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Mágoa – Isso pode estar atrapalhando a sua vida

 

Sentir mágoa é como tomar veneno e querer que o outro morra.

Garrafa de vidro de veneno com sinal de alerta na mesa de madeira espaço para texto | Foto Premium mágoa

Talvez um dos grandes desafios em nossa vida seja o de tirar aprendizados das situações em que vivemos. É possível que todos já tenhamos passado por isso. Muitas vezes, essas coisas acontecem e marcam muito nossa história. Há inclusive uma frase que diz o seguinte.

“Quem aprende com os próprios erros é inteligente. Quem aprende com os outros é sábio.”

Pois bem. O fato é que muitas pessoas não apenas não conseguem aprender com seus erros nem com o dos outros. Além disso, passam um bom tempo ruminando aquele sentimento ruim.

Há pessoas que simplesmente tornam o sentimento ruim que nutrem pelos outros um combustível para viver. Vale a pena? Talvez até valesse, caso esse sentimento negativo se transformasse em mola propulsora para seu próprio desenvolvimento. Até conheço algumas  pessoas que se beneficiaram disto. Ou seja, usaram a tristeza, o rancor para provarem para os outros e para si mesmos que seriam capazes de superar dificuldades, dissabores.

Contudo, é uma estratégia perigosa. Primeiro porque provar as coisas para os outros não leva a nada. O ideal é que consigamos fazer as coisas por nós mesmos e por pessoas que amamos. O segundo motivo é que isso pode se transformar em uma armadilha. Muitas pessoas acabam se perdendo no caminho.

Você já parou para pensar nisso? Conhece alguém que passa ou passou uma boa parte da vida remoendo situações que já fazem parte do passado? Pois é… Complicado.

E você tem esse sentimento por alguém ou por alguma situação?

Seja franco. Há alguém por quem você ainda guarda alguma mágoa? Reflita, pois isso pode estar atrapalhando demais sua vida. Tanto no que diz respeito à parte dos seus relacionamentos quanto na parte referente à sua saúde. Pode parecer bobagem, mas a amargura e a chateação constantes com fatos do passado acabam atrapalhando seu desenvolvimento. Há estudos que comprovam que pessoas rancorosas, mal humoradas e pessimistas são mais susceptíveis a doenças como diabetes, derrames, infartos e outras tão ou mais graves. (Leia também: Cura de doenças e os comportamentos humanos)

Ainda assim, há outras implicações nessa situação. Acabamos entrando em círculos viciosos e não nos damos conta disso. Vamos ficando mais retraídos, em nossos próprios pensamentos, nos afastando das pessoas e passamos a generalizar acreditando que a maioria das pessoas é parecida com aquela por quem você nutre antipatia.

Tudo bem. Concordo que muitas vezes não é tão simples. Nos sentimos agredidos, desrespeitados e isso torna difícil a tarefa de levar as coisas com leveza e serenidade.

Mas é importante que consigamos fazer essa autoavaliação. Procure jogar fora sentimentos que te fazem mal. Livre-se desse peso desnecessário. Já diz a sábia frase que “sentir mágoa é como tomar veneno e querer que o outro morra”.

E seja sincero consigo mesmo. Lembre-se: quando olhamos para o passado e sentimos rancor, raiva ou mágoa é porque ainda não tiramos o real aprendizado daquela situação. Além disso, ainda estamos dominados pelo ego.

Você já aprendeu a deixar para trás?

Autor: José Carlos Carturan Filho

Agonia do espírito – Os paradigmas da vida

Agonia do espírito – Os paradigmas da vida

 

Paradigmas são derrubados sequencialmente, esmagados por uma sede incontrolável de avançar um pouco mais.

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As coisas já não são mais como antes. Assim, um ímpeto diferente passa a fazer parte do cotidiano outrora simples. Um turbilhão de sentimentos invade uma realidade que, até então, se apresentava tranquila e uma necessidade visceral de buscar informações e conhecimentos toma conta da mente fazendo-a funcionar a 200 km/h.

Questionamentos passam a ser usuais e a vontade de saber, descobrir, aprender, buscar, passam a ser em certas situações os únicos companheiros de jornada. Sobre verdades até então absolutas, começam a pairar deliciosas dúvidas. Paradigmas são derrubados sequencialmente, esmagados por uma sede incontrolável de avançar um pouco mais.

Então, novos horizontes são vislumbrados. Assim, a estrada da vida passa a ter uma nova dimensão e os propósitos têm de ser readequados. Um equilíbrio antigamente almejado chega agora a tomar vulto de empecilho ao desenvolvimento. As informações recebidas parecem insuficientes e servem apenas de estímulo a novas trilhas.

Assuntos que levam a outros, que levam a novas descobertas, que nos mostram o quão pouco sabemos e o quanto de maravilhoso ainda há a ser explorado.

Tudo passa a fazer mais sentido. O senso crítico aumenta, a capacidade de arguir aflora. Assim, já não aceitamos tudo goela abaixo. Caem por terra verdades pré-estabelecidas. Além disso, dogmas embasados em terrenos arenosos e sem sustentação desabam como fileiras de dominós. Afinal, adquirimos a prerrogativa de raciocinar, pensar livremente, agir de acordo com nossa vontade e livres do medo que nos foi imposto há séculos, com base em uma cultura forjada sobre o medo, a punição e a culpa.

Passamos a ver que podemos muito mais e que nossos limites somos nós que impomos. O horizonte fica mais amplo. Há muito a ser conquistado. Uma estranha sensação de liberdade, que no início da até vergonha em sentir, começa a fazer parte de nossa busca.

Ótimo sinal é quando outras pessoas começam a nos olhar como se estivéssemos fora de prumo, como se fossemos estranhos e nos atrevêssemos a viver fora do mundinho quadradinho que nos impuseram desde que nascemos.

No entanto, prepare-se, pois, felizmente, é um caminho sem volta. Você não tolerará mais que as pessoas tentem te dizer que não é capaz. Além disso, não aceitará qualquer bobagem que tentam te fazer crer e, principalmente, não se contentará com pouco, com a mediocridade que assola e domina o mundo. Não se trata de sentir-se melhor que os outros, mas a questão é que você se permitiu ser diferente dos outros. E isso, por si só, já traz novas perspectivas.

E quanto mais buscamos, mais achamos. Quanto mais achamos, mais queremos. E quanto mais queremos, sentimo-nos estimulados, entusiasmados, esbanjando uma alegria e um sentido de alcançar novos horizontes.

Qual o nome disto? Meu sábio amigo José Orlando, já citado diversas vezes aqui, denominava esta nossa vontade em buscar, de modo bastante positivo e peculiar. Chamava-a de “agonia do espírito”. Já sentiu algo parecido?

Autor: José Carlos Carturan Filho

– Quais são seus paradigmas? Ouça o podcast para saber mais. Clique AQUI.

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