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Sentido da vida: Um dia a mais ou a menos?

Talvez sejam estas algumas das maiores angústias do ser humano: Não saber ao certo a que veio, o sentido da vida, e muito menos quanto tempo resta para descobrir e efetivamente fazer o que deve ser feito.

Página 4 | Adulto Sozinho Imagens – Download Grátis no Freepik Sentido da vida:

Não sei quando, onde ou em que circunstâncias você está lendo este texto. Não sei também se ao final você irá gostar ou não dele. É muito provável que também eu não conheça você pessoalmente. Mesmo com toda esta falta de informações a seu respeito, sei algo sobre você que é inexorável:

Se está sendo agraciado com o dia de hoje é porque ainda tem algo a fazer.

Pode parecer piegas em um primeiro momento, mas pare e pense. É ou não é verdade? Talvez você ainda não saiba muito bem o que é, menos ainda como vai chegar até lá, mas que você tem algo a fazer, isso tem.

Aliás, talvez sejam estas algumas das maiores angústias do ser humano: Não saber ao certo a que veio, o sentido da vida, e muito menos quanto tempo resta para descobrir e efetivamente fazer o que deve ser feito. Um dia a mais que vivemos é um dia a menos que temos para viver. Com base neste raciocínio, pare e pense. Não seria sem sentido a vida se não houvesse um propósito maior?

Tá, tudo bem. Concordo que seja bacana em muitos momentos viver. Quando estamos com quem gostamos ou fazendo as coisas que gostamos, passeando, dando gostosas gargalhadas, ou seja  lá o que for. Contudo, há o outro lado da moeda. Dificuldades, lágrimas, sofrimento, incerteza. Faz parte. Não haveria aprendizado se não fosse assim.

 

Qual o sentido da vida?

Mas, sendo bem objetivo, você sabe o porquê Dele, Deus, ter permitido a você mais um dia? Sabe qual sua missão aqui na Terra? Qual o sentido da vida?  Pois é… Estas são as pergunta que provavelmente mais de 80% das pessoas não sabem responder. E dos outros 20%, pelo menos metade, apenas acha que sabe, pois arrumou um modo mais fácil de fugir deste questionamento. Simplesmente aceitou o destino que lhes foi imposto e acha que é assim mesmo, não há nada a fazer para mudar tal sorte.

Isto é perfeitamente compreensível. É muito mais cômodo atribuir nossos insucessos a fatores externos, a outras pessoas ou a um Deus que supostamente está querendo nos fazer passar por provações. É mais fácil reclamar da vida e achar que a recompensa virá quando passarmos desta para uma melhor.

Buscar o que se deseja, ir a fundo para se entender o que realmente viemos fazer, nos traz um custo. Só o fato de tentar ser diferente da maioria já traz desconforto. Vivemos buscando caminhos, mas caminhos são trilhas que nos levam a outros caminhos. Este ciclo se repete insistentemente e a jornada só termina quando estamos realmente alinhados ao que realmente viemos fazer neste mundo.

Há também aqueles que no fundo sabem o que tem de ser feito, mas não acreditam em sua intuição, em seu potencial ou acham penoso demais o caminho para alcançar seus objetivos. A pergunta que cabe nestas situações é…

Até onde você está disposto a ir para alcançar seus sonhos?

Ressalto que não estou falando apenas de conquistas materiais, mas de algo que transcende isto. Existe algo que fez com que Ele lhe trouxesse a este mundo. Cabe a você desvendar este enigma e ser digno da missão que te foi confiada. E ao final de cada dia se perguntar: Este foi um dia a mais que usei da melhor forma possível? Ou um dia a menos que tenho para descobrir o que quero?

Autor: José Carlos Carturan Filho

Medo do fracasso: E se ele não existisse?

Medo Imagens – Download Grátis no Freepik Medo do fracasso

Medo do fracasso? Mas e se ele não existisse?

O que você faria na sua vida se soubesse que não iria fracassar? Isso mesmo. Quais decisões você tomaria na sua vida se, por algum motivo, você tivesse a plena certeza que não haveria a mínima possibilidade de algo dar errado?

Imagine que um belo dia você encontrasse uma lâmpada mágica, um gênio, um anjo ou tivesse a oportunidade de ter uma conversa direta com o Pai Celestial e recebesse a garantia de que não haveria erro. O que você fizesse daria certo.

O que você faria? Você sabe responder? Pense em sua vida pessoal, afetiva, profissional, financeira… Qualquer um dos segmentos.

Mais uma vez: O que você faria se soubesse que não iria fracassar?

Pediria aumento? Daria entrada para obter a sua tão sonhada casa própria? Tomaria coragem para convidar para um cinema aquela pessoa que há tanto tempo você vem paquerando? Mudaria de profissão? Investiria em você? Faria aquela reforma tão desejada em sua casa? Viajaria para aquele lugar tão sonhado?

Pois é… Talvez as respostas tenham vindo à sua mente, mas talvez você esteja surpreso, justamente por não saber o que você realmente tem desejo de fazer.

 

O medo do fracasso

Há ainda um agravante. Em certas ocasiões, não temos esta resposta, ou ainda que tenhamos a resposta, ficamos hesitantes em responder, justamente porque o medo do fracasso é um dos sentimentos que mais paralisa o ser humano.

Sabe aquilo que sentimos quando estamos prestes a tomar uma decisão, mas na hora H acabamos por não tomá-la? Quando temos algo a fazer, mas não fazemos? Muitas vezes, este sentimento que toma conta de nós é o tal medo do fracasso.

 

O sucesso

Agora, faça o mecanismo inverso. Pense em alguém que para você seja um símbolo de sucesso. Já lembrou? Agora me responda novamente. Você concorda comigo que em algum momento estas pessoas também tiveram medo de tomar decisões? E você realmente acredita que elas não hesitaram, não titubearam em nenhum momento? Certamente hesitaram e ficaram inclinadas a desistir, mas houve algo maior, mais forte, mais intenso que fez com que elas prosseguissem.

O que foi esse algo? Desculpe, mas isso você terá de descobrir por si mesmo. Você terá de experimentar. Então, quando tiver algo a fazer e sentir aquela vontade de desistir, aquele medo de fracassar, terá de ir adiante. Ao menos uma única vez.

Faça a experiência e você vai se surpreender com os resultados. Por experiência pessoal, posso te afirmar o seguinte. Já senti este mesmo medo várias vezes e em certas ocasiões sinto-o até hoje, mas o que obtive de mais precioso em minha vida, obtive quando rompi a barreira do medo.

Tenho certeza que você também já conquistou coisas e objetivos que nem mesmo você acreditava ser capaz. Então, lembre-se daqueles momentos.

Certamente, alguma vez na vida, você também já rompeu este muro chamado medo do fracasso. Talvez esta seja a única distância entre quem tem e quem não tem sucesso, quem alcança e quem não alcança seus objetivos: decidir romper ou não esta barreira.

Acredite em você e tome as melhores decisões!

Autor: José Carlos Carturan Filho

Oportunidades escondidas

Será que a vida não nos dá oportunidades? Ou nós é que não percebemos quando elas aparecem?

Dia desses estava tomando café e na mesa ao lado havia duas amigas batendo papo. Pelo volume nada baixo do diálogo, foi impossível não ouvir o teor da conversa. Uma delas, de modo veemente reclamava aos quatro ventos sobre a vida, os problemas, as dificuldades. Às vezes chegava a praguejar contra a má sorte que, segundo ela, insistia em acompanhá-la.

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Até aí tudo bem. Todos nós estamos sujeitos a momentos de desabafo. O que me deixou intrigado foi, quando no meio desta onda de lamúrias, a jovem, que pela aparência não passava de seus 22, 23 anos, reclamou que a vida não lhe dava oportunidades. Ao ouvir isto, comecei a refletir sobre aquela afirmação. Pensei: Será que a vida não nos dá oportunidades? Ou nós é que não percebemos quando elas aparecem?

E então? O que você acha? Alguns não recebem as tais oportunidades? Ou todos nós, de alguma forma, temos sim estas oportunidades, mas por algum motivo as ignoramos?

 

As oportunidades da vida

É bem possível que estas perguntas gerem respostas distintas e controversas. Particularmente, enxergo esta situação por alguns prismas diferentes. Primeiro: Acredito que, muitas vezes, a questão não é esperar pelas oportunidades e sim buscá-las, criá-las, gerar um ambiente propício para que as boas sincronicidades aconteçam.

Segundo ponto: Em certas situações, as chances que são criadas por nós ou são geradas pelas nossas ações, mas não são tão nítidas. Isso porque aparecem disfarçadas de problemas, obstáculos, dificuldades. E geralmente as pessoas estão tão focadas em problemas cotidianos, reclamando da vida ou dando palpite na vida dos outros, que não têm a percepção suficiente para detectar estas possibilidades que surgem.

Outro fato relevante a ser considerado é que, em muitos momentos, as pessoas pedem oportunidades, mas não se preparam adequadamente para aproveitá-las. Uma das coisas que falo em treinamentos e que talvez as pessoas não deem a devida importância é isto, que as pessoas têm aquilo que estão preparadas para ter. Sejam oportunidades ou obstáculos, eles aparecem na nossa vida somente se estivermos preparados para lidar com eles.

E por último, talvez na maioria das vezes consideramos oportunidades coisas que nós pedimos para acontecer, mas só encaramos como tal quando são exatamente da maneira que imaginamos. Acabamos limitando nosso campo de visão, já que em alguns momentos as oportunidades são diferentes da que almejávamos, mas até maiores do que estamos esperando.

 

Conclusão

Cabe a nós estarmos preparados adequadamente e atentos, muito atentos aos pequenos sinais que a vida nos dá. Está com um problema? Então, procure observá-lo de um ângulo diferente. Pode ser que justamente aí resida a grande oportunidade de desenvolvimento que tanto você deseja e merece.

Autor: José Carlos Carturan Filho

Autoconhecimento – Quem disse que seria fácil?

Autoconhecimento: Seus dias jamais serão os mesmos e você não poderá mais atribuir tudo ao acaso… Mas não pense que será fácil!

 

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Autoconhecimento pode ser difícil!

Bem feito. O caminho é tortuoso. Ninguém mandou começar a trilhá-lo. Poderia ter feito como quase todo mundo. Não ter dado o primeiro passo ou, simplesmente ignorado sua existência. Poderia ter continuado a atribuir tudo à sorte, azar, castigos, bênçãos. Poderia ter permanecido resignado, manso e justificar tudo como vontade d’Ele.

Mas não. Insistiu em dar o primeiro passo e, então, houve mais uma chance de recuar. Teria sido bem mais fácil voltar atrás e dizer a si mesmo que não era nada daquilo. Alguns fazem isso: colocam o focinho para fora, sentem a brisa da mudança, começam a fazer o autoconhecimento, mas voltam.

Contudo, você não ouviu o clamor que vinha de dentro de você – a voz que insistia em levar você de volta à famigerada zona de conforto. O condomínio dos entorpecidos, o local em que aqueles que sofrem menos e simplesmente acatam tudo residem. Você deu mais um passo. Mais um simples passo. E percebeu então que era tarde demais para voltar atrás. Como pode um simples passo percorrer uma distância tão abissal?

 

Bem-vindo ao caminho!

Seus dias jamais serão os mesmos. Você não poderá mais atribuir tudo ao acaso. Você terá de olhar para si mesmo a cada segundo, a cada respiração. Mas vai doer. Autoconhecimento!

Mesmo se solicitar à ajuda d’Ele, ouvirá a Grande Voz sussurrando em seu ouvido que é VOCÊ que precisa manifestar aqui seus desígnios. Seja feita Vossa Vontade. Que você faça na Terra o que já existe no céu. Não dá mais para ficar parado, olhando para o alto e esperando.

Assim, o sentimento de responsabilidade sobre seu próprio destino só aumenta. Além disso, traz sofrimento. Bem feito. Ninguém mandou seguir adiante. Deveria ter continuado a dizer amém a todos os absurdos que te dizem. Deveria ter aceitado que a vida é assim mesmo, que é difícil mudar, que isso não pode, que aquilo não deve. Era muito melhor quando você era guiado.

Agora você tem recursos. Mas azar seu. Afinal, você se cobra mais. Se cobra porque sabe que pode intervir em sua realidade. Se cobra porque tem subsídios para mudá-la. E sofre porque não consegue.

As pessoas jogam na sua cara, debocham… Então, com olhares e sorrisos jocosos te dizem: “Ué… Você não disse que era esse o caminho da iluminação? Cadê todo seu conhecimento? Cadê seu aprendizado? Se vira…Viu só? Não disse?”

O caminho certo

Deveria ter continuado ignorante. Ninguém mandou querer trilhar essa jornada. Autoconhecimento? Bobagem…
Faz o seguinte: esquece tudo isso. Volte a ser como era antes.

Não dá? Eu sei. Pode acreditar.

Boa notícia: você JÁ está no meio do caminho. Má notícia: você AINDA está no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra. E um abismo. E um muro. E dúvidas, incertezas. É uma bênção ou uma desgraça? É o que é. É o caminho.

No meio do caminho existe um viajante. Existe um herói. Um herói que às vezes possui companheiros de jornada, mas na maioria está solitário ou sente-se como se estivesse. O mestre disse. Você até acreditou, mas não sabia que era assim. Faz parte. É a lei. O caminho é pessoal. Assim que é. Autoconhecimento!

Mas é estranho. Parece que quando a luz está bem próxima, uma névoa toma conta de tudo. Então, uma escuridão sepulcral se instala. Luz e trevas. Sempre elas. Olhar para dentro é mais difícil.

 

Por que ninguém avisou que o caminho para o autoconhecimento seria assim?

Você foi avisado sim. Mas não imaginou que a viagem seria tão longa. Aliás, a jornada nunca termina. É como um ciclo que vai e vem. E mais um passo adiante. E mais um. Mas, parece que os obstáculos ficam maiores. Será?

Viu só? Quem mandou? Poderia ter ficado restrito às trevas. E o melhor: é bem provável que te dissessem que estava na luz, que X, Y ou Z eram o verdadeiro caminho. Eles podem estar lá, mas você é o SEU caminho. Estranho ou não?

Tarde demais. Como um paradoxo desconcertante, os desafios aumentam. E as vitórias também, mas parece que demoram mais a chegar.

Se as dúvidas incomodam, isso é uma certeza que você está no caminho certo. Assim que é.

 

Autor: José Carlos Carturan Filho

Brilho nos olhos: Por que encontrar a satisfação na vida?

Por que encontrar a satisfação, o brilho nos olhos?

A íris do olho da mulher está refletindo a luz brilhante | Foto Premium satisfação
Atualmente, uma das perguntas mais frequentes que respondo quando estou ministrando treinamentos é sobre a falta de satisfação e desmotivação das pessoas com relação à vida e principalmente às atividades profissionais. Em um destes treinamentos, uma pessoa, em um papo informal, perguntou a minha opinião sobre quais eram os motivos de tantas pessoas estarem insatisfeitas em seu trabalho, mesmo algumas que são extremamente bem remuneradas.

Na minha percepção há uma gama infinita de fatores que influenciam neste aspecto, mas respondi a esta pessoa:

“Quantas pessoas que você conhece que fazem aquilo que fazem com brilho nos olhos, com verdadeira satisfação?”

Percebi um semblante de espanto em meu interlocutor, mas não consegui decifrar se a fisionomia significava reprovação, surpresa ou dúvida. Ao perguntar se havia falado algo inoportuno, recebi de volta um sorriso extremamente acolhedor e um agradecimento.

Parei para refletir depois daquela conversa e, então, me veio muito forte a lembrança das decisões que tomei em minha vida nos últimos anos. E percebi que ainda que não tivesse consciência disto, minhas escolhas foram feitas com base neste critério, brilho nos olhos. Lembrei-me inclusive de um compromisso que assumira comigo mesmo. Não faria profissionalmente nada mais que não me trouxesse este sentimento de satisfação pessoal.

Minha escolha de abdicar da odontologia foi pontual. Foi exatamente quando percebi que, devido a alguns fatos e circunstâncias eu perdera o tal brilho. Atualmente o que faço me traz enorme realização. Trabalhar com treinamentos, cursos, palestras e com desenvolvimento pessoal foi uma escolha acertada.

Me causa certa chateação constatar que a maioria imensa das pessoas exerce suas atividades profissionais com extrema má vontade. E o pior. Há duas categorias. Os que são insatisfeitos em suas profissões, atividades ou ofícios e assumem isto reclamando o tempo todo. E outros que talvez sejam ainda mais infelizes porque enganam a si próprios e não tem coragem de assumir que não querem mais exercer as atividades atuais.

Os motivos?

Posso citar alguns. Preguiça, falta de coragem em mudar, conformismo, importância exagerada ao status (geralmente ilusório) que a profissão ou posição traz, apego ou necessidade financeira, orgulho em aceitar que fez escolhas anteriores equivocadas, medo de fracassar e infelizmente, uma das mais comuns – A preocupação com o que os outros vão pensar.

Logicamente as mudanças nem sempre são tão simples. Como não foram para mim. Mas se a firmeza de propósito existe, como que por encanto, as coisas passam a acontecer.

Talvez não sejamos artistas, esportistas, nem lideranças políticas ou religiosas, mas nem por isso deixamos de ter a responsabilidade tocar a vida das pessoas. Mas para isto, antes é essencial que estejamos alinhados com nossos próprios sonhos e propósitos.

E para sabermos se isto está acontecendo, se realmente estamos alinhados há uma pergunta que deve ser feita para nós mesmos. Eu vivo com brilho nos olhos? E então? Qual sua resposta?

Autor: José Carlos Carturan Filho

O poder do sorriso

“O sorriso custa muito menos do que energia elétrica e é capaz de gerar muito mais luz.”

Conversando há algum tempo com um grande amigo e competente profissional na área da odontologia, Dr. Roberto Toledo, a respeito de minha profissão de origem, foi mencionado por ele um provérbio escocês que diz o seguinte. “O sorriso custa muito menos do que energia elétrica e é capaz de gerar muito mais luz”. Sinceramente, não dei muita atenção na hora. Mas algum tempo depois, parei para pensar no provérbio e pude perceber o quão verdadeiro ele é.

Smile Face Imagens – Download Grátis no Freepik sorriso

Além do aspecto relacionado à saúde, pude avaliar a importância que um sorriso verdadeiro traz às nossas vidas. Todos nós já pudemos sentir como é bom e gratificante receber sorrisos genuínos. Pode ser das pessoas do nosso convívio, de algum cliente, de uma criança na rua e até mesmo de alguma pessoa que nos atenda em uma padaria, por exemplo, com um belo sorriso estampado no rosto.

O pesquisador da Universidade de São Francisco (EUA), Paul Ekman, na década de 70, conseguiu catalogar os sorrisos em 19 tipos diferentes, sendo que apenas um desses tipos pode ser considerado o genuíno. Segundo Ekman, os outros dezoito tipos de sorrisos servem para nos socorrer em situações como quando ficamos constrangidos, para esconder o medo, em situações de timidez ou quando ouvimos algo que não gostamos e ainda assim temos de manter as normas da boa educação.

Sorrisos verdadeiros

O sorriso verdadeiro realmente tem o poder de iluminar o nosso dia. Além disso, tem algumas características especiais. Este sorriso genuíno recebeu o nome de sorriso de Duchenne em homenagem ao nome do fisiologista francês que, em 1862, realizou estudos detalhados dos músculos envolvidos no ato de sorrir.

Num sorriso considerado genuíno, os cantos da boca se erguem e as pálpebras se apertam. Além disso, aparecem algumas rugas no canto do olho e as partes superiores das maçãs do rosto se elevam ligeiramente. Talvez com estas informações consigamos perceber quais atores e atrizes são realmente bons para interpretar um sorriso de alegria.

De alguns anos para cá, os estudos de neurologia e fisiologia conseguiram reverter um conceito importante a respeito do sorriso. Pesquisadores acreditavam que o sorriso era uma atitude que resultava de um aprendizado. Isto é, aprendíamos a sorrir verdadeiramente por termos visto sorrisos deste tipo. Esta teoria foi descartada com o seguinte questionamento. Como, então, as pessoas deficientes visuais de nascimento conseguiam sorrir, se nunca haviam visto um sorriso?

Esta linha de raciocínio levou a descoberta de que quando sorrimos expressando alegria, nosso organismo passa a produzir hormônios, neurotransmissores que proporcionam bem estar e até mesmo maior quantidade de células de defesa. Você duvida que quem sorri mais adoece menos?

Pois então faça o teste. Sorria o máximo que puder, da maneira mais alegre e verdadeira que conseguir e passe a viver melhor e levar felicidade às pessoas ao seu redor.

Então, envio um grande e sincero sorriso a cada um de vocês!

Autor: José Carlos Carturan Filho

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Amor próprio: Você se basta?

Amor próprio

Felizmente meu trabalho atual me permite vivenciar e observar todo o potencial do ser humano e a quantidade de mudanças positivas que somos capazes de fazer em nossas vidas. Ao avaliar de maneira imparcial todo este contexto, posso afirmar que a maioria dos problemas que as pessoas têm em suas vidas está diretamente ligada ao tipo de relações que têm consigo mesmas e com os outros.

Ouso dizer que há diversos fatores que são preponderantes para que consigamos mudar nossas vidas. Mas é praticamente impossível obter esta mudança se não conseguirmos mudar a maneira de nos relacionar.

Por mais paradoxal que pareça, a primeira e essencial condição para que consigamos nos relacionar bem com os outros é nos bastar. E então vem a pergunta…

…Você se basta?

Talvez quando você tenha lido que precisamos nos bastar, numa primeira vista, isto tenha parecido estranho, como pareceu a mim no início. Quando falo em nos bastar, não estou falando em solidão, arrogância, egoísmo, presunção. Falo exatamente do contrário. Falo de humildade, desapego, companheirismo, respeito, amor.

A explicação é simples. Quando não nos bastamos, depositamos no outro, nas pessoas que conosco convivem (principalmente se tratando de um relacionamento afetivo) uma carga enorme de responsabilidade, um peso injusto para que as pessoas carreguem.

Colocamos no outro a função de nos fazer felizes, satisfazer nossos anseios, suprir nossas carências e lidar com sentimentos nossos que nem nós sabemos direito como lidar. Idealizamos, projetamos no outro a pessoa certa para ser a tampa de nossa panela, a pessoa capaz de nos completar e nos decepcionaremos muito se esta pessoa não atender às nossas expectativas.

Discorda? Então faça diferente: Pense em relacionamentos conturbados de pessoas que conhece. Pensou? Certamente encontrará alguns fatores de desequilíbrio, uma expectativa irreal e a insegurança de um (ou ambos) na relação, rompantes de agressividade, ciúme, tristeza, decepção, arrependimento, idas e vindas e um infindável número de brigas e exigências mútuas.

Como seremos capazes de conviver em paz com alguém se colocamos nas costas daquela pessoa nossa felicidade? Se despejamos nossas inseguranças pessoais em crises de ciúme? Se exigimos desta pessoa um determinado padrão de comportamento, que atenda ao que sempre sonhamos da pessoa ideal?

Percebe? O que a princípio podemos interpretar como egoísmo, que é o fato de sermos autossuficientes e o sentimento de respeito e amor que temos pelo ser humano que somos (o amor próprio), são fatores determinantes para que consigamos nos dedicar a relações saudáveis e equilibradas e sejamos capazes de amar na essência da palavra. Só podemos amar o outro com intensidade e desprendimento, se estivermos preenchidos internamente por este sentimento.

Devemos cuidar bastante de nós mesmos, nos conhecermos. Ou estaremos fadados a passar a vida inteira procurando alguém para suprir nossas expectativas ou em quem possamos colocar a culpa de nossa infelicidade.

Autor: José Carlos Carturan Filho

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O mito da caverna de Platão

O mito da caverna de Platão é um dos mitos mais antigos e significativos da humanidade.

Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um muro alto. Entre o muro e o chão da caverna há uma fresta por onde passa um fino feixe de luz exterior, deixando a caverna na obscuridade quase completa.

Desde o nascimento, geração após geração, seres humanos encontram-se ali, de costas para a entrada, acorrentados, sem poder mover a cabeça nem se locomover, forçados a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto o mundo exterior nem a luz do sol, sem jamais ter efetivamente visto uns aos outros nem a si mesmos. Abaixo do muro, do lado de dentro da caverna, há um fogo que ilumina vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas que se passam do lado de fora sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna.

Do lado de fora, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras ou imagens de homens, mulheres e animais, cujas sombras também são projetadas na parede da caverna, como em um teatro de fantoches.

Um dos prisioneiros, inconformado com a condição em que se encontra, decide abandoná-la. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. De início, move a cabeça, depois o corpo todo. A seguir, avança na direção do muro e o escala. Enfrentando os obstáculos de um caminho íngreme e difícil, sai da caverna. No primeiro instante, fica totalmente cego pela luminosidade do sol, com a qual seus olhos não estão acostumados. Sente-se dividido entre a incredulidade e o deslumbramento.

Ao permanecer no exterior, aos poucos, o prisioneiro se habitua à luz e começa a ver o mundo. Encanta-se, tem a felicidade de ver as próprias coisas, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e que em sua prisão vira apenas sombras. Certamente, desejará ficar longe da caverna para sempre e lutará com todas as forças para jamais regressar a ela. No entanto não pode deixar de lastimar a sorte dos outros prisioneiros e, por fim, toma a difícil decisão de regressar ao subterrâneo sombrio para contar aos demais o que viu e convencê-los a se libertarem também. Só que os demais prisioneiros zombam dele, não acreditando em suas palavras e, se não conseguem silenciá-lo com suas caçoadas, tentam fazê-lo espancando-o.

Resumidamente, esta história refere-se ao mito da caverna, do filósofo Platão.

Fique atento, pois na sua vida, por mais que você queira sair da caverna em busca de algo mais, haverá pessoas que insistirão em zombar de você e agredi-lo. Não necessariamente por maldade, mas, principalmente, por se limitarem a viver a vida acorrentados a coisas que não os levam a lugar algum.

Por mais que existam obstáculos no início, siga seu caminho, busque seus objetivos, realize seus sonhos. Há em você um potencial infinito, que talvez até mesmo você desconheça.

Autor: José Carlos Carturan Filho

 

Oscilações – as idas e vindas da vida

São as oscilações que fazem de nossa caminhada uma trajetória formada por altos e baixos.

Hoje, ao ler estas palavras, talvez você esteja se sentindo maravilhosamente bem. Talvez ontem você se sentisse meio chateado, mesmo sem saber o porquê. É possível que você nem repare nisto ou no quanto estas coisas interferem na sua vida. Porém, acontece com todos nós. É inevitável.

Ora nos sentimos confiantes, determinados, focados. Ora estamos ali, cabisbaixos, desanimados, sem saber muito bem que rumo tomar. E não venha me dizer que não funciona assim. Todos nós passamos por isso. São as oscilações que fazem de nossa caminhada uma trajetória formada por altos e baixos.

Para a maioria das pessoas, estas idas e vindas são bem sutis. Mas, para outras, são tão extremas que podem ser diagnosticadas como doença.

Repito: faz parte da estrutura comportamental do ser humano. E se alguém lhe disser que não está sujeito a estas oscilações, desconfie. Uns vivem no lado mais down desta frequência por mais tempo e, sem perceber, acabam entrando em processos como depressão e síndrome do pânico. Outros vivem a maioria do tempo na parte up deste pêndulo e, se dizem que não têm seus momentos de incerteza e introspecção, há algo que pode estar errado.

Tudo que é exagerado para um lado ou para outro, não é benéfico. Ou estas pessoas estão utilizando toda esta parte ativa, otimista para esconder alguns fantasminhas pessoais, ou estão de tal forma dominadas pelo ego que já ultrapassaram há muito tempo a suave (e quase imperceptível) linha entre a autoconfiança e a arrogância.

Mas, afinal, o que faz com que tenhamos tantas oscilações?

Novamente, a resposta não é exata, pois há diversos componentes envolvidos na formação da realidade pessoal. A maneira como cada um de nós interpreta os estímulos externos e as situações cotidianas que se apresentam em nossa vida, certamente, é um dos fatores preponderantes para que formemos nossa realidade. Simplesmente pelo fato de vivermos não com base na realidade como ela é, mas sim em como esta realidade é para nós, sob o nosso ponto de vista.

Se, por exemplo, partimos do centro e vamos visitar outro bairro, quanto mais distante for o tal bairro, obviamente, maior será nossa dificuldade e o tempo para retornarmos. No âmbito comportamental, funciona da mesma forma. Quanto mais extrema for a maneira que interpretamos as coisas, mais distantes estaremos do tão almejado ponto de equilíbrio.

Este equilíbrio é que permite que as oscilações, como já dito, inevitáveis, sejam mais brandas. Há pessoas que ficam extremamente felizes e radiantes quando algo bom lhes acontece e sofrem demasiadamente, absurdamente, quando passam por algum dissabor. Estas pessoas vivem a vida de maneira mais intensa?

Podemos até interpretar desta forma, mas, certamente, estão muito mais sujeitas a se desequilibrar e a ter rompantes frente às situações que a vida lhes apresentará.

Perceba isso em você. Qual tem sido o grau de suas oscilações? Você tem ido muito a estes extremos?

 

Assista ao vídeo deste artigo:

Autor: José Carlos Carturan Filho

 

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