+55 (11) 2626-0211
+55 (12) 3302-0111
+55 (12) 99111-7601
contato@ellevendh.com.br

FALSAS NECESSIDADES

Nesta semana, bem corrida diga-se de passagem, emendei um papo muito bacana com uma grande amiga sobre algumas questões bem interessantes.

Falamos sobre a questão dos desejos do ser humano e dos objetos ou meios que são utilizados para preencher, atender tais necessidades, na maioria das vezes, falsas. Não por coincidência me deparei com um texto de um mestre zen chamado Osho, que atribui grande parte das dificuldades que sentimos ao ‘conflito – sentir x pensar’. Acompanhe o texto abaixo:

‘O seu sentimento e o seu pensamento tornaram-se duas coisas diferentes e este é o problema básico. Aquele seu lado que pensa e aquele seu lado que sente tornaram-se dois e você identifica-se com a parte que pensa e não com a parte que sente.

E sentir é mais real do que pensar; sentir é mais natural do que pensar.
Você nasce com um coração que sente, mas o pensamento é cultivado, ele é-lhe dado pela sociedade. E o seu sentimento tornou-se algo suprimido.

Mesmo quando você diz que sente, você apenas pensa que sente. O sentimento tornou-se morto e isto aconteceu devido a determinadas razões.

Quando uma criança nasce ela é um ser que sente; ela sente coisas, mas ela ainda não é um ser pensante. Ele é natural, como tudo o que é natural, como uma árvore, um animal. Começamos, entretanto, a moldá-la a cultivá-la. Ela terá de suprimir os seus sentimentos, ou se isto não acontecer, estará sempre com dificuldades.

Quando quiser chorar, não poderá fazê-lo, pois os seus pais a censurarão. Será condenada, não será apreciada e nem amada. Não será aceita como é. Deve comportar-se de acordo com determinada ideologia, determinados ideais. Só então será amada.

Do modo como ela é, o amor não se destina a ela. Só pode ser amada se seguir determinadas regras. Tais regras são impostas, não são naturais.

O ser natural dá lugar a um ser suprimido e aquilo que não é natural, o irreal é-lhe imposto.
Esse “irreal” é a sua mente e chega um momento em que a divisão é tão grande que já não se pode mais ultrapassá-la.
Você esquece-se completamente do que a sua verdadeira natureza foi ou é.

Você é um falso rosto; o semblante original perdeu-se. E você também receia sentir o original, pois no momento em que o sentir toda a sociedade se voltará contra si. Você, portanto, coloca-se contra a sua natureza real.

Quando elas são suprimidas, você passa a criar necessidades simbólicas. Por exemplo, você pode começar a compra cada vez mais coisas, enchendo-se de novos itens, e nunca sentir que é o bastante.

Você pode continuar comprando; posto que a necessidade é falsa, ela jamais poderá ser preenchida. E vivemos entregues a falsas necessidades. Por isso não há realizações.

Logicamente o raciocínio não está restrito ao ato de comprar, mas diz respeito aos subterfúgios que nós seres humanos usamos no dia a dia. Explica muita coisa, não é?

TURMA 27 | ODISSEYA I – A BUSCA DO HERÓI

Realizamos no último final de semana os dias 18, 19 e 20 de setembro de 2015, mais uma jornada em busca do herói pessoal: Turma 27 – Módulo I de Liderança Pessoal – Odisseya – A Busca do Herói.

 

Dias repletos de energia, aprendizados, esperanças renovadas e novos comportamentos a praticar. Uma turma surpreendente, conectada e poderosa…

 

Nós, da Elleven Treinamentos, agradecemos muito a cada treinando pela disponibilidade durante todo o processo e em especial aos nossos PADRINHOS e MADRINHAS pela presença.

 

Vocês são GIGANTES! Muito obrigado a todos!

 

Vejam como foi nosso final de semana, clicando na imagem abaixo para ver a Galeria de Fotos.

 

YAAA!!

odisseya1_t27_blog

SOMOS TODOS SERES COMPLEXOS

Não adianta fazer de conta que é todo organizado, que é totalmente ciente das decisões que toma e ficar zangado quando algo não sai muito bem como você planejava. Somos únicos em nossas virtudes, defeitos e elucubrações. E percebemos as coisas ao nosso redor de modo extremamente particular. E ponto.

 

E para complicar só mais um pouquinho, apesar de sermos fisicamente concretos, somos seres totalmente abstratos, moldados por meio de conceitos familiares, educacionais e religiosos do certo e do errado, com base em idéias e lógicas oriundas de gerações passadas.

 

Isto já seria preocupante, mas a dimensão deste equívoco no processo de estruturação da personalidade humana é muito maior. Tentam nos criar de forma lógica, mas somos essencialmente emocionais.

 

Isto gera um ‘colapso interno’. Nos deparamos constantemente com sentimentos e pensamentos que depõem contra o nosso sistema de crenças, ou aquilo que aprendemos a achar que é o correto. Sentimos raiva de alguém e em uma fração de segundos, lá está o nosso sistema de crenças dizendo que “é feio sentir raiva”.

 

O resultado? Conflito. Afinal penso e sinto algo que aprendi que é errado, que é desaprovado pela ‘moral e os bons costumes’. E isto gera culpa. E a primeira coisa que fazemos é tentar sufocar este pensamento ou sentimento, sem nos questionar o que aquilo quer nos mostrar.

 

Contudo, o que ‘não queremos olhar, ganha uma força extra’. Se você já fez regime e neste período encontrou ‘pelo caminho’ um brigadeiro ou uma lasanha entende o que estou falando. Talvez tenhamos de admitir que somos tão instintivos quanto nossos ancestrais. Ou será que nunca fez ou disse algo por impulso, tomado pela emoção, seja ela qual for?

 

A verdade é que somos seres complexos, repletos de pontos cegos, ângulos escondidos e sentimentos inconfessáveis, difíceis de admitir conscientemente. Somos a eterna batalha entre instintos e princípios, diversas faces de um mesmo personagem. Somos diferentes dilemas de nós mesmos, incomodados pela dificuldade imensa em determinar onde termina a nossa busca do prazer e começa a fuga da dor.

 

Somos vítimas de um poderoso algoz interno que, por fazer parte de nosso eu, e saber exatamente em que acreditamos age de forma impiedosa e cruel, procurando esconder nossas feridas e cicatrizes, mas para isto deixando expostas nossas maiores fraquezas e receios.

 

Somos a imensa distância entre o enredo que idealizam para nós e o espetáculo que estamos dispostos a encenar. Podemos em fração de segundos passar de indefesos cordeiros a astutas raposas. Podemos ser ao mesmo tempo a síntese e a antítese, porque simplesmente somos assim, brutos contrastes entre os aprendizados passados, anseios futuros e um fugaz presente.

 

Jung já afirmava que ‘somos muito mais do que o uno que imaginamos ser’. E todo este contexto está, para o bem ou para o mal, atrelado ao nosso arraigado sistema de crenças. A pergunta é: Em que você acredita? Isto é o mundo real ou a forma pela qual você escolheu interpretá-lo? Saber isto pode ser determinante para que você consiga aquilo que quer e principalmente pare de sofrer.

DEIXAR PARA TRÁS

Talvez um dos grandes desafios em nossa vida seja o de tirar aprendizados das situações em que vivemos. É possível que todos já tenhamos passado por isso. Muitas vezes essas coisas acontecem e marcam muito nossa história. Há inclusive uma frase que diz que ‘quem aprende com os próprios erros é inteligente e quem aprende com os outros é sábio’.

 

Pois bem. O fato é que muitas pessoas não apenas não conseguem aprender nem com seus erros e nem com o dos outros e além disso passam um bom tempo ‘ruminando’ aquele sentimento ruim.

 

Há pessoas que simplesmente tornam o sentimento ruim que nutrem pelos outros um combustível para viver. Vale a pena? Talvez até valesse caso esse sentimento negativo se transformasse em mola propulsora para seu próprio desenvolvimento. Até conheço algumas  pessoas que se ‘beneficiaram’ disto. Usaram a tristeza, o rancor para provarem para os outros e para si mesmos que seriam capazes de superar dificuldades, dissabores.

 

Contudo, é uma estratégia perigosa. Primeiro porque provar as coisas para os outros não leva a nada. O ideal é que consigamos fazer as coisas por nós mesmos e por pessoas que amamos. O segundo motivo é que isso pode se transformar em uma armadilha. Muitas pessoas acabam se perdendo no caminho.

 

Você já parou para pensar nisso? Conhece alguém que passa ou passou uma boa parte da vida remoendo situações que já fazem parte do passado? Pois é. Complicado. E você tem esse sentimento por alguém ou por alguma situação?

 

Seja franco. Há alguém por quem você ainda guarda alguma mágoa? Reflita. Isso pode estar atrapalhando demais sua vida. Tanto no que diz respeito à parte dos seus relacionamentos quanto na parte referente à sua saúde. Pode parecer bobagem, mas a amargura e a chateação constante com fatos do passado acabam atrapalhando seu desenvolvimento. Há estudos que comprovam que pessoas rancorosas, mal humoradas e pessimistas são mais susceptíveis a doenças como diabetes, derrames, infartos e outras tão ou mais graves. (Leia também a Cura Mente – Corpo)

 

Ainda assim, há outras implicações nessa situação. Acabamos entrando em círculos viciosos e não nos damos conta disso. Vamos ficando mais retraídos, em nossos próprios pensamentos, nos afastando das pessoas e passamos a generalizar acreditando que a maioria das pessoas é parecida com ‘aquela’ por quem você nutre antipatia.

 

Tudo bem, concordo que muitas vezes não é tão simples. Nos sentimos agredidos, desrespeitados e isso torna difícil a tarefa de levar as coisas com leveza e serenidade. É importante que consigamos fazer essa autoavaliação. Procure jogar fora sentimentos que te fazem mal. Livre-se desse peso desnecessário. Já diz a sábia frase que “sentir mágoa é como tomar veneno e querer que o outro morra”

 

E seja sincero consigo mesmo. Lembre-se: quando olhamos para o passado e sentimos rancor, raiva ou mágoa é porque ainda não tiramos o real aprendizado daquela situação. E ainda estamos dominados pelo EGO. Você já aprendeu a deixar para trás?

A ALEGRIA EM UM BALÃO DE CRIANÇA

Você já viu um balão de criança. E muito provavelmente você já tenha inclusive passado aquele barbante em seu pulso e tomado cuidado para que seu balão não fosse embora em direção ao céu.

 

Passamos apressados pelos parques, preocupados com o problemas e quase não reparamos, mas os vendedores de balão continuam em todos os cantos, nas esquinas, no shopping, com balões de princesas, de personagens da moda ou até mesmo alguns aviões e carrinhos.

 

Muito se diz sobre a inocência das crianças, que devemos aprender com elas a verdadeira forma de viver a vida mais leve. Além disso, devemos principalmente nos lembrar da alegria em olhar pra cima e ver um balão flutuando e nos acompanhando para todo lado. Você já reparou em uma criança que acabou de ganhar um balão? Já viu um sorriso sincero enquanto ela observa seu lindo e especial personagem flutuante? Algo que pra nós talvez seja banal, um pedaço de plástico que não custa muito, pra elas proporciona é fonte de alegria e diversão que não tem fim.

 

Quando crescemos os balões continuam lá, e por vezes deixamos muito deles subirem e desaparecerem sem nem vermos de qual formatos eram. O segredo da vida é estar atento para perceber os momentos mágicos que irão compor nossa história e aproveitá-los ao máximo, a maioria destes momentos não custam dinheiro e nem precisam de grandes cenários, mas tem como ingrediente principal… você!

 

O fato de saber que nada na vida é eterno e que o tempo passa pra todos não é uma visão pessimista, mas é o empurrão para que você acorde todo dia disposto a amarrar em sua história todos os balões que a vida coloca em seu caminho. Por isto, pule, grite, aproveite cada momento e principalmente se permita ver alegria na simplicidade, na simplicidade de um abraço, de uma conversa ou de um momento com quem você ama.

 

Da próxima vez que você sair na rua, procure por uma criança com um balão e observe sua alegria, isto ajudará você a perceber os balões que flutuam em seu próprio caminho, sorria e aproveite 🙂

 

PAPÉIS

Pode parecer uma comparação simples demais. Mas, talvez seja uma das mais fáceis de ser compreendida. Nossa vida se parece com um filme.

Há um enredo, um Diretor que assiste e nos dá as diretrizes ‘lá de cima’. Existem também cenários diferentes, personagens que fazem parte do elenco principal, alternâncias (às vezes bruscas) de contexto. De aventura para drama, de suspense para romantismo, comédia e até alguns momentos de terror.

Esses enredos vão mudando, às vezes construídos criteriosamente como se fosse uma trilogia ou uma saga. Em outros mudam com velocidade vertiginosa, deixando sem fôlego quem participa da trama. Em certas passagens, a trama está traçada e o Diretor não admite mudanças. As coisas estão nas mãos Dele e Ele às vezes tira de cena personagens que são essenciais na nossa história. Aliás, de forma geral, sabemos o final do filme. Nós também sairemos da história.

Entretanto, ao contrário do que muitos pensam, O Diretor fica muitas vezes esperando qual papel nós queremos encenar no filme. Sim, meu caro, seu papel no filme da SUA vida talvez não seja tão predeterminado quanto parece. Há no mínimo quatro alternativas para que você possa escolher e sua escolha sim, incidirá diretamente no enredo do filme.

E talvez você esteja se perguntando: afinal quais são esses tais papéis que posso encenar no filme da minha vida?

Lá vai. O primeiro deles é aquele que foi reservado para você e só para você, mas que ainda assim muitas pessoas insistem em não assumir. O papel se chama PROTAGONISTA. Para encená-lo, basta tomar definitivamente as rédeas das suas decisões e saber que elas são determinantes no final do filme.

O segundo, algumas pessoas, sem perceber vivem encenando. São COADJUVANTES da própria história. Contentam-se em ficar em segundo plano, relegando as decisões, as sequências do filme a outras pessoas, esperando que elas decidam e simplesmente participando disso. Aparecem de vez em quando, quando deveriam aparecer em todas as cenas.

O terceiro papel, não menos comum, é o papel de FIGURANTE. Muitas pessoas o encenam e deixam a trama correr apenas vez ou outra interagindo com os que se tornam os atores principais. Podem ser familiares, cônjuges, líderes. Acham que só se esses outros personagens assumirem o posto principal o filme andará bem. Não ousam aparecer e ficam dependentes dos outros para que a história se conclua. Acabam ficando sem saber qual rumo devem tomar.

E por último, uma função que talvez nem seja um papel, mas que muitos acabam assumindo no filme de suas próprias vidas. O de ESPECTADOR. São aqueles que simplesmente abdicam do poder de decisão que possuem e ficam apenas e tão somente…vendo a vida passar. São aqueles que olham sua própria vida, como se estivessem apenas a mercê do Grande Diretor ou como se o sucesso de bilheteria dependesse apenas dos demais participantes do filme. Não escolhem, não decidem. Apenas assistem a tudo e acham que estão ao sabor da sorte, sem perceber que só eles podem intervir e mudar o gênero do filme, caso o atual esteja desagradando.

Não adianta apenas contar com o Diretor. ELE sempre orienta, mas não adianta se você não se dispuser a atuar como protagonista. E você, atualmente está em qual dos papéis?

A “FAXINA” INTERIOR

Para nossa casa ficar arrumada e linda, não adianta empurrar a poeira pra debaixo do tapete e nem entulhar as gavetas pra esconder a bagunça.

Quando queremos fazer uma boa faxina esvaziamos os armários, jogamos fora tudo o que não nos serve, tiramos o pó e aos poucos vamos recolocando as coisas no lugar, uma dessas faxinas não é possível fazer em poucos minutos, levamos algum tempo pra conseguir organizar tudo.

E com a gente, porque fingimos que não precisamos dessa “faxina” interna, evitamos falar de algo que nos machuca, relutamos em jogar fora aquilo que não nos serve mais, ou pior nos fere, pesa em nossos ombros, não nos acrescenta nada de bom. Muitas vezes esses “entulhos” de nossa vida nem são nossos.

É dolorido, não é algo fácil, mas é preciso fazer essa limpeza interna, abrir todas as gavetas, colocar pra fora, tudo que nos sufoca, nos tira o brilho e emperra nossa vida. Quando entramos em contato com nosso interior descobrimos coisas bem ruins, e só tendo contato com essas “tranqueiras” é que percebemos o quanto elas ocupam espaço dentro de nós, o quanto são pesadas. Em alguns, casos olhamos e pensamos: “Porque estou guardando mesmo isso!” e é nesse momento que começamos a nos livrar, nos libertar de tudo o que não nos serve mais.

E não existe melhor sensação do que a de liberdade, a leveza e o desapego de tudo aquilo que nos trava. Quando uma “faxina” interior é feita além de nos libertar do ruim também nos traz a grata surpresa de encontrar tudo o que de mais belo e brilhante existe dentro de nós e esse reencontro é ainda mais gratificante.

E somente conseguiremos colocar coisas boas em nossas vidas se nos livrarmos de tudo que não nos serve e ocupa um espaço precioso dentro de nós. Quando fazemos essa arrumação em nosso interior é que nosso exterior se torna ainda mais belo, afinal refletimos o que está dentro de nós.

Só há um detalhe nisso tudo. Não é o tipo de serviço que possa ser terceirizado. Ninguém pode fazer isso por nós. É uma responsabilidade e acima de tudo uma atitude de nobreza e determinação que temos de ter conosco. Essa é limpeza mais importante e fique tranquilo…

Não existe um período mínimo pra se fazer. Contudo, quanto mais fazemos mais aprendemos a não “sujar” e não deixar que outros deliberadamente sujem nossa moradia interna. Uma coisa é certa, para o bem e para o mal. A cada limpeza feita nos conhecemos ainda melhor, e esse é o grande segredo para a felicidade.

CONHEÇA AS PRINCIPAIS LINHAS TERAPÊUTICAS E DECIDA QUAL A MELHOR PARA VOCÊ

Se você já procurou por algum profissional da minha área, já deve ter visto que alguns psicólogos são psicanalistas, outros Junguianos, outros trabalham com psicoterapia breve, psicoterapia cognitivo comportamental, outros com Gestalt-terapia, outros com a Hipnose ou PNL (como eu).

… Mas afinal, qual é a melhor para você? Qual linha de terapia você deve buscar???

Primeiro acredito ser importante ressaltar que estas diferentes linhas terapêuticas são as especializações dos psicólogos, que as escolhem muitas vezes por identificação pessoal. O que é importante salientar é que indenpendente da linha que o psicólogo segue nos processos terapêuticos, todas possuem o mesmo objetivo em comum: “Ajudar” e “acolher” quem nos procura e desenvolver um profundo sentimento de bem estar. Além disso, todas as linhas têm o seu mérito e buscam os resultados para os diversos tipos de sintomas, como por exemplo: Estress, ansiedade, depressão, fobias, traumas, dificuldades nos relacionamentos, entre outros.

Os diferenciais estão nas técnicas utilizadas, o que determinará a conduta do psicólogo e o tempo do processo terapêutico.

Pretendo neste texto, transmitir algumas informações sobre as mais conhecidas:

Psicanálise: Surgiu através do conhecido Freud. Relacionamos esta linha ao uso do divã no consultório, porém, atualmente muitos psicanalistas deixaram de usá-lo. A técnica de psicanálise busca o autoconhecimento através das associações livres. O paciente fala sobre o que tem vontade ao psicanalista, e este por sua vez, escuta e analisa o significado inconsciente das palavras, ações, sonhos e fantasias de quem os procura. Normalmente a sessão leva 50 (cinquenta) minutos e pode ser realizada mais de uma vez por semana. O tempo do processo terapêutico, varia caso a caso, podendo levar alguns anos. É comum ouvir dizer que uma pessoa está em analise durante 7 (sete) a 10 (dez) anos. Outra informação é que nem todos os psicanalistas são psicólogos. Eles podem ser médicos psiquiatras, matemáticos, físicos ou com qualquer outra formação superior.

Junguiana: Carl Jung foi discípulo de Freud, até desenvolver a sua própria psicologia analítica. Seu interesse são os arquétipos. Segundo Jung temos diferentes tipos dentro da nossa personalidade, e a proposta desta linha terapêutica é a reconciliação dos mesmos. Essa linha é indicada para pessoas com traços ou transtornos de personalidade que causam prejuízos em sua relações interpessoais de modo geral. O tempo do processo também varia de caso a caso. As sessões são semanais em 50 (cinquenta) minutos de duração.

Psicoterapia Cognitiva Comportamental: O psicoterapeuta cognitivo investiga as crenças negativas que as pessoas possuem sobre si mesmas, ajudando o paciente a perceber e corrigi-las para o seu estado melhorar, utilizando diversos tipos de questionamentos. O foco principal na psicoterapia está em descobrir como os problemas (atuais ou não) interferem na vida da pessoa e ajudar a desenvolver maneiras de lidar com eles. O tempo do processo terapêutico com este tipo de terapia costuma ser mais rápido, em aproximadamente 6(seis) meses. Porém tudo depende do problema da pessoa e da forma como ela evolui no tratamento. O processo é semanal com 50 (cinquenta) minutos de duração.

Gestalt terapia: Foi criada por Fritz Perls junto à um grupo de psicoterapeutas na década de 50, propôs uma terapia que fosse focada no tempo presente, “no aqui e no agora”, sem muitas interpretações sobre o passado como propõe a psicanálise por exemplo. Esta terapia trabalha as experiências da pessoa englobando: corpo, sentimento, sensações, emoções, pensamentos, sonhos, fantasias, tudo o que esta presente no momento da terapia e na vida. O tempo total do processo depende de caso a caso, é semanal com 50 (cinquenta) minutos de duração.

Hipnose: A psicoterapia com a Hipnose é uma terapia personalizada e específica. Ela entende que por mais que existam semelhanças entre os humanos, a interação e a interpretação que fazemos do mundo é única. Por isso ela é feita sob medida para cada paciente. O terapeuta busca conhecer as palavras, os recursos que os pacientes querem obter para lidar com a situação e as utiliza nas induções hipnóticas, de forma que a mente inconsciente capte e possibilite criar novas maneiras de pensar, de obter novos aprendizados e assim, obter novas experiências na vida. A hipnose é rápida e eficaz e os resultados poderão ser sentidos nas primeiras sessões. As sessões podem ser semanais ou quinzenais com duração de 1 hora e 40 minutos;

Psicodrama: A psicoterapia com o uso do psicodrama se dá através de dramatizações dos papéis que as pessoas desempenham em seu dia-a-dia. Papéis como pai, mãe, filho(a), líder, empregado, marido/esposa e etc no meio em que se vive. Este tipo de terapia entende que uma maneira de conhecer a si próprio e aos outros, é entender a forma de comportamento assumido em cada papel e como vem agindo nesse meio. O tempo do processo também é variável.

Como você pode notar, cada especialidade tem suas particularidades, mas as premissas para os bons psicólogos são as mesmas: escuta terapêutica, sigilo, vontade em ajudar, acolhimento e amor ao ser humano.

Sua escolha pode ser pela linha terapêutica na qual você mais se identifica, porém o que é mais importante é a sintonia que você encontra no profissional. Se sentir à vontade com o psicoterapeuta é primordial para a obtenção de resultados.

O importante mesmo é procurar help em momentos onde se julgue necessário, ainda mais no mundo conturbado onde vivemos. Cuidar da mente é essencial para se ter uma saúde como um todo e ainda conquistar a tão querida “qualidade de vida”.

Nós psicólogos estamos aqui para isso!

Um grande abraço

PEDRAS BRUTAS

Cheguei a dizer em uma das colunas anteriores que algumas pessoas simplesmente não percebem tudo que se passa ao redor delas. Ouso até dizer que a maioria das pessoas se enquadra nesta categoria. Umas por completa comodidade, falta de iniciativa e pró-atividade e outras por desconhecimento e falta de informação.

 

Logicamente todos os tipos de aprendizado que obtemos são importantes, porém desta vez refiro-me aos aprendizados pessoais, voltados ao autoconhecimento que requerem alguns requisitos essenciais que transpõem capacidade técnica, conteúdo intelectual e sucesso profissional e financeiro.

 

Quer um exemplo do quanto isto é importante? Pessoas que têm destaque em seu ambiente profissional conseguem sucesso financeiro e tecnicamente exercem com maestria suas atividades. E ainda assim não se sentem felizes, plenas e realizadas. Conhece algum caso assim? Na realidade eles existem aos montes, espalhados por aí e em certas situações estão bem próximos a nós.

 

Esta busca pelo autoconhecimento existe desde a Grécia Antiga, há quase 4000 anos, onde no Templo de Apolo em Delfos estavam gravadas nas paredes as frases: “Conhece-te a ti mesmo” e “Vence-te se quiseres vencer”, atribuídas ao filósofo Sócrates.

 

A grande verdade é que em nosso caminho pela vida, durante percalços e conquistas estamos, percebendo ou não, buscando desenvolvimento. Somos semelhantes a pedras brutas, repletos de imperfeições e arestas que precisam a todo momento ser desbastadas.

 

Contudo, para que tenhamos a chance de trilhar este caminho é necessário que tomemos algumas atitudes e principalmente estejamos livres para buscar nosso verdadeiro propósito. É fundamental que estejamos dispostos a romper alguns paradigmas e nos livrar do fanatismo, das superstições, da ignorância e de vícios que fazem com que nosso caminho seja repleto de dissabores e dificuldades.

 

As arestas devem ser aparadas incansável e constantemente com base em virtudes nobres, princípios firmes e propósitos dignos para que em algum momento esta pedra bruta transforme-se em pedra polida.

 

O autoconhecimento requer retidão, postura exemplar e principalmente uma incessante busca pelo equilíbrio nos quesitos que compõem nossa verdadeira essência. Este conceito é tão relevante que vem sendo difundido há milênios pelos mais importantes e iluminados seres humanos que passaram por este planeta. Há trechos que ressaltam esta importância nos livros sagrados das principais religiões do mundo como a hinduísta, judaica, muçulmana e cristã.

 

O tal “Vence-te se quiseres vencer” refere-se aos desafios diários que enfrentamos para não nos deixar influenciar por tantas situações que colocam à prova o famigerado livre-arbítrio de que tanto se fala e que em tão poucas vezes é exercido com a devida importância e respeito a si mesmo ou aos outros. Certamente o autoconhecimento é o primeiro passo para transformar cada um de nós em pedras polidas, que juntas servirão para edificar uma nova realidade livre, justa e fraterna.

O TEMPO DE DEUS

Talvez, dentre tantas classificações, possamos dividir os seres humanos em duas categorias.

A primeira seria a dos que vieram ao mundo a passeio. Não se preocupam com nada, não estão nem aí com as coisas, não tem objetivos definidos. É muito provável que estes não sofram, mas é mais provável ainda que façam os que convivem consigo sofrer. São desinteressados, displicentes, acomodados.

E a outra categoria é a dos que buscam algo na vida. Têm sonhos, objetivos, sabe que há algo a ser feito por si mesmo e pelos outros. O fato é que os que se enquadram nesta segunda categoria, como eu e grande parte das pessoas que conheço e convivo, correm sério risco de tocar o outro extremo desta linha. E começamos a cair nesta armadilha, quando ultrapassamos o suave limite entre manter as expectativas em relação ao que queremos e exageramos na dose, nos tornando assim, ansiosos.

Detalhe: quanto maior for o desejo, o sonho, o propósito, mais fácil é de sermos ‘tragados’ por este ‘furacão’ chamado ansiedade. Queremos que as coisas aconteçam, forçamos a barra, insistimos, insistimos mais um pouco, nos chateamos, nos decepcionamos, às vezes culpamos os outros, em outras culpamos a nós mesmos. As reações físicas aparecem, se tornam mais frequentes e podem até virar doenças sérias.

Mas, de nada adianta. Por mais que o planejamento exista e seja fundamental, muitas vezes, mesmo assim as coisas não acontecem exatamente COMO e QUANDO planejamos.

Há algo, no entanto, que insistimos em não perceber. Tudo acontece no momento exato. Quantas vezes pedimos uma oportunidade sem estarmos devidamente preparados? Quantas vezes sofremos por antecipação, esperando algo que queremos e depois recebemos algo bem melhor do que aquilo?

Entenda, não se trata de uma visão conformista, muito menos que não devamos buscar nossos objetivos. Simplesmente não adianta exigirmos que as coisas aconteçam exatamente quando queremos. A nós cabe trabalhar e cuidar das atitudes que estão ao nosso alcance.

Pois bem. Não adianta pressa. Nem ansiedade, nem sofrimento. O tempo que queremos as coisas, em muitas situações não é o tempo certo para conseguirmos. Simples: para que as coisas aconteçam, não existe o tempo que queremos. Existe o tempo certo. Existe o chamado ‘Tempo de Deus’. E se queres algo e isto não aconteceu, talvez seja porque não é o melhor para acontecer a você. Ou apenas porque não é ainda a hora certa para acontecer. Espera e confia.


Blog
30 NOV, 2017 | por José Carlos Carturan
Faça o seu Teste
Endereço
R. Letícia, 61 - Jardim Satelite, São José dos Campos - SP, 12230-840
Telefone
+55 (12) 3302.0111 +55 (11) 2626.0211
© 2017 Elleven Treinamentos. Todos os Direitos Reservados.                 R. Letícia, 61 - Jardim Satelite, São José dos Campos - SP, 12230-840

Newsletter

Insira seu email para receber dicas e artigos exclusivos da Elleven Treinamentos!

X