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Sentido da vida: Um dia a mais ou a menos?

Talvez sejam estas algumas das maiores angústias do ser humano: Não saber ao certo a que veio, o sentido da vida, e muito menos quanto tempo resta para descobrir e efetivamente fazer o que deve ser feito.

Página 4 | Adulto Sozinho Imagens – Download Grátis no Freepik Sentido da vida:

Não sei quando, onde ou em que circunstâncias você está lendo este texto. Não sei também se ao final você irá gostar ou não dele. É muito provável que também eu não conheça você pessoalmente. Mesmo com toda esta falta de informações a seu respeito, sei algo sobre você que é inexorável:

Se está sendo agraciado com o dia de hoje é porque ainda tem algo a fazer.

Pode parecer piegas em um primeiro momento, mas pare e pense. É ou não é verdade? Talvez você ainda não saiba muito bem o que é, menos ainda como vai chegar até lá, mas que você tem algo a fazer, isso tem.

Aliás, talvez sejam estas algumas das maiores angústias do ser humano: Não saber ao certo a que veio, o sentido da vida, e muito menos quanto tempo resta para descobrir e efetivamente fazer o que deve ser feito. Um dia a mais que vivemos é um dia a menos que temos para viver. Com base neste raciocínio, pare e pense. Não seria sem sentido a vida se não houvesse um propósito maior?

Tá, tudo bem. Concordo que seja bacana em muitos momentos viver. Quando estamos com quem gostamos ou fazendo as coisas que gostamos, passeando, dando gostosas gargalhadas, ou seja  lá o que for. Contudo, há o outro lado da moeda. Dificuldades, lágrimas, sofrimento, incerteza. Faz parte. Não haveria aprendizado se não fosse assim.

 

Qual o sentido da vida?

Mas, sendo bem objetivo, você sabe o porquê Dele, Deus, ter permitido a você mais um dia? Sabe qual sua missão aqui na Terra? Qual o sentido da vida?  Pois é… Estas são as pergunta que provavelmente mais de 80% das pessoas não sabem responder. E dos outros 20%, pelo menos metade, apenas acha que sabe, pois arrumou um modo mais fácil de fugir deste questionamento. Simplesmente aceitou o destino que lhes foi imposto e acha que é assim mesmo, não há nada a fazer para mudar tal sorte.

Isto é perfeitamente compreensível. É muito mais cômodo atribuir nossos insucessos a fatores externos, a outras pessoas ou a um Deus que supostamente está querendo nos fazer passar por provações. É mais fácil reclamar da vida e achar que a recompensa virá quando passarmos desta para uma melhor.

Buscar o que se deseja, ir a fundo para se entender o que realmente viemos fazer, nos traz um custo. Só o fato de tentar ser diferente da maioria já traz desconforto. Vivemos buscando caminhos, mas caminhos são trilhas que nos levam a outros caminhos. Este ciclo se repete insistentemente e a jornada só termina quando estamos realmente alinhados ao que realmente viemos fazer neste mundo.

Há também aqueles que no fundo sabem o que tem de ser feito, mas não acreditam em sua intuição, em seu potencial ou acham penoso demais o caminho para alcançar seus objetivos. A pergunta que cabe nestas situações é…

Até onde você está disposto a ir para alcançar seus sonhos?

Ressalto que não estou falando apenas de conquistas materiais, mas de algo que transcende isto. Existe algo que fez com que Ele lhe trouxesse a este mundo. Cabe a você desvendar este enigma e ser digno da missão que te foi confiada. E ao final de cada dia se perguntar: Este foi um dia a mais que usei da melhor forma possível? Ou um dia a menos que tenho para descobrir o que quero?

Autor: José Carlos Carturan Filho

Falsos dilemas – Quais são os seus?

Que bom seria se o universo fosse tão simples como certas pessoas o fazem parecer! Simplesmente reduzimos questões complexas a questões díspares, opostas, como se estivéssemos o tempo todo restritos a falsos dilemas.

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Talvez este péssimo hábito seja uma herança da lógica cartesiana ou de uma estrutura social em que temos de nos adequar de uma maneira X, ou, então, de maneira contrária a esta X.

Não é de se espantar que uma das frases mais famosas da história da literatura mundial seja a seguinte.

“Ser ou não ser? Eis a questão” – da obra Hamlet de William Shakespeare

Talvez seja a representação mais célebre destes falsos dilemas que nos impomos a todo instante. Precisamos sempre ser OU não ser. Mas porque jamais temos a opção de ser E não ser?

Normalmente rotulamos e somos taxados pelas pessoas como altos ou baixos, bons ou maus, grandes ou pequenos, gordos ou magros, ricos ou pobres, isto ou aquilo.

O fato é que quando reduzimos a questão em rótulos, categorias, opiniões que podem nos levar a caminhos aparentemente opostos, estamos ilusoriamente buscando facilitar situações que nem sempre se resumem à simples escolhas.

Esquecemos que entre em tons contrastantes de preto e branco temos infinitas matizes de tons de cinza. E o pior… Não percebemos que estes tons de cinza são fruto da mistura destas nuances de preto e branco, às vezes muito escuros, outras vezes mais claros.

 

Entre o “sim absoluto” e o “não absoluto”

Infelizmente estamos sempre tendo de nos posicionar de um lado ou de outro. Mas há entre o “sim absoluto” e o “não absoluto” uma infindável rede de opções e alternativas a serem consideradas antes de uma escolha ou um posicionamento definitivo.

Digo infelizmente porque quando resumimos as situações desta forma, automaticamente estamos afunilando nosso ponto de vista. Além disso, nos privamos de conhecer diversas outras possibilidades situadas entre um extremo e outro, seja em discussões, debates ou em uma cotidiana opção entre uma coisa e outra. Jamais uma verdade, uma escolha estará totalmente correta e a outra totalmente equivocada. Há sempre pontos benéficos em ambos os posicionamentos. Assim, quando cerceamos a nós ou aos outros da chance de perceber o que há em comum entre os opostos, estamos limitando o aprendizado.

E este é o ponto relevante. Normalmente, há mais opções do que as que são opostas entre si. E há um caminho intermediário entre elas: o caminho do meio.

Há simplesmente o dia e a noite? Ou na intersecção existente entre eles há também a aurora e o crepúsculo, quando dia e noite praticamente misturam-se?

 

Cuidado com os falsos dilemas

Evite cair na armadilha dos falsos dilemas, desde os que são simples, até os que são importantes. Ao reduzirmos questões complexas a alternativas diametralmente opostas, tornamos limitada nossa capacidade de entendimento. Corremos sério risco de nos tornarmos radicais, fanáticos. Além disso, podemos colaborar para uma realidade com base em conflitos e divergências onde o consenso e o equilíbrio ficam cada vez mais distantes.

Autor: José Carlos Carturan Filho

Finitude – Você se dá conta dos acontecimentos na sua vida?

Fumaca Vela Imagens – Download Grátis no Freepik Finitude

É indiscutível que desta vida, deste corpo físico, mais cedo ou mais tarde nos despediremos. Somos seres condenados à finitude.

 

Somos seres finitos

Talvez esta seja uma das poucas verdades absolutas da humanidade. Pensando bem, talvez seja a única. Somos seres finitos. Não há escapatória. Nascemos e um dia vamos morrer. E ponto final.

Obviamente não vou nem me arriscar a entrar neste terreno escorregadio que diz respeito à questão religiosa, espiritual, metafísica ou como prefira chamá-las. Independente do que você acredita, eu respeito incondicionalmente sua opinião.

Se a alma é imortal, se há vida depois da morte, se passamos por estágios, planos, se somos alçados à condição de espíritos superiores ou se realmente há uma última e definitiva morada, não importa. Logicamente, tenho minha opinião a este respeito. Mas é apenas uma opinião, dentre outras tantas diferentes da minha. E repito, respeito as demais. E acho estas diferenças de perspectiva salutares.

No entanto, é indiscutível que desta vida, deste corpo físico, mais cedo ou mais tarde nos despediremos. Ou seja, somos seres condenados à finitude.

 

Aí é que reside o problema…

Parece que não nos damos conta disso. Vivemos a vida como se nosso tempo na Terra fosse indeterminado. Acabamos nos preparando, nos planejando para fazer coisas no futuro.

Jamais minimizaria a importância de um bom planejamento. É fundamental para que alcancemos nossos objetivos. Porém, viver com base em um planejamento é totalmente diferente de viver em dois opostos. Ou despreocupados com tudo, acomodados, displicentes ou de tal maneira ansiosos com o que acontecerá amanhã que nem percebemos o hoje. De um jeito ou de outro estamos o tempo todo sem dar muita importância para o momento presente.

Se pensarmos friamente (e me incluo nisso em algumas situações) vivemos a vida em um ritmo tão acelerado, tão frenético que nem nos damos conta dos acontecimentos de nossa vida. Já parou para reparar como o tempo tem passado cada vez mais rápido?

 

Esquecemos da finitude…

Vivemos a vida como se não fôssemos seres finitos. Não celebramos nossas conquistas, pois já estamos nos cobrando sobre a próxima meta. Não vemos os filhos crescerem, não temos tempo de encontrar amigos de que gostamos, não nos damos conta que nossos familiares envelhecem, que nós envelhecemos, que a vida está acontecendo. Perdemos momentos preciosos no trânsito, em filas, em discussões sem sentido, à frente da TV assistindo programas inúteis, nos preocupando com a vida alheia, enquanto a nossa vai se esvaindo por entre nossos dedos. Como se tivéssemos todo o tempo do mundo, mas não temos.

Ouvi uma vez que a vida poderia ser comparada a uma festa. Nós chegamos quando a festa já está em andamento. E vamos embora antes da festa acabar. O que está no nosso alcance é fazer deste período que fazemos parte da festa, uma jornada repleta de momentos especiais que façam valer a pena o convite que recebemos do Grande Anfitrião chamado Deus.

Autor: José Carlos Carturan

Brilho nos olhos: Por que encontrar a satisfação na vida?

Por que encontrar a satisfação, o brilho nos olhos?

A íris do olho da mulher está refletindo a luz brilhante | Foto Premium satisfação
Atualmente, uma das perguntas mais frequentes que respondo quando estou ministrando treinamentos é sobre a falta de satisfação e desmotivação das pessoas com relação à vida e principalmente às atividades profissionais. Em um destes treinamentos, uma pessoa, em um papo informal, perguntou a minha opinião sobre quais eram os motivos de tantas pessoas estarem insatisfeitas em seu trabalho, mesmo algumas que são extremamente bem remuneradas.

Na minha percepção há uma gama infinita de fatores que influenciam neste aspecto, mas respondi a esta pessoa:

“Quantas pessoas que você conhece que fazem aquilo que fazem com brilho nos olhos, com verdadeira satisfação?”

Percebi um semblante de espanto em meu interlocutor, mas não consegui decifrar se a fisionomia significava reprovação, surpresa ou dúvida. Ao perguntar se havia falado algo inoportuno, recebi de volta um sorriso extremamente acolhedor e um agradecimento.

Parei para refletir depois daquela conversa e, então, me veio muito forte a lembrança das decisões que tomei em minha vida nos últimos anos. E percebi que ainda que não tivesse consciência disto, minhas escolhas foram feitas com base neste critério, brilho nos olhos. Lembrei-me inclusive de um compromisso que assumira comigo mesmo. Não faria profissionalmente nada mais que não me trouxesse este sentimento de satisfação pessoal.

Minha escolha de abdicar da odontologia foi pontual. Foi exatamente quando percebi que, devido a alguns fatos e circunstâncias eu perdera o tal brilho. Atualmente o que faço me traz enorme realização. Trabalhar com treinamentos, cursos, palestras e com desenvolvimento pessoal foi uma escolha acertada.

Me causa certa chateação constatar que a maioria imensa das pessoas exerce suas atividades profissionais com extrema má vontade. E o pior. Há duas categorias. Os que são insatisfeitos em suas profissões, atividades ou ofícios e assumem isto reclamando o tempo todo. E outros que talvez sejam ainda mais infelizes porque enganam a si próprios e não tem coragem de assumir que não querem mais exercer as atividades atuais.

Os motivos?

Posso citar alguns. Preguiça, falta de coragem em mudar, conformismo, importância exagerada ao status (geralmente ilusório) que a profissão ou posição traz, apego ou necessidade financeira, orgulho em aceitar que fez escolhas anteriores equivocadas, medo de fracassar e infelizmente, uma das mais comuns – A preocupação com o que os outros vão pensar.

Logicamente as mudanças nem sempre são tão simples. Como não foram para mim. Mas se a firmeza de propósito existe, como que por encanto, as coisas passam a acontecer.

Talvez não sejamos artistas, esportistas, nem lideranças políticas ou religiosas, mas nem por isso deixamos de ter a responsabilidade tocar a vida das pessoas. Mas para isto, antes é essencial que estejamos alinhados com nossos próprios sonhos e propósitos.

E para sabermos se isto está acontecendo, se realmente estamos alinhados há uma pergunta que deve ser feita para nós mesmos. Eu vivo com brilho nos olhos? E então? Qual sua resposta?

Autor: José Carlos Carturan Filho

Oscilações – as idas e vindas da vida

São as oscilações que fazem de nossa caminhada uma trajetória formada por altos e baixos.

Hoje, ao ler estas palavras, talvez você esteja se sentindo maravilhosamente bem. Talvez ontem você se sentisse meio chateado, mesmo sem saber o porquê. É possível que você nem repare nisto ou no quanto estas coisas interferem na sua vida. Porém, acontece com todos nós. É inevitável.

Ora nos sentimos confiantes, determinados, focados. Ora estamos ali, cabisbaixos, desanimados, sem saber muito bem que rumo tomar. E não venha me dizer que não funciona assim. Todos nós passamos por isso. São as oscilações que fazem de nossa caminhada uma trajetória formada por altos e baixos.

Para a maioria das pessoas, estas idas e vindas são bem sutis. Mas, para outras, são tão extremas que podem ser diagnosticadas como doença.

Repito: faz parte da estrutura comportamental do ser humano. E se alguém lhe disser que não está sujeito a estas oscilações, desconfie. Uns vivem no lado mais down desta frequência por mais tempo e, sem perceber, acabam entrando em processos como depressão e síndrome do pânico. Outros vivem a maioria do tempo na parte up deste pêndulo e, se dizem que não têm seus momentos de incerteza e introspecção, há algo que pode estar errado.

Tudo que é exagerado para um lado ou para outro, não é benéfico. Ou estas pessoas estão utilizando toda esta parte ativa, otimista para esconder alguns fantasminhas pessoais, ou estão de tal forma dominadas pelo ego que já ultrapassaram há muito tempo a suave (e quase imperceptível) linha entre a autoconfiança e a arrogância.

Mas, afinal, o que faz com que tenhamos tantas oscilações?

Novamente, a resposta não é exata, pois há diversos componentes envolvidos na formação da realidade pessoal. A maneira como cada um de nós interpreta os estímulos externos e as situações cotidianas que se apresentam em nossa vida, certamente, é um dos fatores preponderantes para que formemos nossa realidade. Simplesmente pelo fato de vivermos não com base na realidade como ela é, mas sim em como esta realidade é para nós, sob o nosso ponto de vista.

Se, por exemplo, partimos do centro e vamos visitar outro bairro, quanto mais distante for o tal bairro, obviamente, maior será nossa dificuldade e o tempo para retornarmos. No âmbito comportamental, funciona da mesma forma. Quanto mais extrema for a maneira que interpretamos as coisas, mais distantes estaremos do tão almejado ponto de equilíbrio.

Este equilíbrio é que permite que as oscilações, como já dito, inevitáveis, sejam mais brandas. Há pessoas que ficam extremamente felizes e radiantes quando algo bom lhes acontece e sofrem demasiadamente, absurdamente, quando passam por algum dissabor. Estas pessoas vivem a vida de maneira mais intensa?

Podemos até interpretar desta forma, mas, certamente, estão muito mais sujeitas a se desequilibrar e a ter rompantes frente às situações que a vida lhes apresentará.

Perceba isso em você. Qual tem sido o grau de suas oscilações? Você tem ido muito a estes extremos?

 

Assista ao vídeo deste artigo:

Autor: José Carlos Carturan Filho

 

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