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Ownership: 11 características de profissionais com senso de dono

Você já parou para pensar no que diferencia um profissional comum de alguém que realmente se destaca dentro de uma empresa? São várias competências que podem fazer a diferença. Mas uma vem ganhando cada vez mais destaque no mundo corporativo: ownership ou senso de dono.

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Você já ouviu falar deste termo?

Ownership é a capacidade de tratar as responsabilidades da empresa como se fossem suas, como se o negócio fosse seu. É o senso de responsabilidade e comprometimento que o colaborador tem em relação às suas tarefas, resultados e ao sucesso da empresa como um todo. É a capacidade de se importar com o resultado do trabalho, ser proativo, buscar melhorias e entender o impacto que suas ações causam em toda a organização.

 

Ownership vai além de simplesmente fazer o que foi solicitado; envolve agir como se o trabalho ou o projeto fosse “seu”, tomando decisões, resolvendo problemas e buscando melhorias contínuas sem depender de supervisão constante.

Veja as 11 características de profissionais que têm elevado senso de dono:

  1. Interesse pela história da empresa. Profissionais com ownership buscam compreender verdadeiramente a trajetória, origens, missão e valores da empresa para poder tomar decisões mais alinhadas com os objetivos de longo prazo.
  2. Interesse por outras áreas da organização. Esses profissionais se interessam por suas próprias áreas, mas também por outros setores da empresa, buscando compreender o funcionamento e os desafios deles. Isso contribui para um ambiente de trabalho mais colaborativo.
  3. Vontade de estudar e aprender. Eles estão sempre em busca de aprender e expandir suas habilidades. Eles assumem o controle do próprio desenvolvimento. Assim, são mais preparados para lidar com diversos desafios.
  4. Tentam entender e melhorar métricas e metas. Eles se dedicam a entender as métricas e as metas e buscam formas de melhorar constantemente os resultados, seja no seu próprio desempenho ou nas operações de sua área.
  5. Usam a crítica como ponto de partida para melhorias. Profissionais com alto senso de dono usam os feedbacks que recebem para ajustar processos, melhorar suas fraquezas e resultados e contribuir com o aprimoramento contínuo da empresa.
  6. Organizam-se para dar conta de suas responsabilidades. Profissionais com ownership sabem como organizar o tempo da melhor forma possível para dar conta de suas responsabilidades. Eles buscam garantir que suas entregas estejam sempre no prazo e com qualidade.
  7. Sugerem novas ideias. Esses profissionais têm o hábito de sugerir inovações que podem gerar grandes mudanças para a empresa. Eles sabem que, ao pensar de forma criativa, podem agregar valor em diferentes aspectos do negócio.
  8. Não hesitam em ajudar quando algo sai errado. Profissionais com senso de dono entendem que todos devem trabalhar juntos. Sempre que preciso, mesmo fora da sua área de atuação, eles não hesitam em ajudar. Eles sabem trabalhar bem em equipe, incentivando a sinergia do grupo.
  9. São abertos para escutar novas ideias. Eles estão sempre dispostos a escutar o que os outros têm a dizer. Acreditam que as melhores soluções vêm da colaboração e que sempre há algo novo a aprender.
  10. Não se abatem facilmente com erros e fracassos. Errar faz parte do processo de crescimento. Profissionais com ownership sabem disso e não se abatem diante de falhas. Eles enxergam nos erros oportunidades de aprendizado, ajustam suas abordagens e continuam seguindo em frente com mais confiança e motivação.
  11. São automotivados. Profissionais com senso de dono são automotivados. Eles não esperam que alguém os incentive. Eles têm iniciativa e sabem que o sucesso da empresa depende também da sua dedicação e esforço.

Adote a mentalidade de ownership!

Se você quer ser um profissional de destaque, comece a desenvolver essas características no seu dia a dia. Adote a mentalidade de ownership e veja como isso pode transformar sua carreira e impactar positivamente o seu ambiente de trabalho.

 

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Assista ao vídeo deste artigo:

 

Profissionais diferenciados: O que o mercado está buscando?

Profissionais Imagens – Download Grátis no Freepik Profissionais diferenciados

Você já se perguntou quais as características de profissionais diferenciados? Leia o artigo até o fim e descubra.

 

As soft skills de profissionais diferenciados

Diante todas as mudanças constantes pelas quais o mercado de trabalho passa, algumas competências andam sendo cada vez mais valorizadas pelas empresas de diversos segmentos e tamanhos.

De acordo com pesquisa recente do PageGroup, as habilidades comportamentais ou soft skills mais visadas pelos líderes de grandes empresas da américa latina são:

 

  • 47,5% – Trabalho em equipe

 

  • 33,8% – Inteligência emocional

 

  • 28,8% – Comunicação assertiva

 

 

No Brasil, a ordem dessas soft skills aparece um pouco diferente nesse mesmo levantamento:

 

  • 42,9% – Inteligência emocional

 

  • 38,4% – Trabalho em equipe

 

  • 31,1% – Comunicação assertiva

 

 

Além de aprimorar essas habilidades, algumas estratégias e atitudes podem te ajudar a ter um diferencial competitivo para se destacar na sua carreira.

Para começar, falaremos um pouco sobre as soft skills mais visadas pelos líderes, as dos profissionais diferenciados, e o que fazer para aprimorá-las.

 

A inteligência emocional

De forma resumida, a inteligência emocional é a capacidade do ser humano de identificar as próprias emoções, compreendendo as origens delas.

As pessoas com inteligência emocional elevada têm um maior autoconhecimento, conhecem o motivo de suas tristezas, focam mais no futuro e têm autocontrole e automotivação.

Desenvolver esta competência é muito importante para adquirir o controle emocional necessário para uma boa qualidade de vida.

Veja algumas atitudes que podem te ajudar a ampliar sua inteligência emocional.

 

Compreenda suas emoções.

É natural dos seres humanos agir por impulso, pois esta é uma reação evolutiva de defesa, mas essas atitudes podem causar diversos problemas.

Em situações estressantes, procure manter a calma e pensar antes de agir.

Observe também o que você sente diante dos acontecimentos diferentes, sejam eles bons ou ruins. Analise suas emoções, as causas e identifique os motivos para elas acontecerem.

Busque sempre manter um equilíbrio em suas emoções.

 

Expresse seus sentimentos.

Isso é fundamental para que você exponha seu ponto de vista e para resolver questões, evitando o desgaste dos relacionamentos.

 

Pratique a empatia.

Aprenda a se colocar no lugar das outras pessoas para entender como elas agem e se sentem.

Entenda que elas também têm limitações, falhas e necessidades e respeite-as.

 

Tenha resiliência.

Procure se adaptar às mudanças, equilibrando suas emoções e buscando novas formas de superar os obstáculos.

 

O trabalho em equipe

Trabalhar em equipe é um desafio para todos nós. E quase sempre, ao pensarmos em nossa equipe, temos a ideia muito clara sobre quais pontos as pessoas que interagem conosco precisam melhorar no sentido de colaborar com o todo. Veja a seguir alguns desses pontos.

 

Melhore a comunicação.

Grande parte dos problemas nas equipes ocorre por deficiência na comunicação. Ruídos, deficiências na maneira de se comunicar, fofocas, desalinhamento de informações são muito comuns no ambiente profissional.

Procure se comunicar de forma assertiva e praticar a escuta ativa.

 

Desenvolva habilidades de escuta ativa.

Saiba escutar com atenção as outras pessoas, buscando entender as opiniões delas. Isso promove uma compreensão mais profunda, evitando mal-entendidos e conflitos desnecessários.

 

Resolução de conflitos.

Desenvolva a habilidade de resolver conflitos. Afinal, eles podem surgir quando trabalhamos em equipe, mas é importante saber gerenciá-los de forma construtiva.

Encoraje a resolução pacífica de desentendimentos e ofereça um espaço para que todos possam expressar seus pontos de vista.

 

Seja flexível.

Adapte-se aos estilos de trabalho de seus colegas para facilitar a colaboração. Aceite e respeite ideias e pontos de vista diferentes dos seus.

 

Desenvolva habilidades de liderança.

Isso te ajudará a assumir responsabilidades e coordenar tarefas. Assim, você contribui para o sucesso do time, além de fortalecer o espírito de colaboração.

 

Saiba lidar com feedbacks.

Aprenda a escutá-los de modo profissional e a usá-los para fazer melhorias a favor de seu desenvolvimento.

Além disso, aprenda a dar feedbacks eficazes e que ajudem a evolução da outra pessoa.

 

A comunicação

A comunicação é um processo essencial para a interação humana, já que o tempo todo precisamos nos comunicar, seja com os outros ou até conosco mesmos, em diálogos internos.

São muitos os benefícios da comunicação em todas as áreas de nossas vidas. Alguns deles são:

 

  • Transmitir informações de forma clara.

 

  • Melhorar os relacionamentos interpessoais.

 

  • Resolver conflitos.

 

  • Ter destaque profissional.

 

  • Aumentar o poder pessoal.

 

  • Influenciar positivamente as outras pessoas.

 

 

A comunicação é uma competência que pode ser aprimorada com muita prática, determinação e persistência. E algumas atitudes também podem te ajudar neste processo. Veja a seguir.

 

Seja claro e objetivo.

Ao se comunicar, seja direto e específico. Fuja da prolixidade e evite usar jargões desnecessários, dar exemplos demais e contar histórias que fujam do contexto da mensagem que você precisa falar.

Antes de suas apresentações, organize suas ideias e seu discurso para que sua mensagem seja fácil de ser entendida.

 

Pratique a naturalidade.

Aprenda a se comunicar de forma espontânea e no improviso. Isso te ajudará a ficar mais confiante e a transmitir segurança enquanto fala.

 

Atente-se à sua linguagem corporal.

Use gestos, movimentos e expressões a favor do que você fala. Isso te ajudará a reter a atenção de quem te escuta e tornará o seu discurso mais interessante.

 

Pratique a sua comunicação.

Grave vídeos e áudios, pratique lendo em voz e faça uma autoavaliação. Verifique como está sua linguagem corporal, postura, tom e velocidade da voz, vícios de linguagem, erros gramaticais e dicção.

Sempre que possível, peça feedbacks às pessoas próximas.

 

O ownership

Ownership é uma palavra em inglês que significa propriedade.

No contexto corporativo significa sentimento de dono e seria um sonho para qualquer empresa – colaboradores realmente preocupados com o desenvolvimento, fortalecimento, consolidação e evolução da companhia.

São inúmeros os benefícios do ownership, mas dentre tantos, podemos destacar:

 

  • Melhorar a performance profissional e pessoal.

 

  • Favorecer o exercício do protagonismo.

 

  • Fortalecer o comprometimento, a satisfação com o trabalho e a intenção de permanecer na empresa.

 

  • Desenvolver visão sistêmica.

 

  • Ampliar a automotivação.

 

 

E como desenvolver o ownership?

 

  • Assuma a responsabilidade pelo seu sucesso ou fracasso, sem culpar outras pessoas ou circunstâncias.

 

  • Busque aprimorar as suas competências e esteja disposto a investir tempo e esforço para aprender constantemente.

 

  • Veja seus erros como uma oportunidade de aprendizado e melhoria.

 

  • Pratique a resiliência.

 

 

Além de desenvolver as competências que citamos, quem quer se destacar na carreira precisa adotar algumas atitudes positivas. Veja a seguir as principais delas.

 

  • Defina metas claras, específicas e alcançáveis sobre o que você deseja conquistar em sua carreira. Estabeleça prazos e escreva em detalhes as suas metas.

 

 

  • Mantenha um mindset de desenvolvimento. Esteja aberto a novas oportunidades, ideias e abordagens. Busque ampliar seu desenvolvimento e aprender com todos os desafios, falhas e adversidades.

 

 

  • Seja flexível e resiliente. Esteja disposto a se adaptar às mudanças e aos desafios ao longo de sua jornada. Aprenda com as adversidades e sempre busque novas formas de superar os obstáculos.

 

 

  • Identifique as competências mais necessárias em sua área de atuação e trabalhe constantemente no desenvolvimento delas.

 

  • Amplie o seu autodesenvolvimento. Assuma a responsabilidade pela sua evolução e busque aprender constantemente.

 

 

Flow: O estado de excelência que eleva sua performance e felicidade

Flow Imagens – Download Grátis no Freepik

 

Já esteve fazendo uma atividade com tal nível de concentração, motivação e foco que nem percebeu o tempo passar? Ficou tão focado em uma corrida de rua que estava fazendo, em um livro que estava lendo, um texto que estava escrevendo, uma atividade no seu trabalho que gosta ou simplesmente domina? Ficou tão conectado em alguma coisa que se esqueceu de se alimentar, dormir ou beber água? Conseguiu realizar algo com tamanha precisão, performance e conexão que as coisas simplesmente aconteceram? Se você já conseguiu se colocar nesse estado de concentração e imersão, você já chegou ao que chamamos de Flow.

O que é?

Flow é um estado mental de total imersão e concentração. Ele ocorre quando estamos tão envolvidos em uma tarefa que perdemos a noção do tempo. E, paradoxalmente, é nesse momento que atingimos nossa melhor performance.

Flow, em inglês, significa fluir. É um estado que combina motivação e excelência, representado pela elevação da performance. E pode inclusive aumentar nossos níveis de felicidade, certeza, bem-estar e conexão.

Desenvolvida por Mihaly Csikszentmihalyi, professor de psicologia, a teoria do Flow é definida como um estado mental e psicológico de êxtase que ocorre quando a mente e o corpo de uma pessoa são expandidos até seus limites, em um esforço voluntário para mergulhar completamente na atividade que realizam no momento e, assim, conquistar algo desafiador e que transcende o simples fato de ter concluído uma tarefa ou atividade.

O termo Flow é muito citado no Coaching para elevar em seus participantes as sensações de engajamento, sinergia e fluidez, capazes de realizar verdadeiras e profundas transformações.

Como pode ser obtido

O Flow pode e deve ser obtido em várias esferas de nossa vida (incluindo o ambiente de trabalho), levando à elevação de resultados a níveis extraordinários e gerando um ambiente favorável ao desenvolvimento, engajamento e conquistas por parte de funcionários.

Atingir o estado de Flow, pode nos levar a picos de performance, bem-estar, senso de realização e a um estado interno propício para a constante evolução. Quando estamos em Flow, nossos níveis de satisfação e bem-estar aumentam. Ele combina motivação e excelência, criando uma experiência de felicidade autêntica. É quando estamos realmente conectados com a atividade, não pela recompensa externa, mas pelo prazer intrínseco de fazer o que amamos. Quando entramos nesse estado, a produtividade melhora, a criatividade floresce e enfrentamos desafios com mais facilidade.

O Professor Mihaly Csikszentmihalyi dizia que o Flow é o modo mais poderoso de colocar as emoções a serviço da performance e do aprendizado, o que pode ser descrito como um foco profundo no que está sendo realizado, a ponto de todo o resto ficar em segundo plano.

Benefícios do Flow

Os benefícios são claros: maior desempenho, mais felicidade, e até mesmo aumento na sensação de controle sobre nossa própria vida. Além disso, conseguimos treinar nossa mente para se concentrar no que realmente importa, criando um ciclo positivo de motivação e realização.

É importante salientar que o estado de Flow é obtido quando o nível de desafio é compatível ao de competência de quem está realizando a tarefa. Se não houver compatibilidade, a tensão e/ou o desinteresse poderão tirar o foco do indivíduo.

Essa próxima informação é muito importante.

Por exemplo, se o desafio for maior do que as habilidades que a pessoa pode suprir, a tendência é que ela fique ansiosa e insegura. Porém, quando acontece o contrário, ou seja, a pessoa possui mais competências do que a atividade ou o desafio traz, ela pode ficar desmotivada e entediada.

No entanto, quando os desafios e as habilidades estão em equilíbrio e são compatíveis com a exigência da tarefa ou atividade, a tendência é que esta pessoa, automaticamente, entre em Flow.

Veja alguns sinais que podem ser percebidos e que nos indicam que estejamos em Flow.

  • Sensação de controle, de domínio sobre a atividade que estamos realizando. Esse controle não significa que tudo será fácil ou sem esforço. Mas significa que acreditamos que temos a capacidade de lidar com qualquer desafio que possa surgir. Há uma sensação de competência, onde nossas habilidades se alinham perfeitamente com as demandas da tarefa.
  • Concentração profunda. Ficamos tão imersos na atividade que qualquer pensamento ou preocupação fora da tarefa desaparece.
  • Foco temporal no presente. O tempo parece parar ou se distorcer. Então, perdemos a sensação de que o relógio está passando, e tudo o que importa é o momento presente.
  • Distorção da experiência temporal. Podemos sentir que o tempo passou muito rápido ou muito devagar, dependendo da experiência. Assim, noção de tempo, como minutos ou horas, se torna irrelevante.
  • Perda da autoconsciência reflexiva. Ou seja, não pensamos sobre nosso desempenho enquanto realizamos a tarefa. Deixamos de nos preocupar com o que os outros pensam ou com a nossa performance.
  • A experiência se torna autotélica, ou seja, intrinsicamente gratificante, realizada por si mesma, sem a necessidade de recompensas externas.

 

Autor: José Carlos Carturan Filho

Hubris: Fique sempre atento a este inimigo

Húbris – Wikipédia, a enciclopédia livre Hubris

Fique atento a este inimigo. A hubris é sempre muito perigosa.

Dentre as profundas mudanças (para melhor) que aconteceram em minha vida nos últimos anos, uma delas diz respeito à maneira como passei a encarar os fatos e também como passei a buscar aprender com as pessoas. Neste trajeto, vi muitos serem alavancados por virtudes essenciais e alcançarem seus propósitos. Mas vi outros que sucumbiram a um poderoso inimigo e outros que caminham inevitavelmente para o mesmo fim. O nome deste inimigo? A hubris.

Só para variar, ouvi este termo pela primeira vez em uma conversa com meu amigo e mestre José Orlando. Lembro-me dele me dizendo com toda a serenidade e sabedoria que possui: “Zé, fique atento a este inimigo. A hubris é sempre muito perigosa”.

E então, me contou a história de um general que ao voltar para Roma vitorioso e era recebido pelas pessoas com festa, ordenava que um soldado ficasse o tempo todo dizendo ao seu ouvido: “Fique atento, você é só um militar. Lembre-se que César é o imperador. Sua vida está sempre nas mãos dele, não se ache o maioral”.

O que significa hubris?

Hubris (ou Hybris em grego) significa desmedida, descomedimento e pode ser detectada de modo até fácil naquele que é orgulhoso, insolente, presunçoso, pretensioso, arrogante.

Normalmente se associa a isto a falta de controle sobre seus próprios impulsos, paixões e emoções. O perigo da hubris é que faz com que as pessoas incidam em comportamentos nocivos a elas mesmas e despertem em si vícios e autodestruição.

Na mitologia, são muito comuns passagens onde heróis sucumbem a desafios justamente devido a este excesso de confiança. Ícaro e suas asas podem nos servir de exemplo como uma destas situações.

No âmbito comportamental é o retrato fiel do ego inflado, da prepotência. É fácil compreender, já que a linha entre a autoconfiança e a arrogância é muito sutil. E sem que as pessoas percebam, colocam a si mesmas em grande risco.

Como isso pode ser visto no cotidiano atual?

Pode olhar ao seu redor. Pessoas que ‘se acham’, que não possuem limites, que fazem da vaidade e da necessidade de se sentirem melhores que outras, seja pelo cargo que exercem, pelo conhecimento intelectual que possuem, pela condição financeira ou atributos físicos e fazem questão de demonstrar a todos o quanto são ‘melhores’. Muitas vezes, usam até a estratégia de diminuir outras pessoas para sentirem-se ainda mais ‘importantes’.

O fato é que a hubris é tão sorrateira que atinge não apenas no individual. Mas nações, grupos, equipes, famílias também estão expostas a esta armadilha. Que fique claro! Não podemos confundir a hubris com aquela confiança e ousadia presente naqueles que vencem e necessárias para termos a audácia de seguirmos adiante.

Fique sempre atento, principalmente quando você está em destaque ou naquelas situações onde sabe que possui algum diferencial. A hubris é um inimigo traiçoeiro e sem que perceba você pode estar sendo contaminado por ela. Então, a vigilância deve ser constante. O sucesso pode ser importante e saboroso, mas humildade é sempre fundamental.

Autor: José Carlos Carturan Filho

Discernimento – Como isso transforma o conhecimento em sabedoria

Premium Vector | People are thinking in a simple flat design style discernimento

 

O discernimento é uma capacidade. Mais precisamente, a capacidade de diferenciar com critério entre fatos e suas razões. Poderíamos até ousar dizer que discernimento seria uma maneira de exercer o bom senso em sua visão mais completa. O escritor e dramaturgo francês Jean Cocteau dizia que discernimento é saber até onde se pode ir.

A capacidade de discernir é um aprendizado que nos leva a entrar em sincronia e agir de forma justa e equilibrada. Assim, somente discernindo conseguiremos viver o dia a dia compreendendo a justiça e a injustiça, o amor e o ódio, a alegria e a tristeza, a felicidade e a infelicidade.

Ao utilizarmos o discernimento, estamos colocando em compartimentos separados os fatos em si e o significado que damos a estes fatos. Para isto, é fundamental que estejamos conscientes das nossas interações mente-corpo. Ou seja, à maneira como captamos os estímulos do meio ambiente que chegam até nós e como absorvemos estes estímulos, transformando-os em percepções e opiniões acerca deste fato.

Poderíamos entender da seguinte maneira.

Recebemos INFORMAÇÃO. Submetemos esta informação aos nossos padrões intelectuais e de comportamento, transformando-a em CONHECIMENTO. Com base neste conhecimento obtido e potencializado, passamos teoricamente a contar com mais recursos disponíveis para fazer nossas escolhas, preferencialmente com discernimento.

O discernimento seria o tempero essencial para conseguirmos transformar o conhecimento em SABEDORIA.

E é por isto que é equivocado imaginar que podemos fornecer conhecimento ou discernimento a alguém. O máximo que conseguimos é dar informações. Sempre, tudo que nos chega através dos sentidos, por imagens, sons são apenas informações. E esta informação só é transformada em conhecimento se quem está recebendo a informação, mobilizar a atenção para processar a informação de maneira adequada, capaz de fazer com que a mente crie ou reforce neuro associações no cérebro para sedimentar este aprendizado.

Particularmente, conheço pessoas que não têm nenhum diploma e são extremamente sábias. E outras que possuem uma formação acadêmica imensa e são absurdamente ignorantes. E são assim justamente por viverem inebriadas e vaidosas com este conhecimento e não fazerem dele algo útil. Mas felizmente há pessoas que conseguem conciliar os dois polos.

O problema é que as pessoas confundem informação com conhecimento e conhecimento com sabedoria. Mas eles não são a mesma coisa.

Informação e conhecimento não bastam. É fundamental que consigamos colocar este conhecimento em prática de maneira ética, equilibrada, justa e correta à disposição da sociedade em que vivemos. Agir com sabedoria. E o fator para que esta equação seja concluída de forma correta se chama discernimento.

Autor: José Carlos Carturan Filho

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