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Por que é tão difícil mudar?

A resistência à mudança

Se é difícil mudar, o que devemos fazer?

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Dentre os paradigmas mais arraigados da humanidade está o de que o ser humano é resistente a mudanças, a mudar.

Concordo, em partes. Evolutivamente, quando pensamos em nossos ancestrais e mais recentemente nas gerações passadas, chegamos à conclusão que diversas mudanças foram necessárias para que nos encontrássemos onde estamos hoje.

E uma coisa é inegável. A mudança traz desconforto ao passo que obrigatoriamente nos tira da zona de conforto. Faz com que abandonemos determinada situação para nos inserir em outra. Casos típicos? Mudança de emprego, mudança de casa, mudança de namorado ou namorada, enfim, uma infinidade de situações que fazem com que alteremos, às vezes radicalmente, o status quo.

Além disso, mudanças normalmente estão atreladas a rupturas, por vezes dolorosas, que acontecem quando jogamos fora o antigo ou abandonamos algo e principalmente quando temos de partir para algo a que não estamos acostumados.

Isso mesmo! Talvez o grande dilema da mudança seja tentarmos algo que simplesmente é diferente daquilo que estamos habituados. Perceba, por mais que existam perspectivas promissoras no que é novo, muitas vezes preferimos nos mantermos atrelados a algo que já conhecemos, por mais que isto já não nos seja mais suficiente. Há outra questão. Não necessariamente uma mudança é uma mudança para melhor.

Então surge a grande pergunta: Se é difícil mudar e não necessariamente a situação atual é satisfatória, como devemos agir?

A boa notícia é que existe um ponto que talvez seja intermediário entre a mudança completa, que pode nos fazer tomar medidas mais radicais e a por vezes desinteressante opção de ficarmos exatamente como estamos. Este ponto, esta alternativa se chama inovar.

 

Mudar ou inovar?

Mas existe diferença entre mudar e inovar? Muitas, pode ter certeza.

Enquanto mudar significa romper; inovar significa muitas vezes obter uma perspectiva diferente daquilo que já existe. O inovar normalmente está ligado a uma releitura da situação, a potencializar recursos existentes e utilizá-los de modo diferente.

Utilizando uma analogia mais simples, mudar seria trocar de casa ou de apartamento, enquanto inovar seria reformar a casa atual dando uma nova cara, uma nova roupagem, uma nova maneira de aproveitar aquilo que já existe. Inovar está ligado à chance de reconstruir um caminho, agregar algo novo àquilo que estamos habituados a fazer.

Algumas pessoas vivem tentando achar uma rota correta na vida, mudando seus caminhos, mas o problema não está no caminho e sim no viajante, já que muitas vezes as grandes vitórias acontecem não quando mudamos, mas quando conseguimos ver a mesma situação por um prisma diferente. Isto é inovar.

Autor: José Carlos Carturan Filho

Autoconhecimento – Quem disse que seria fácil?

Autoconhecimento: Seus dias jamais serão os mesmos e você não poderá mais atribuir tudo ao acaso… Mas não pense que será fácil!

 

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Autoconhecimento pode ser difícil!

Bem feito. O caminho é tortuoso. Ninguém mandou começar a trilhá-lo. Poderia ter feito como quase todo mundo. Não ter dado o primeiro passo ou, simplesmente ignorado sua existência. Poderia ter continuado a atribuir tudo à sorte, azar, castigos, bênçãos. Poderia ter permanecido resignado, manso e justificar tudo como vontade d’Ele.

Mas não. Insistiu em dar o primeiro passo e, então, houve mais uma chance de recuar. Teria sido bem mais fácil voltar atrás e dizer a si mesmo que não era nada daquilo. Alguns fazem isso: colocam o focinho para fora, sentem a brisa da mudança, começam a fazer o autoconhecimento, mas voltam.

Contudo, você não ouviu o clamor que vinha de dentro de você – a voz que insistia em levar você de volta à famigerada zona de conforto. O condomínio dos entorpecidos, o local em que aqueles que sofrem menos e simplesmente acatam tudo residem. Você deu mais um passo. Mais um simples passo. E percebeu então que era tarde demais para voltar atrás. Como pode um simples passo percorrer uma distância tão abissal?

 

Bem-vindo ao caminho!

Seus dias jamais serão os mesmos. Você não poderá mais atribuir tudo ao acaso. Você terá de olhar para si mesmo a cada segundo, a cada respiração. Mas vai doer. Autoconhecimento!

Mesmo se solicitar à ajuda d’Ele, ouvirá a Grande Voz sussurrando em seu ouvido que é VOCÊ que precisa manifestar aqui seus desígnios. Seja feita Vossa Vontade. Que você faça na Terra o que já existe no céu. Não dá mais para ficar parado, olhando para o alto e esperando.

Assim, o sentimento de responsabilidade sobre seu próprio destino só aumenta. Além disso, traz sofrimento. Bem feito. Ninguém mandou seguir adiante. Deveria ter continuado a dizer amém a todos os absurdos que te dizem. Deveria ter aceitado que a vida é assim mesmo, que é difícil mudar, que isso não pode, que aquilo não deve. Era muito melhor quando você era guiado.

Agora você tem recursos. Mas azar seu. Afinal, você se cobra mais. Se cobra porque sabe que pode intervir em sua realidade. Se cobra porque tem subsídios para mudá-la. E sofre porque não consegue.

As pessoas jogam na sua cara, debocham… Então, com olhares e sorrisos jocosos te dizem: “Ué… Você não disse que era esse o caminho da iluminação? Cadê todo seu conhecimento? Cadê seu aprendizado? Se vira…Viu só? Não disse?”

O caminho certo

Deveria ter continuado ignorante. Ninguém mandou querer trilhar essa jornada. Autoconhecimento? Bobagem…
Faz o seguinte: esquece tudo isso. Volte a ser como era antes.

Não dá? Eu sei. Pode acreditar.

Boa notícia: você JÁ está no meio do caminho. Má notícia: você AINDA está no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra. E um abismo. E um muro. E dúvidas, incertezas. É uma bênção ou uma desgraça? É o que é. É o caminho.

No meio do caminho existe um viajante. Existe um herói. Um herói que às vezes possui companheiros de jornada, mas na maioria está solitário ou sente-se como se estivesse. O mestre disse. Você até acreditou, mas não sabia que era assim. Faz parte. É a lei. O caminho é pessoal. Assim que é. Autoconhecimento!

Mas é estranho. Parece que quando a luz está bem próxima, uma névoa toma conta de tudo. Então, uma escuridão sepulcral se instala. Luz e trevas. Sempre elas. Olhar para dentro é mais difícil.

 

Por que ninguém avisou que o caminho para o autoconhecimento seria assim?

Você foi avisado sim. Mas não imaginou que a viagem seria tão longa. Aliás, a jornada nunca termina. É como um ciclo que vai e vem. E mais um passo adiante. E mais um. Mas, parece que os obstáculos ficam maiores. Será?

Viu só? Quem mandou? Poderia ter ficado restrito às trevas. E o melhor: é bem provável que te dissessem que estava na luz, que X, Y ou Z eram o verdadeiro caminho. Eles podem estar lá, mas você é o SEU caminho. Estranho ou não?

Tarde demais. Como um paradoxo desconcertante, os desafios aumentam. E as vitórias também, mas parece que demoram mais a chegar.

Se as dúvidas incomodam, isso é uma certeza que você está no caminho certo. Assim que é.

 

Autor: José Carlos Carturan Filho

A história de Comum – Por que sair da zona de conforto?

Uma história sobre a importância de sair da zona de conforto para alcançar sonhos

 

A história de Comum

Esta é a história de um Zé Ninguém chamado Comum que vivia na Terra de Conforto. Em Conforto os dias eram iguais.

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Comum se levantava, ia ao trabalho, fazia sempre as mesmas coisas. Quando voltava do trabalho, Comum assistia àquela caixa que emanava imagens e sons e hipnotizava os Zé’s Ninguém. Às vezes tinha a companhia de Melhor Amigo. Comum acreditava ser feliz e que a rotina era segura, confiável e não precisava nada além daquilo.

Mas, numa certa manhã, Comum acordou com um sentimento intenso de que faltava algo grandioso em sua vida. Estranhando a situação, Comum levantou-se e percebeu em sua escrivaninha uma pena e um bloco de anotações em branco.

Foi então que Comum descobriu que havia sido feito por seu Criador para ser Alguém e realizar Grandes Coisas. Ele já ouvira boatos que na terra de Conforto outros Zé’s Ninguém também haviam despertado para seu Grande Sonho, mas jamais pensou que isto pudesse acontecer com ele.

Seu trabalho, outrora confortável tornava-se desgastante, porque agora ele sabia que havia nascido para realizar o Grande Sonho. No entanto, Comum sentia-se paralisado, pois havia responsabilidades e outros Zé’s Ninguém que contavam com ele.

Resolveu contar ao seu pai sobre o Grande Sonho. Seu pai então, disse-lhe:

– Que bom, meu filho. Desde pequeno você já falava sobre seu Grande Sonho. – E perguntou a Comum:

– Ao acordar, você encontrou pena e papel?

Comum ficou surpreso e seu pai continuou:

– Também já despertei para meu Grande Sonho. Deixei então a pena no mesmo lugar, para esperar uma oportunidade de persegui-lo, mas nunca pareceu-me possível.  Ao me dar conta, algum tempo depois, a pena e o papel haviam virado pó.

Comum então escreveu detalhadamente seu Grande Sonho, para sempre se lembrar da Verdade. E para isto, Comum precisaria fazer escolhas difíceis, fazer sacrifícios, mas percebeu também que seu Grande Sonho era grandioso demais para ser esquecido.

Na manhã seguinte, Comum iniciou sua caminhada, até que chegou à saída de Conforto, local onde a maioria dos Zé’s Ninguém dava meia volta.

Então, se deu conta que para conquistar o que mais amava, teria de fazer o que mais temia. Ao chegar à fronteira de Conforto, ouviu uma voz, de dentro de si, que questionava:

– Será que tenho talento e capacidade para isto? Será que sou digno, merecedor de um sonho tão grande? Não seria melhor continuar tudo como está? Afinal, vivo bem em Conforto.

Foi então que Comum deparou-se com o famoso, temido e invisível Muro de Medo. Sair dali rumo a Desconhecido parecia muito difícil.

Comum se deu conta que teria de optar entre Conforto e Grande Sonho. Ao imaginar-se conquistando seu sonho, Comum deu aquele pequeno, porém decisivo passo, atravessando definitivamente o invisível Muro de Medo e percebeu que finalmente havia deixado Conforto em busca do Grande Sonho. Seguiu seu caminho satisfeito, orgulhoso de si mesmo, acompanhado de Coragem e com seu sonho pulsando no peito.

 

Precisamos sair da zona de conforto para alcançarmos nossos Grandes Sonhos.

E você? Tem conseguido sair da zona de conforto? Ou ainda está preso pelo seu Muro de Medo?

 

Artigo escrito por José Carlos Carturan Filho e baseado no livro “O doador de sonhos” de Bruce Wilkinson.

 

– Clique AQUI para assistir ao vídeo sobre a metáfora do sapo X sair da sona de conforto.

 

Acomodado ou incomodado?

Você está acomodado ou incomodado?

acomodado ou incomodado

Nesta semana estive conversando com um amigo que já não via há algum tempo. Sabe aquele papo bacana com uma pessoa querida que apesar de não encontrarmos com frequência, quando encontramos parece que nada mudou?

Pois este amigo é uma destas pessoas que traz consigo ainda outra característica bem marcante. É uma daquelas pessoas que transmite uma sabedoria simples, de uma maneira muito especial e cativante.

Em um determinado momento do nosso papo, surgiram alguns assuntos referentes a outros amigos em comum e (Argh!) sobre a situação política do país, o caos que reina em nossa sociedade e sobre a dificuldade que as pessoas têm em partir para a mudança.

Foi aí que surgiu uma questão bastante interessante sobre como as pessoas se portam em relação às circunstâncias como estas. Ficam acomodadas ou incomodadas?

Acomodado X incomodado

Por característica intrínseca, o ser humano normalmente costuma ser extremamente resistente a mudanças. Principalmente quando atinge certo patamar na vida, seja social, financeiro, idade avançada. Enfim, há diversos motivos que acabam por nos deixar paralisados, acomodados em nossa zona de conforto.

A mudança só acontece quando nos sentimos incomodados com algo. Quer exemplos? A pessoa só começa a fazer uma dieta de modo correto quando se sente incomodada com a parte estética ou as condições de saúde. Só busca uma oportunidade nova de trabalho quando se sente incomodada com as condições de trabalho, com um fato ocorrido ou com a questão salarial em seu emprego atual.

Fuga da dor X busca do prazer

Esta teoria é corroborada, confirmada pelos estudos da Neurociência que demonstram que agimos com base em dois mecanismos: fuga da dor e busca do prazer. Qualquer atitude que tomamos em nossa vida, ou nos levam em direção aos nossos objetivos e sonhos, que seria a busca do prazer, ou então nos livram de alguma situação desagradável, nos fazendo fugir da dor, o que infelizmente ocorre na maioria das vezes.

A pergunta é: O quanto você está se sentindo incomodado com as coisas que acontecem ao seu redor? Será que isto tem te trazido dissabores suficientes para te fazer mudar algumas atitudes em sua vida? Ou é mais cômodo ficar longe disto, acomodado com o que já obteve e se limitar apenas a criticar e lamentar sobre a eventual “falta de sorte” a que atribui seus insucessos?

A política está ruim? Mas fomos nós que elegemos estas pessoas. Não conseguiu passar na entrevista de emprego? Mas talvez não tenha se preparado da maneira mais adequada. Está insatisfeito com o modo com que as pessoas tratam você? Mas pode ser que esta seja apenas a recíproca que está recebendo pelo tratamento que tem dado a elas.

Uma coisa é fato: Você só conseguirá o que realmente deseja quando se der conta que é a única pessoa que pode efetivamente tomar atitudes que o levem até onde você quer ir. Mas você precisa definir se prefere ficar acomodado ou incomodado com o rumo que sua vida tomou.

 

Assista ao vídeo deste artigo.

Autor: José Carlos Carturan Filho

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