, fosse este a menina mais bonita e inteligente da classe, ou, o protótipo do príncipe encantado, que atendesse aos anseios e expectativas.

 

Um rumo delicado

Até aí, também nenhum problema. Vivemos em comunidade e, portanto, somos passíveis de participar da vida dos outros. As coisas começam a tomar um rumo meio delicado quando as pessoas passam a exigir de nós, papeis exatamente iguais aos que elas imaginavam ou pensavam para nós em seus roteiros pessoais. Sem sermos avisados, somos rotulados como isto ou aquilo. Assim, passamos a viver um enredo paralelo ao que escolhemos para nós. Digo até que, na melhor das hipóteses, somos protagonistas do filme de nossa própria vida e coadjuvantes no da vida dos outros. Contudo, às vezes, isto se inverte. As pessoas passam a esperar de nós algo exatamente igual ao que elas almejavam. E quando não cumprimos o (não) combinado, isto as chateia. Será que poderiam, ao menos, perguntar se topamos participar deste filme e se concordamos com esta sinopse em que fomos incluídos?

Mas há algo ainda mais preocupante. Parece que quanto mais atendemos às tais expectativas alheias, mais somos cobrados, e as pessoas esperam de nós, condutas ainda mais irretocáveis. É verdadeiro dizer também que, se esperam de nós algo, é porque julgam que temos recursos para tal. Entretanto, em alguns momentos, parece que nossos recursos para lidar com algumas situações estão crescendo em progressão aritmética, enquanto as expectativas das pessoas em relação a nós, aumentam em progressão geométrica.

E chega um momento onde fazer o possível não basta. Exigem de nós posturas, atitudes e até sentimentos. Se não fazemos assim ou assado, as pessoas acham absurdo. Se não gostamos de alguém, então, é o fim do mundo. Isto vale para a vida profissional e para o convívio pessoal.

Creio que alguns dos grandes distúrbios como depressão, ansiedade e estresse sejam causados por esta dificuldade em administrar entre o que queremos/desejamos e o que os outros querem/desejam de nós. E o resultado é bem complexo. Na maioria das vezes, não dá para conciliar as duas coisas e, quanto mais pendemos para um lado, mais o outro fica comprometido. Sendo assim, a questão final fica: Suprir as expectativas dos outros ou as nossas? Uma destas respostas te dará a chance de ser feliz. Já a outra…

 

Autor: José Carlos Carturan Filho

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