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Cérebro humano: Você o conhece?

O cérebro humano

Talvez você nem se dê conta disso, mas tudo o que você sente, pensa, lembra e até quem você acredita ser nasce dentro de uma das estruturas mais complexas já conhecidas: o seu cérebro. E, embora muitas vezes o cérebro humano funcione no automático, compreender como ele opera é, sem dúvida, um dos caminhos mais poderosos para desenvolver consciência, melhorar decisões e transformar resultados.

Para começar, é importante entender a dimensão dessa máquina extraordinária. O cérebro humano possui aproximadamente 86 bilhões de neurônios. Além disso, cada um desses neurônios pode se conectar com milhares de outros, formando uma rede que chega a centenas de trilhões de conexões. Ou seja, estamos falando de um sistema mais complexo do que qualquer tecnologia já criada. Inclusive, algumas estimativas indicam que apenas por volta de 2050 os computadores pessoais poderão se aproximar dessa capacidade.

Compreender o funcionamento do cérebro humano começa pelo neurônio

Nesse sentido, compreender o funcionamento do cérebro humano começa pela sua unidade básica: o neurônio. Em primeiro lugar, os dendritos atuam como receptores de informação, captando sinais químicos vindos de outros neurônios. Em seguida, o corpo celular processa essas informações, convertendo sinais químicos em impulsos elétricos. Por fim, o axônio transmite esse impulso para outros neurônios, dando continuidade à comunicação. Portanto, é essa sequência — receber, processar e transmitir — que sustenta pensamentos, emoções e comportamentos.

Além disso, existe um elemento fundamental para a velocidade dessa comunicação: a bainha de mielina. Trata-se de uma camada lipídica que envolve o axônio e funciona como um isolante elétrico. Consequentemente, quanto maior a quantidade de mielina, mais rápida é a transmissão dos impulsos nervosos. Por outro lado, quando essa estrutura se deteriora, surgem doenças neurológicas que comprometem a comunicação cerebral. Portanto, a mielina é essencial para o desempenho eficiente do cérebro humano.

Outro ponto importante é a diferença entre massa cinzenta e massa branca. Enquanto a massa cinzenta está relacionada ao processamento das informações, a massa branca atua como uma rede de transmissão rápida entre diferentes regiões do cérebro. Em outras palavras, uma processa e a outra conecta. Dessa forma, o cérebro humano funciona como um sistema altamente integrado, no qual velocidade e processamento caminham juntos.

Onde tudo acontece

Entretanto, é nas sinapses que tudo realmente acontece. Entre um neurônio e outro existe um pequeno espaço onde ocorre a troca de neurotransmissores, como dopamina e serotonina. Esses compostos químicos permitem que a informação siga seu caminho. E esse processo acontece trilhões de vezes por segundo. Assim, pensar, sentir, decidir e agir são resultados diretos dessa comunicação constante.

Agora, quando colocamos tudo isso em perspectiva, o impacto é ainda mais impressionante. O cérebro humano realiza todas essas operações utilizando cerca de 20 watts de energia — menos do que uma lâmpada comum. Ainda assim, ele é capaz de gerar consciência, criatividade, memória e aprendizado. Portanto, não se trata apenas de uma máquina eficiente, mas de um sistema extraordinariamente sofisticado.

Diante disso, surge uma reflexão inevitável: se o cérebro humano tem todo esse potencial, quanto dele você está usando de forma consciente? E mais do que isso, como você pode utilizar esse conhecimento para melhorar sua vida, suas decisões e seus resultados?

Entender o cérebro humano não é apenas uma curiosidade científica

A verdade é que entender o cérebro humano não é apenas uma curiosidade científica. Pelo contrário, é uma ferramenta prática de desenvolvimento pessoal e profissional. Afinal, quanto mais você compreende como sua mente funciona, mais controle você tem sobre seus pensamentos, emoções e comportamentos.

Portanto, conhecer o cérebro humano é o primeiro passo para transformar a sua realidade. E, a partir desse conhecimento, você deixa de reagir no automático e passa a agir com intenção.

Se você quer continuar se aprofundando nesse tema, aproveite os conteúdos da nossa playlist de neurociência. E, claro, compartilhe este artigo com alguém que também quer entender melhor o próprio potencial. Afinal, quando você aprende a usar o seu cérebro humano de forma estratégica, você começa a mudar tudo ao seu redor.

 

Protagonismo – Conceito e importância

Protagonismo: um tema com cada vez mais evidência.

92,000+ Stage Actor Pictures Protagonismo
O mundo corporativo é extremamente volátil e dinâmico.

Trabalho com desenvolvimento humano há aproximadamente 17 anos e essa é uma área que muda a cada instante. Por consequência, as demandas que são solicitadas também mudam com o passar do tempo.

Cerca de 10, 12 anos atrás pouco se falava em temas como gestão do tempo, resiliência, inteligência emocional…
Mas alguns temas vão surgindo, outros vão ganhando novas roupagens. E o tema protagonismo, há poucos anos tem sido muito solicitado em encontros, palestras e treinamentos.

Mas o que é protagonismo?

Quando falamos em protagonismo, nos lembramos de uma novela, de um filme em que alguém exerce um papel de destaque. Porém, no conceito corporativo, isso ganha uma conotação um pouco diferente porque, em suma, todos nós podemos agir como protagonistas. A ideia não é, necessariamente, sermos protagonistas o tempo inteiro; ou seja, aparecermos mais em detrimento de outras pessoas, mas, sim, nós termos ações de protagonismo dentro do nosso dia a dia.

Vamos então conceituar protagonismo de um segundo modo, por sua etimologia, ou seja, a origem, a formação da palavra.

Protagonismo: processo de protagonizar, de ser o personagem principal da apresentação. A palavra deriva do grego, em que prótos significa principal ou primeiro e agonistes significa lutador ou competidor.

Protagonismo é quando uma pessoa se destaca como personagem principal. É você ser o personagem principal daquilo que você faz na sua carreira, na sua vida, nos seus afazeres. É realmente dar o melhor de si para que as pessoas percebam o protagonismo em você e, acima disso, você perceba em si mesmo o quão bom e importante você se torna, para a empresa ou para as pessoas ao seu redor. É assumir verdadeiramente o controle de sua própria vida.

A jornada é desafiadora, por isso mesmo, poucos, verdadeiramente, se propõem a vivenciá-la na prática. Mas se você permitir a si mesmo efetivamente agir a respeito, a recompensa será um grande diferencial positivo.

Seja você também o protagonista da sua própria vida.

O tema Protagonismo, além de Ownership, o conhecido senso de dono, é uma das trilhas de aprendizagem disponíveis na Elleven Academy e na 11Flix.

Autor: José Carlos Carturan Filho

 

Assista a uma aula sobre este tema.

Ciclos que se repetem – Por que repetimos os mesmos padrões de comportamento?

O ser humano nada mais é do que uma constante e, às vezes, triste repetição de si mesmo. Os ciclos se repetem.
Ciclo Imagens – Download Grátis no Freepik Ciclos que se repetem

Reflexão

Há uma bela reflexão sobre um homem que perguntou a um sábio a respeito de oráculos, se eles realmente funcionavam. O sábio homem afirmou ao aprendiz que sim, funcionavam e muito. Exceto para aquelas pessoas que conseguiam atingir a iluminação. Disse que os iluminados eram tão vazios de seu passado e tão plenos em seu presente, que seria impossível prever o futuro.
O jovem aprendiz então perguntou:
– Mas o que isto tem a ver com as previsões do futuro? Por que é impossível sentir as decisões futuras destas pessoas?
E mais uma vez aquele velho homem, sorrindo, explicou que os oráculos não leem o futuro dos homens. Leem seu passado. E o ser humano nada mais é do que uma constante e, às vezes, triste repetição de si mesmo. Os ciclos se repetem.

A vida é feita de ciclos

É fato. Os ciclos se repetem. Nossa vida é feita de ciclos. Já aconteceu com você, comigo, com pessoas próximas a nós, ainda que não tenhamos nos dado conta disso. Repetimos padrões nos mais diversos segmentos de nossa vida. Se formos avaliar a fundo, nossos relacionamentos profissionais, afetivos, familiares, todos eles seguem certo padrão.

Reavalie, por exemplo, situações profissionais suas. Talvez em épocas diferentes, empresas diferentes, atividades diferentes, certamente havia semelhanças entre elas. Ou um chefe autoritário, opressor, talvez alguém querendo puxar seu tapete ou ainda alguém que você confiava e que te passou a perna.

É muito provável que você perceba identificações entre as situações. E, se examinar mais a fundo, perceberá que padrões semelhantes se aplicam a outras situações de sua vida. Não concorda? Avalie mais a fundo.
Identifique as repetições que existem e existiram em sua vida e se surpreenderá com a quantidade de vezes que isto acontece. Todos nós estamos sujeitos a erros. O problema é que quase sempre erramos nas mesmas coisas, repetimos os mesmos padrões de comportamento.

Podemos romper esses ciclos?

A má notícia? Pessoas passam a vida repetindo ciclos. Passam toda uma existência sem se dar conta que estão incorrendo nos mesmos erros. E reclamam, se culpam, colocam a culpa nos outros, dão justificativas, desculpas, mas insistem em não dar a devida atenção ao que muitas vezes está explícito, claro, pulsante à sua frente: que estão repetindo ciclos.
A boa notícia? A partir do momento que percebemos isto, podemos romper estes ciclos, quebrá-los. E ao fazer isto, rompemos inclusive com um padrão energético que circunda isto. Estamos alterando, modificando o caminho, o que automaticamente torna diferente o final.
Somos uma constante repetição. E se não percebermos isto, estaremos fadados a cair sempre nas mesmas armadilhas, geradas pela nossa falta de percepção. Chico Xavier dizia que em nossa vida é impossível fazer um novo começo, mas temos toda a possibilidade (e a responsabilidade) de fazer um novo fim. Para isto, é fundamental que percebamos estes ciclos repetidos. E tenhamos a atitude necessária para alterá-los.

Salvar

Compreensão: O que muda jamais volta a ser como antes

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Cada caminho é único e pessoal. E é por isso devemos exercer uma das grandes virtudes humanas em relação aos demais: a compreensão.

Compreensão…

Guarde esta máxima: Você é o que você pensa. Simples? Não. A equação não é tão simples assim.

Se em seus pensamentos estão arraigados conceitos fortalecedores, menos mal. Se ao contrário, seus pensamentos estão repletos de crenças limitantes, aí as coisas complicam. E complicam pelo simples fato de dificilmente você sentir-se preparado ou bom na medida certa para algo e este pensamento gera outro, extremamente desconfortável, que é sobre o que você pensa que os outros acham de você. Compreensão!

E sabe o que mais? Mesmo quando você se compromete consigo mesmo a mudar, melhorar, substituir velhos hábitos por novos, estes pensamentos atormentam. Normalmente, conseguimos sim. A questão é que, normalmente, queremos resultados imediatos. Uma pessoa que precisa fazer dieta e que está há anos sedentária e descuidando da alimentação, geralmente, desanima a fazer o tal regime porque o emagrecimento é lento, gradual. Até aí, sem novidades. Talvez já tenha acontecido com você.

 

O fato é que em relação ao crescimento interior, esta premissa funciona exatamente do mesmo modo, com alguns agravantes.

Na maioria das vezes, estas mudanças são paulatinas e não acontecem bruscamente, mas sim de modo lento e quase imperceptível. Os antigos místicos diziam sabiamente que temos que nos acostumar com a claridade antes de ver a luz maior.

Tanto a mente quanto o corpo começam a ser preparados para tal empreitada. Na mente, padrões de pensamento, novas percepções, um feeling diferente acontece. Estes novos padrões começam a refletir no corpo. Tudo isto começa a ser notado em nosso cotidiano quando, por exemplo, percebemos que algo que muito nos agradava passa a ter um menor significado. Ou quando o que antes nos incomodava agora não mais nos afeta. Ou quando valores antigos começam a ser substituídos e até mesmo pessoas e companhias que eram agradáveis, já não são mais tão atraentes.

 

Mas por que estas mudanças tão gratificantes são tão difíceis de serem assimiladas?

Simples. Porque as pessoas ao seu redor continuarão as mesmas e em muitos casos estranharão e não compartilharão deste novo modo de ver o mundo e as coisas, mesmo aqueles que  te amam.

Definitivamente não é possível restabelecer o Velho Mundo no Novo Continente. O que muda jamais volta a ser como antes e, aos poucos, seus padrões antigos mudam. Estas diferenças e este afastamento ocorrem porque estas pessoas, estáticas no seu Velho Mundo, de referências e paradigmas antigos e obtusos, sentem-se desprestigiadas e podem atrapalhar este caminho de desenvolvimento. Estas pressões servem apenas para salientar ainda mais as diferenças.

Não se detém quem passa a empreender tal jornada, pois quando se avista um horizonte mais amplo, é difícil contentar-se com a maquete da realidade. Saiba que cada caminho é único e pessoal. E que justamente por este motivo devemos exercer uma das grandes virtudes humanas em relação aos demais: a compreensão. Compreender o que os outros pensam sem, no entanto, se afetar ou contaminar com isso. Chegar a este denominador comum é determinante para continuar a escalada de evolução pessoal.

Autor: José Carlos Carturan Filho

Finitude – Você se dá conta dos acontecimentos na sua vida?

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É indiscutível que desta vida, deste corpo físico, mais cedo ou mais tarde nos despediremos. Somos seres condenados à finitude.

 

Somos seres finitos

Talvez esta seja uma das poucas verdades absolutas da humanidade. Pensando bem, talvez seja a única. Somos seres finitos. Não há escapatória. Nascemos e um dia vamos morrer. E ponto final.

Obviamente não vou nem me arriscar a entrar neste terreno escorregadio que diz respeito à questão religiosa, espiritual, metafísica ou como prefira chamá-las. Independente do que você acredita, eu respeito incondicionalmente sua opinião.

Se a alma é imortal, se há vida depois da morte, se passamos por estágios, planos, se somos alçados à condição de espíritos superiores ou se realmente há uma última e definitiva morada, não importa. Logicamente, tenho minha opinião a este respeito. Mas é apenas uma opinião, dentre outras tantas diferentes da minha. E repito, respeito as demais. E acho estas diferenças de perspectiva salutares.

No entanto, é indiscutível que desta vida, deste corpo físico, mais cedo ou mais tarde nos despediremos. Ou seja, somos seres condenados à finitude.

 

Aí é que reside o problema…

Parece que não nos damos conta disso. Vivemos a vida como se nosso tempo na Terra fosse indeterminado. Acabamos nos preparando, nos planejando para fazer coisas no futuro.

Jamais minimizaria a importância de um bom planejamento. É fundamental para que alcancemos nossos objetivos. Porém, viver com base em um planejamento é totalmente diferente de viver em dois opostos. Ou despreocupados com tudo, acomodados, displicentes ou de tal maneira ansiosos com o que acontecerá amanhã que nem percebemos o hoje. De um jeito ou de outro estamos o tempo todo sem dar muita importância para o momento presente.

Se pensarmos friamente (e me incluo nisso em algumas situações) vivemos a vida em um ritmo tão acelerado, tão frenético que nem nos damos conta dos acontecimentos de nossa vida. Já parou para reparar como o tempo tem passado cada vez mais rápido?

 

Esquecemos da finitude…

Vivemos a vida como se não fôssemos seres finitos. Não celebramos nossas conquistas, pois já estamos nos cobrando sobre a próxima meta. Não vemos os filhos crescerem, não temos tempo de encontrar amigos de que gostamos, não nos damos conta que nossos familiares envelhecem, que nós envelhecemos, que a vida está acontecendo. Perdemos momentos preciosos no trânsito, em filas, em discussões sem sentido, à frente da TV assistindo programas inúteis, nos preocupando com a vida alheia, enquanto a nossa vai se esvaindo por entre nossos dedos. Como se tivéssemos todo o tempo do mundo, mas não temos.

Ouvi uma vez que a vida poderia ser comparada a uma festa. Nós chegamos quando a festa já está em andamento. E vamos embora antes da festa acabar. O que está no nosso alcance é fazer deste período que fazemos parte da festa, uma jornada repleta de momentos especiais que façam valer a pena o convite que recebemos do Grande Anfitrião chamado Deus.

Autor: José Carlos Carturan

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