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Tesouro de Bresa e a busca pelos nossos sonhos

Perceba como esta história, Tesouro de Bresa, pode dizer muito em relação à nossa busca pelos nossos sonhos.

Tesouro Imagens – Download Grátis no Freepik Tesouro de Bresa

Houve outrora na Babilônia um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim. Homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Um dia, parou na porta de sua humilde casa um velho mercador da Fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas. Então, descobriu uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido.

E qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar. Na primeira página, a seguinte legenda.

O segredo do tesouro de Bresa.

Mas as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus. Em função disso, ao final de três anos, Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros. Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.

Continuando a ler o livro, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade. Em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates. Assim, fez com que o rei o nomeasse prefeito. Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento.

Passou a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo. Graças ao seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo. No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.

Certa vez, então, teve a oportunidade de questionar um sábio sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:

– O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa saber…

Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros inimagináveis. O tesouro de Bresa é o saber, que qualquer homem esforçado pode alcançar. Por meio da busca do desenvolvimento contínuo, que traz tesouros encantados àqueles que se dedicam à sua busca com amor e persistência.

Melhoria contínua

Esta simples história é o símbolo de um sistema de gestão empresarial e pessoal japonês chamado KAIZEN, significando melhoria contínua. Este sistema, adotado por diversas empresas no mundo fez, por exemplo, com que a Toyota se tornasse uma das grandes potências mundiais no segmento automobilístico.

Autor: José Carlos Carturan Filho

Ciclos da vida – Aprenda com cada um deles

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Que a vida é feita de ciclos, você já deve ter notado.

Alguns ciclos da vida são muito bons, auspiciosos, prósperos e outros nem tanto. Ainda assim, conseguimos ou deveríamos tirar proveito de cada um deles.

Os tais ciclos perduram por certo período. Muitos deles, por aproximadamente sete anos – pode reparar. E podem abranger as mais diversas áreas da nossa vida – pessoal, afetiva, financeira, profissional, social. Parece que é o tempo aproximado para que ganhemos maturidade suficiente, seja pelo amor ou pela dor, para seguirmos adiante e entrarmos de vez na nova fase que se apresentará.

 

Os ciclos da vida

Quando falo em ciclos da vida, falo desde o início, quando as coisas ainda são ideias, sonhos, aspirações, objetivos, passando pela fase onde já há algum movimento no sentido de colocar tais coisas em prática, chegando ao processo de desenvolvimento, de sedimentação e concretização e, por fim, de saturação, culminado ora com um desfecho, ora com a opção de continuidade.

 

Reciclagem

Mesmo quando não há o desfecho e sim a continuidade, há uma reciclagem. Daí a origem da palavra. É quando damos uma repaginada para que aquele balão consiga voar até completar sua jornada.

Se o desfecho, a cisão ou a ruptura ocorrem é porque estamos buscando novos sonhos, novos horizontes, que podem estar baseados em pilares construídos no ciclo anterior, mas que certamente serão maiores e mais amplos, pois trazemos conosco o aprendizado do que se passou. Em tese, temos mais discernimento e novo fôlego, novo ânimo para conseguirmos o que almejamos. Basta então seguir em frente, não é? Nem sempre.

Há uma fase de transição que entremeia um ciclo e outro. Este interstício é um período bastante complicado.

É onde nossa autocrítica, nossa autocobrança, coisas das quais nos arrependemos de termos ou não termos feito afloram, quando achamos que poderíamos ter feito diferente, ter sido mais assim ou assado, achando que deveríamos ter encerrado antes e, até mesmo, nos perguntando como aguentamos tanto tempo e como não víamos algumas coisas que hoje são tão nítidas.

Esse período, muitas vezes, parece nebuloso e demasiadamente demorado. Semelhante quando a primavera está ansiosa em chegar, mas o frio, a escuridão e as brumas do inverno insistem em permanecer pairando, tornando esta passagem dolorosa e, aparentemente, deixando aquele cenário repleto de sol e flores que no fundo sabemos que vamos encontrar, parecer mais distante do que realmente está.

Esse sentimento que ocorre nestas fases é necessário e salutar. É quando paramos para rever e repensar em algumas coisas. É quando reavaliamos nossos próximos passos.

Às vezes, nos sentimos em dúvida se devemos prosseguir, se é aquilo mesmo que devemos fazer, mas tudo isto faz parte do crescimento e do desenvolvimento.

Que bom que temos esta chance!

Que bom existirem pessoas do bem para fazer esta travessia ao nosso lado. Quando a névoa e a escuridão se dissipam, as flores, mesmo aquelas que se sentiam sem vida, tornam-se novamente lindas e belas e voltam a irradiar seu brilho, muito mais fortes e cheias de vida do que antes.

Autor: José Carlos Carturan Filho

Personalidade: Somos seres complexos em eterna batalha entre instintos e princípios

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A estruturação da personalidade humana

Não adianta fazer de conta que é todo organizado, que é totalmente ciente das decisões que toma e ficar zangado quando algo não sai muito bem como você planejava. Somos únicos em nossas virtudes, defeitos, elucubrações e personalidade. E percebemos as coisas ao nosso redor de modo extremamente particular. E ponto.

Para complicar só mais um pouquinho, apesar de sermos fisicamente concretos, somos seres totalmente abstratos. E somos moldados por meio de conceitos familiares, educacionais e religiosos, do certo e do errado, com base em ideias e lógicas oriundas de gerações passadas. Isto já seria preocupante, mas a dimensão deste equívoco no processo de estruturação da personalidade humana é muito maior. Tentam nos criar de forma lógica, mas somos essencialmente emocionais.

 

Colapso interno

Isto gera um colapso interno. Nos deparamos constantemente com sentimentos e pensamentos que depõem contra o nosso sistema de crenças, ou aquilo que aprendemos a achar que é o correto. Sentimos raiva de alguém e, em uma fração de segundos, lá está o nosso sistema de crenças dizendo que é feio sentir raiva.

O resultado? Conflito. Afinal penso e sinto algo que aprendi que é errado, que é desaprovado pela moral e os bons costumes. Isto gera culpa. E a primeira coisa que fazemos é tentar sufocar este pensamento ou sentimento. Nem nos questionamos o que aquilo quer nos mostrar.

 

Somos instintivos

Contudo, o que não queremos olhar, ganha uma força extra. Se você já fez regime e, neste período, encontrou pelo caminho um brigadeiro ou uma lasanha, entende o que estou falando. Talvez tenhamos de admitir que somos tão instintivos quanto nossos ancestrais. Ou será que nunca fez ou disse algo por impulso, tomado pela emoção, seja ela qual for?

A verdade é que somos seres complexos, repletos de pontos cegos, ângulos escondidos e sentimentos inconfessáveis, difíceis de admitir conscientemente. Somos a eterna batalha entre instintos e princípios, diversas faces de um mesmo personagem. Somos diferentes dilemas de nós mesmos, incomodados pela dificuldade imensa em determinar onde termina a nossa busca do prazer e começa a fuga da dor.

Somos vítimas de um poderoso algoz interno que, por fazer parte de nosso eu e saber exatamente em que acreditamos, age de forma impiedosa e cruel, procurando esconder nossas feridas e cicatrizes, mas para isto deixando expostas nossas maiores fraquezas e receios.

Somos a imensa distância entre o enredo que idealizam para nós e o espetáculo que estamos dispostos a encenar. Podemos, em fração de segundos, passar de indefesos cordeiros a astutas raposas. Podemos ser ao mesmo tempo a síntese e a antítese, porque simplesmente somos assim, brutos contrastes entre os aprendizados passados, anseios futuros e um fugaz presente.

Jung já afirmava que somos muito mais do que o uno que imaginamos ser. E todo este contexto está, para o bem ou para o mal, atrelado ao nosso arraigado sistema de crenças.

A pergunta é: Em que você acredita? Isto é o mundo real ou a forma pela qual você escolheu interpretá-lo? Saber isto pode ser determinante para que você consiga aquilo que quer e principalmente pare de sofrer.

Autor: José Carlos Carturan Filho

 

Problemas: Eles têm a exata dimensão que damos a eles

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Todos nós temos problemas. Faz parte do processo, são situações que surgem em nosso cotidiano e que, queiramos nós ou não, temos de enfrentar. Alguns são de maior impacto e fogem de nosso controle. Já outros são pequenas bobagens que acabam atrapalhando um pouco o ritmo de nossa vida. E só. Mas, tanto os maiores quanto os pequenos servem para que estejamos vigilantes e tiremos deles os aprendizados que trazem consigo. Vivemos assim e estas são vicissitudes do nosso caminho.

Há pessoas que lidam bem com os problemas, encarando-os com serenidade e paciência. Enquanto outras agem ora de maneira bastante intempestiva, ora de modo omisso e descompromissado.

No entanto, ultimamente venho detectando uma terceira categoria. Tenho observado algumas pessoas, ouvido outras… E, no meu ponto de vista, há um grupo cada vez mais crescente: pessoas onde o grande problema é…

…não ter problemas.

Cada vez mais, fica latente que os problemas de nossa vida têm a exata dimensão que damos a eles. É pura e simplesmente uma questão de perspectiva. Contudo, há pessoas que justamente por não ter problemas de uma magnitude suficientemente grande, acabam supervalorizando questões cotidianas, transformando-as em verdadeiros dramas. Uma discussão tem o peso de uma guerra, um infortúnio ganha o status de um tremendo azar. Estas pessoas entram e saem de supostas crises com frequência, desabam em uma tristeza desmedida, sentem-se ofendidas, perseguidas, injustiçadas e acabam até distorcendo fatos para que estes possam se enquadrar na categoria problema.

Mas de onde será que vem isso?

Qual a real intenção? O que faz com que meras contingências de uma vida atribulada sejam maximizadas e elevadas ao patamar de situações insolúveis, gerando sentimentos de tristeza, mágoa, raiva, ansiedade e pré-ocupação exageradas?

Dentre as diversas hipóteses plausíveis, algo me diz que estes pseudo-dramas têm uma única finalidade. Pode parecer exagerado de minha parte, mas vou tentar resumir em uma só frase. Lá vai: “As pessoas não têm problemas. Elas querem atenção”. Desculpe se você discorda, mas fica cada vez mais evidente que o que as pessoas sentem é algo chamado carência. Sim, sentem carência de atenção, de serem ouvidas e de que alguém que lhes dê a atenção que julgam merecer. Quando conseguem a atenção de alguém, simplesmente a solução mágica aparece.

Exagero?

Então, pense em pessoas que você conhece, principalmente aquelas que vivem reclamando da vida, de tudo e de todos, e analise se há motivos para isso ou se elas estão super dimensionando os problemas que têm. Infelizmente o que estas pessoas não percebem é que, em uma escala muito sutil, a sistemática e repetitiva ênfase nos obstáculos da vida acaba deixando-as em uma situação onde se torna costume lidar com problemas. E quando percebem, não conseguem sair mais deste triste ciclo.

Fique atento em qual das categorias você se enquadra e evite cair nesta armadilha.

Autor: José Carlos Carturan Filho

Dificuldade em tomar decisões: Posso, devo, quero

Posso, devo, quero

Posso, devo, quero… Sempre pensei muito nisso: na dificuldade em tomar decisões que o ser humano tem.

Escolha Imagens – Download Grátis no Freepik Dificuldade em tomar decisões

É fato que alguns têm mais dificuldade em tomar decisões que outros. Para alguns a indecisão é um dos grandes adversários e oportunidades são desperdiçadas pela hesitação. E minha dúvida era sobre qual afinal seria o motivo disto acontecer.

 

Por que temos dificuldade em tomar decisões?

Creio que basicamente porque as decisões e outras circunstâncias da vida das pessoas se dividem em uma tríade: o que querem, o que devem e o que podem fazer. Pode reparar. Há coisas que as pessoas querem fazer e, às vezes, até podem, têm a chance de fazê-la, mas no fundo sabem que não devem. Muitas vezes, ainda assim, fazem e as consequências podem ser desastrosas.

Um exemplo dentre dezenas? Beber e dirigir. Por mais que as leis impeçam, o livre arbítrio às vezes libera. Há aquelas outras coisas em que as pessoas podem fazer, devem fazer, mas não querem… Exemplos? Fazer exercícios físicos, parar de falar mal da vida alheia, entre outros.

Há também aquelas que as pessoas querem fazer, devem fazer, mas não podem. Por quê? Muitas vezes porque alguns comportamentos como timidez, insegurança, as limitam. Não podem? Pois é… Muitas vezes, os comportamentos literalmente impedem alguns de realizar coisas.

 

O mais complexo…

O mais complexo nesta situação toda é conseguir conciliar estes três fatores: o que podemos, devemos e queremos fazer, ao contexto. Porque o contexto é formado pelo ambiente externo e suas normas, leis e padrões de moral e ética e pelo ambiente interno que é o universo particular que existe dentro de cada um de nós.

Às vezes, quando internamente as pessoas se sentem preparadas para tomar uma decisão, o ambiente externo e suas leis a impede. E, cá entre nós, muitas vezes isso é ótimo. E em outras, o ambiente externo é até propício, mas as leis internas, normalmente calcadas em valores e crenças pessoais acerca do mundo e de si mesmo, não deixam que esta decisão seja tomada. O que tudo isto tem de importante?

Talvez você nem imagine o quanto. Muita gente sofre demais por ser indeciso por ter tanta dificuldade em tomar decisões. Pode acreditar. Alguns simplesmente não conseguem tomar nem pequenas decisões e acabam ficando a mercê das circunstâncias da vida. Ou pior, das decisões que outras pessoas tomam por elas.

Normalmente as decisões mais acertadas ou ao menos as mais éticas são aquelas que estão ligadas ao que podemos, devemos e queremos fazer. Infelizmente, nem sempre estas três variáveis são contempladas simultaneamente. Mas, não deixe que isto atrapalhe suas escolhas. Mesmo porque, pior do que tomar a decisão errada é não tomar nenhuma decisão.

Autor: José Carlos Carturan Filho

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