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COMPREENSÃO: O QUE MUDA JAMAIS VOLTA A SER COMO ANTES

Compreensão: O que muda jamais volta a ser como antes

Guarde esta máxima: “Você é o que você pensa”. Simples? Não, a equação não é tão simples assim. Se em seus pensamentos estão arraigados conceitos fortalecedores, menos mal. Se ao contrário, seus pensamentos estão repletos de crenças limitantes aí as coisas complicam. E complicam pelo simples fato de dificilmente você sentir-se preparado ou bom na medida certa para algo e este pensamento gera outro, extremamente desconfortável. Que é sobre o que você pensa que os outros acham de você. Compreensão!

E sabe o que mais? Mesmo quando você se compromete consigo mesmo a mudar, melhorar, substituir velhos hábitos por novos estes pensamentos atormentam. Normalmente conseguimos sim. A questão é que normalmente queremos resultados imediatos. Uma pessoa que precisa fazer dieta e que está há anos sedentária e descuidando da alimentação geralmente desanima a fazer o tal regime porque o emagrecimento é lento, gradual. Até aí sem novidades, talvez já tenha acontecido com você.

O fato é que em relação ao crescimento interior, esta premissa funciona exatamente do mesmo modo, com alguns agravantes.

Na maioria das vezes, estas mudanças são paulatinas e não acontecem bruscamente, mas sim de modo lento e quase imperceptível. Os antigos místicos diziam sabiamente que temos que nos acostumar com a claridade, antes de ver a Luz Maior.

Tanto a mente quanto o corpo começam a ser preparados para tal empreitada. Na mente padrões de pensamento, novas percepções, um ‘feeling’ diferente acontece. Estes novos padrões começam a refletir no corpo. Tudo isto começa a ser notado em nosso cotidiano quando, por exemplo, percebemos que algo que muito nos agradava passa a ter um menor significado. Ou quando o que antes nos incomodava agora não mais nos afeta. Quando valores antigos começam a ser substituídos e até mesmo pessoas e companhias que eram agradáveis, já não são mais tão atraentes.

Mas por que estas mudanças tão gratificantes são tão difíceis de ser assimiladas?

Simples. Porque as pessoas ao seu redor continuarão as mesmas e em muitos casos estranharão e não compartilharão deste novo modo de ver o mundo e as coisas, mesmo aqueles que  te amam.

Definitivamente não é possível restabelecer o ‘Velho Mundo’ no ‘Novo Continente’. O que muda jamais volta a ser como antes e aos poucos seus padrões antigos mudam. Estas diferenças e este afastamento ocorrem porque estas pessoas, estáticas no seu ‘Velho Mundo’ de referências e paradigmas antigos e obtusos sentem-se desprestigiadas e podem atrapalhar este caminho de desenvolvimento. Estas pressões servem apenas para salientar ainda mais as diferenças.

Não se detém quem passa a empreender tal jornada, pois quando se avista um horizonte mais amplo é difícil contentar-se com a maquete da realidade. Saiba que cada caminho é ÚNICO e PESSOAL. E que justamente por este motivo devemos exercer uma das grandes virtudes humanas em relação aos demais. A COMPREENSÃO. Compreender o que os outros pensam, sem, no entanto se afetar ou contaminar com isso. Chegar a este denominador comum é determinante para continuar a escalada de evolução pessoal.

Agonia do espírito

Por José Carlos Carturan

 

As coisas já não são mais como antes… Um ímpeto diferente passa a fazer parte do cotidiano outrora simples, um turbilhão de sentimentos invade uma realidade que até então se apresentava tranquila e uma necessidade visceral de buscar informações e conhecimentos toma conta da mente fazendo-a funcionar a 200 km/h.

Questionamentos passam a ser usuais e a vontade de saber, descobrir, aprender, buscar, passam a ser em certas situações os únicos companheiros de jornada. Sobre verdades até então absolutas começam a pairar deliciosas dúvidas. Paradigmas são derrubados sequencialmente, esmagados por uma sede incontrolável de avançar um pouco mais.

Novos horizontes são vislumbrados, a estrada da vida passa a ter uma nova dimensão, os propósitos têm de ser readequados. Um equilíbrio antigamente almejado chega agora a tomar vulto de empecilho ao desenvolvimento. As informações recebidas parecem insuficientes e servem apenas de estímulo a novas trilhas.

Assuntos que levam a outros, que levam a novas descobertas que nos mostram o quão pouco sabemos e o quanto de maravilhoso ainda há a ser explorado.

Tudo passa a fazer mais sentido, o senso crítico aumenta, a capacidade de arguir aflora e já não aceitamos tudo ‘goela abaixo’. Caem por terra verdades pré estabelecidas; dogmas embasados em terrenos arenosos e sem sustentação desabam como fileiras de dominós, afinal adquirimos a prerrogativa de raciocinar, pensar livremente, agir de acordo com nossa vontade e livres do medo que nos foi imposto há séculos com base em uma cultura forjada sobre o medo, a punição e a culpa.

Passamos a ver que podemos muito mais e que nossos limites somos nós que impomos. O horizonte fica mais amplo, há muito a ser conquistado. Uma estranha sensação de liberdade, que no início da até vergonha em sentir começa a fazer parte de nossa busca.

Ótimo sinal é quando outras pessoas começam a nos olhar como se estivéssemos fora de prumo, como se fossemos estranhos e nos atrevêssemos a viver fora do mundinho quadradinho que nos impuseram desde que nascemos.

No entanto, prepare-se: felizmente, é um caminho sem volta. Você não tolerará mais que as pessoas tentem te dizer que não é capaz, não aceitará qualquer bobagem que tentam te fazer crer e principalmente não se contentará com pouco. Com a mediocridade que assola e domina o mundo. Não se trata de sentir-se melhor que os outros. A questão é que você se permitiu ser diferente dos outros, o que por si só, já traz novas perspectivas.

E quanto mais buscamos, mais achamos. Quanto mais achamos, mais queremos e quanto mais queremos sentimo-nos estimulados, entusiasmados, esbanjando uma alegria e um sentido de alcançar novos horizontes.

Qual o nome disto? Meu sábio amigo José Orlando, que pelas citações feitas aqui já deve ser familiar também a você, denomina esta nossa vontade em buscar, de modo bastante positivo e peculiar. Chama-a de agonia do espírito. Já sentiu algo parecido?

 

Sobre a Decepção

Sempre recebo sugestões de amigos muito queridos para escrever sobre temas bem interessantes. Hoje vou abordar um tema também interessante, pelo qual nós todos já tivemos alguns minutos, horas, dias ou anos de desassossego. E aí é que está o cerne da questão. A reflexão e a decisão de quanto tempo levaremos este sentimento adiante. Mas de qual sentimento afinal estamos falando? Simples. Falamos sobre a decepção.

 

Mas afinal o que é decepção? De modo bem simples, para mim ‘decepção é a surpresa ao contrário’. Parece bem lógico, mas há algumas variáveis bem sutis em tudo isto. Justamente porque a decepção está diretamente ligada às expectativas que nós temos do outro e que este outro, ou não tem potencial ou não está comprometido suficientemente para atender.

 

Isso abre mais uma janela para discussão, sobre um erro bastante recorrente em nossa vida que acontece quando há uma lacuna e estamos ansiosos para que ela seja preenchida.

 

Quantas pessoas não se sentem sós e acabam ‘amarrando o burro’ em uma pessoa que projetam ter os predicados que buscam, mas que na verdade está mais para sapo do que príncipe? E no trabalho? Quantas vezes vislumbramos que aquela é ‘a pessoa certa’ para determinada função, ainda mais se a função diz respeito a um ponto nevrálgico da organização e no dia a dia fica bastante claro que os atributos e a conduta estão bem aquém do esperado? Isso fica ainda mais fácil de acontecer, em ambos os casos, quando a pessoa fala e demonstra ser exatamente aquilo que almejávamos. Pronto.

 

Porém se formos analisar friamente, quais as maiores causas da decepção?

 

Certamente, a primeira delas é ter de admitir para si mesmo que errou (e às vezes erramos feio) e suas percepções estavam equivocadas. E somado a isto o nível de decepção é diretamente proporcional aos compromissos assumidos pelo outro e aos nossos valores pessoais que foram diretamente atingidos. Bob Marley, um dos ícones da cultura alternativa e que, conduta pessoal à parte, foi um dos grandes nomes da música internacional dizia a respeito da decepção: “Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas. O tempo passa. E descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!” Pode ser.

 

No entanto, prefiro adotar a definição do sábio chinês Confúcio, que dizia “Exige muito de ti e espera pouco dos outros. Assim, evitarás muitos aborrecimentos”. Este sim, um grande conselho. As decepções às vezes nos custam bem caro, mas são extremamente válidas, pois geram aprendizados. Aprendemos que devemos afinar ainda mais a sintonia do nosso ‘radar’,  estar atentos a discursos vazios, nos lembrar que são poucos que mantém o antigo (e salutar) hábito de honrar a palavra e principalmente nos lembrar que não são todos os seres humanos que dão a mesma relevância à palavra COMPROMISSO.

 

Em suma, a decepção é um sentimento que reside dentro de nós e jamais deve ser creditado aos outros. E isto é muito bom, porque no final das contas, a decisão em mantê-lo ou não conosco está em nossas mãos.

Use o Neuromarketing como diferencial

Você provavelmente já ouviu falar em Neuromarketing. Mas, o que importa é que tendo ou não ouvido falar a respeito, você vivencia experiências provocadas com base nesta ciência e você também pode usá-lo como diferencial em seu trabalho. Veja:

Você entra em um shopping e percebe um aroma agradável. Passeia por corredores amplos e com chão meio liso e encontra vitrines criteriosamente preparadas. Entra na loja e está tocando uma música alta e vibrante. Sem se dar conta, acaba envolvido por essa atmosfera, olha os produtos, até compra algo (que às vezes não precisa realmente) e volta para os corredores sentindo aquela sensação de satisfação. Olha ao redor em busca de um relógio, mas não encontra nenhum.

Não está com fome, mas passa por aquela rede de fast food com cores vibrantes e seduzido pelo cheirinho agradável, sente um “apetite momentâneo”. Então, você conversa consigo mesmo e conclui que já abusou nos últimos dias. Negocia ‘internamente’ e opta por comprar apenas um sorvete de casquinha.

Antes de ir embora resolve dar uma conferida naquela loja de departamentos que vende DVDs, CDs, chocolates, roupas, videogames, eletrônicos e celulares. Acaba novamente pegando um ou dois itens que achou ‘baratinho’ e vai para uma fila de ‘caixas rápidos’, agora com corredores estreitos e onde existem nos dois lados outros produtos tentadores (para as crianças principalmente) como chicletes, mais chocolates, revistas e algumas ‘ofertas imperdíveis’. Coloca mais algumas dessas coisas no cesto de compras, espera um bocado na fila e comenta com as pessoas que não entende porque “com tantos caixas, apenas dois estão atendendo”. Pois bem, os parágrafos anteriores apenas comprovam que em poucos momentos você foi atraído por diversas estratégias de uma poderosa ferramenta chamada Neuromarketing.

Criado na Holanda no início da década de 90 e aperfeiçoado na Universidade de Stanford nos EUA o Neuromarketing tem a característica de conciliar conceitos do Marketing com fundamentos da Neurociência. Isso mesmo: atualmente os profissionais pesquisam como o nosso cérebro funciona e com base nesses dados montam estratégias para divulgar produtos e atrair clientes.

Ou será coincidência que as maiores redes de lanchonetes fast food, as cervejas campeãs em vendas e o refrigerante mais consumido no mundo têm a cor vermelha predominante em seus logotipos e embalagens? Claro que não. O vermelho ativa áreas cerebrais que nos estimulam a ter comportamentos que levam a comprar, às vezes por impulso.

Já se comprova que tomamos mais de 90% das nossas decisões baseados em nossos sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) e emoções. Sons, odores, imagens, cores, texturas, são minuciosamente escolhidos com o objetivo de nos atrair e levar ao ato de consumir. Muito pouco do que decidimos passa por um processo racional de escolha.

Mas essas estratégias estão reservadas a grandes empresas, que podem investir pesado? A boa notícia é que não. Geralmente medidas simples, já trazem grande diferença no resultado final. Ações que façam com que o cliente tenha em seu estabelecimento sensações e sentimentos positivos. Cores agradáveis, um cafezinho fresco, música suave, recepção confortável e um atendimento cordial já são bons começos.

A propósito: os corredores de shoppings e supermercados são normalmente largos e tem piso bastante liso para que você não ande muito rápido e possa olhar as vitrines e não existem relógios nestes ambientes para perdermos a noção do tempo que estamos lá dentro.

Com algumas pequenas atitudes e mudanças em seu ambiente de trabalho você pode gerar grandes diferenciais. Use o Neuromarketing a seu favor. Sucesso!!

O Poder da Escolha (um exemplo de superação)

Hoje vou compartilhar um desafio que enfrentei há alguns anos e retrata o poder da escolha em nossas vidas. Fui falar de algo que apesar de importante não fazia parte do cotidiano das pessoas para quem fui palestrar. Eu tinha que fazê-los perceber em cerca de uma hora e meia que não importava qual era a situação naquele momento, a mudança estava diretamente ligada às escolhas que fizessem.

 

Palestrei em uma escola pública sobre ‘Atitudes para o sucesso profissional’.

 

Apesar de já ter encarado plateias grandes e extremamente exigentes, falar para alunos é totalmente diferente. Por dois motivos: o primeiro é que ter de quebrar a referência que há do professor que fala na frente, normalmente implorando a atenção do aluno que em grande parte das vezes apresenta uma postura desrespeitosa. Saliento que estudei toda minha vida em escola pública, ou seja, não há preconceito algum, apenas sei como as coisas funcionam.

 

E depois, falar para turmas do ensino médio, cerca de 300 jovens, de origem humilde em sua maioria e que em muitas situações não possuem perspectivas de futuro muito animadoras. Pois é. Eu já adiantei ali em cima. Percebeu o desafio? Falar de algo que apesar de importante não faz parte do cotidiano destas pessoas e fazê-los perceber em cerca de uma hora e meia que não importa qual é a situação atual, a mudança está diretamente ligada às escolhas que fazemos.

 

O tiro certo

 

Minha tática foi buscar alguém, alguma história diferente dos exemplos convencionais, alguma situação de ‘gente como a gente’, uma pessoa comum, que venceu apesar das adversidades.

 

E o tiro foi certo. Lembrei-me da história de uma pessoa que para mim representou um exemplo de superação. Ubirajara Gomes da Silva. Ubirajara vivia nas ruas da cidade do Recife, fazia pequenos serviços na região e guardava parte do dinheiro arrecadado para fazer suas inscrições para prestar concursos públicos. Lia jornais de dias anteriores, estudava em bibliotecas públicas e teve dificuldades de concluir o ensino médio, porque não conseguia efetuar a matrícula na escola. O motivo? Obviamente não possuía comprovante de endereço.

 

Após insistir e concluir o ensino médio, o rapaz prestou alguns concursos públicos e foi aprovado para o Banco do Brasil em 2007, entre 171 classificados, para o posto de escriturário na cidade de Recife. Detalhe: Havia 19 mil inscritos, ou seja, uma concorrência de 111 candidatos pela vaga.

 

Minha intenção era deixar claro que qualquer um de nós, não importa as adversidades que enfrentemos temos a possibilidade de reverter o quadro. E há muitos ‘Ubirajaras’ entre nós. Certamente você é uma destas pessoas ou conhece alguém com uma história parecida ou até mais marcante que esta. Exemplos anônimos de virtudes essenciais e inquestionáveis.

 

Tive a idéia de passar esta mensagem. E pelo brilho nos olhos que vi naqueles jovens saindo da palestra, creio que alguma semente foi deixada para eles. De alguma maneira, creio que cumpri com minha missão.

 

Gostou? Leia também “O que você vai fazer hoje“.

 

Zé do Parafuso

Nos treinamentos que ministro em empresas menciono algumas histórias que direta e indiretamente fazem alguma alusão aos contextos profissionais de forma geral, do mais simples ao mais elaborado ofício. Esta é possível que você já tenha ouvido por aí.

 

É a história do ‘Zé do Parafuso’.

 

Diz a lenda que esse senhor era um exímio mecânico de máquinas. Consertava tudo, desde liquidificador, até máquinas que valiam milhares de dólares. E como se não bastasse consertar tudo, ainda na maioria das vezes fazia o serviço muito rapidamente. Era um sujeito humilde, simplório, mas muito bom no que fazia. Sua fama corria a boca pequena nas fábricas que se espalhavam pelo país.

 

Sua técnica? Segredo absoluto. Seus instrumentos e equipamentos de trabalho? Nada de excepcional. Uma pequena mala de ferramentas que qualquer ser humano precavido deve ter em casa. Chave de fenda, martelo, grifo. Nada de equipamentos modernos e eletrônicos. Orgulhava-se em dizer que seus equipamentos mais modernos eram seus olhos, ouvidos, mãos e a ‘cabeça que punha para pensar’.

 

Eis que uma grande indústria, daquelas que não podem se dar ao luxo de ter um equipamento danificado, passou por um sério apuro. Justamente a máquina mais cara, que produzia as peças mais minuciosas e que era o centro da produção pifou. Nada a fazia funcionar novamente. A tal máquina era importada e depois da visita mal sucedida de três técnicos, um dos funcionários disse: ‘Para arrumar isso aí, só o Zé do Parafuso’.

 

O diretor quis saber de quem se tratava e pediu que o trouxessem imediatamente à fábrica. Zé do Parafuso, também famoso pela sua presteza, chegou ali pouco tempo depois. A expectativa era grande, afinal quase uma centena de homens estava parada e isso significava muito dinheiro perdido.

 

Zé do Parafuso chegou e perguntou como havia sido o barulho. Deu a volta na máquina, tocou-a carinhosamente até que seus olhos pararam em uma das engrenagens. Com um sorriso de canto de boca simplesmente agachou, tirou uma chave da mala, apertou um parafuso e ordenou: ‘Liga a danada!’. Diante de homens boquiabertos e nem cinco minutos depois de ter chegado, a ‘danada’ voltou imediatamente a funcionar.

 

O diretor radiante de felicidade, perguntou qual o valor do serviço. Em um segundo a alegria se transformou em indignação e perplexidade. Valor do serviço: 1.000 Reais.

 

Como? Nem cinco minutos de serviço e este caboclo me cobra 1000 reais? Ele está louco! Ao voltar para a sala ainda esbravejando foi ler a nota que discriminava o serviço, escrita em uma folha de caderno toda amassada.

– Ajuste do parafuso = 1,00 Real

– Saber qual era o parafuso que deveria ser apertado = 999,00 Reais. O diretor então sorriu com a mescla de simplicidade e sabedoria daquele homem.

 

Costumo contar esta história para salientar a importância de cada um dentro da organização. A ‘expertise’ deve ser valorizada e remunerada de forma justa, de acordo com a qualidade dos profissionais envolvidos. Jamais devemos minimizar a importância ou colocar preço no trabalho dos outros. Quem é bom no que faz deve ser valorizado.

 

Deixar para trás

Talvez um dos grandes desafios em nossa vida seja o de tirar aprendizados das situações em que vivemos. É possível que todos já tenhamos passado por isso. Muitas vezes essas coisas acontecem e marcam muito nossa história. Há inclusive uma frase que diz que ‘quem aprende com os próprios erros é inteligente e quem aprende com os outros é sábio’.

 

Pois bem. O fato é que muitas pessoas não apenas não conseguem aprender nem com seus erros e nem com o dos outros e além disso passam um bom tempo ‘ruminando’ aquele sentimento ruim.

 

Há pessoas que simplesmente tornam o sentimento ruim que nutrem pelos outros um combustível para viver. Vale a pena? Talvez até valesse caso esse sentimento negativo se transformasse em mola propulsora para seu próprio desenvolvimento. Até conheço algumas  pessoas que se ‘beneficiaram’ disto. Usaram a tristeza, o rancor para provarem para os outros e para si mesmos que seriam capazes de superar dificuldades, dissabores.

 

Contudo, é uma estratégia perigosa. Primeiro porque provar as coisas para os outros não leva a nada. O ideal é que consigamos fazer as coisas por nós mesmos e por pessoas que amamos. O segundo motivo é que isso pode se transformar em uma armadilha. Muitas pessoas acabam se perdendo no caminho.

 

Você já parou para pensar nisso? Conhece alguém que passa ou passou uma boa parte da vida remoendo situações que já fazem parte do passado? Pois é. Complicado. E você tem esse sentimento por alguém ou por alguma situação?

 

Seja franco. Há alguém por quem você ainda guarda alguma mágoa? Reflita. Isso pode estar atrapalhando demais sua vida. Tanto no que diz respeito à parte dos seus relacionamentos quanto na parte referente à sua saúde. Pode parecer bobagem, mas a amargura e a chateação constante com fatos do passado acabam atrapalhando seu desenvolvimento. Há estudos que comprovam que pessoas rancorosas, mal humoradas e pessimistas são mais susceptíveis a doenças como diabetes, derrames, infartos e outras tão ou mais graves. (Leia também a Cura Mente – Corpo)

 

Ainda assim, há outras implicações nessa situação. Acabamos entrando em círculos viciosos e não nos damos conta disso. Vamos ficando mais retraídos, em nossos próprios pensamentos, nos afastando das pessoas e passamos a generalizar acreditando que a maioria das pessoas é parecida com ‘aquela’ por quem você nutre antipatia.

 

Tudo bem, concordo que muitas vezes não é tão simples. Nos sentimos agredidos, desrespeitados e isso torna difícil a tarefa de levar as coisas com leveza e serenidade. É importante que consigamos fazer essa autoavaliação. Procure jogar fora sentimentos que te fazem mal. Livre-se desse peso desnecessário. Já diz a sábia frase que “sentir mágoa é como tomar veneno e querer que o outro morra”

 

E seja sincero consigo mesmo. Lembre-se: quando olhamos para o passado e sentimos rancor, raiva ou mágoa é porque ainda não tiramos o real aprendizado daquela situação. E ainda estamos dominados pelo EGO. Você já aprendeu a deixar para trás?

Sobre os Ciclos da Vida

Por José Carlos Carturan

Que a vida é feita de ciclos, você já deve ter notado. Alguns ciclos são muito bons, auspiciosos, prósperos e outros nem tanto. Ainda assim conseguimos ou deveríamos tirar proveito de cada um deles.

Os tais ciclos perduram por certo período (muitos deles por aproximadamente sete anos, pode reparar) e podem abranger as mais diversas áreas da nossa vida. Pessoal, afetiva, financeira, profissional, social. Parece que é o tempo aproximado para que ganhemos maturidade suficiente, seja pelo amor ou pela dor, para seguirmos adiante e entrarmos de vez na nova fase que se apresentará.

Quando falo em ciclos, falo desde o início, quando as coisas ainda são ideias, sonhos, aspirações, objetivos, passando pela fase onde já há algum movimento no sentido de colocar tais coisas em prática, chegando ao processo de desenvolvimento, de sedimentação e concretização e por fim de saturação, culminado ora com um desfecho, ora com a opção de continuidade.

Mesmo quando não há o desfecho e sim a continuidade, há uma reCICLAGEM, daí a origem da palavra. É quando damos uma ‘repaginada’ para que aquele balão consiga voar até completar sua jornada.

Se o desfecho, a cisão, ou a ruptura ocorrem é porque estamos buscando novos sonhos, novos horizontes, que podem estar baseados em pilares construídos no ciclo anterior, mas que certamente serão maiores e mais amplos, pois trazemos conosco o aprendizado do que se passou. Em tese, temos mais discernimento e novo fôlego, novo ânimo para conseguirmos o que almejamos. Basta então seguir em frente, não é? Nem sempre.

Há uma fase de transição que entremeia um ciclo e outro. Este interstício é um período bastante complicado.

É onde nossa autocrítica, nossa autocobrança, coisas das quais nos arrependemos de termos ou não termos feito afloram, quando achamos que poderíamos ter feito diferente, ter sido mais ‘assim ou assado’, achando que deveríamos ter encerrado antes e até mesmo nos perguntando como agüentamos tanto tempo e como não víamos algumas coisas que hoje são tão nítidas.

Esse período muitas vezes parece nebuloso e demasiadamente demorado. Semelhante quando a primavera está ansiosa em chegar, mas o frio, a escuridão e as brumas do inverno insistem em permanecer pairando, tornando esta passagem dolorosa e aparentemente deixando aquele cenário repleto de sol e flores que no fundo sabemos que vamos encontrar parecer mais distante do que realmente está.

Esse sentimento que ocorre nestas fases é necessário e salutar. É quando paramos para rever e repensar em algumas coisas. Quando reavaliamos nossos próximos passos.

Às vezes, nos sentimos em dúvida se devemos prosseguir, se é aquilo mesmo que devemos fazer, mas tudo isto faz parte do crescimento e do desenvolvimento.

Que bom que temos esta chance!

Que bom existirem PESSOAS DO BEM para fazer esta travessia ao nosso lado. Quando a névoa e a escuridão se dissipam, as flores, mesmo aquelas que se sentiam sem vida, tornam-se novamente lindas e belas e voltam a irradiar seu brilho. Muito mais fortes e cheias de vida do que antes.

Coisas que o futebol me ensinou

Sempre gostei muito de um bom jogo de bola e por isso, o futebol esteve na minha vida desde cedo. Um dia depois do encerramento da Copa, resolvi resgatar um texto que escrevi no passado sobre coisas que aprendi com a bola.

 

O título original era “A bola”:

 

Há algum tempo, fui convidado a escrever um texto que faria parte do livro Objetos e Memórias 2, voltado a fins assistenciais. O texto deveria ser sobre qual o objeto que mais marcou minha vida.  Nunca havia parado para pensar nisto. O objeto que mais marcou minha vida? Se fossem pessoas seria bem mais fácil. Contudo, ao parar para considerar tal fato e com a pronta e imediata concordância de minha mãe, não tive muita dificuldade para definir. Algo simples, contumaz, mas que gerou marcas e aprendizados permanentes para mim. Uma bola de futebol.

 

Mas, afinal que significado tão especial isto poderia ter? Foi a bola que despertou em mim duas paixões que faço questão de nutrir até hoje. O futebol e o meu time, São Paulo Futebol Clube. Certamente foi este objeto (na realidade foram dezenas de bolas de futebol durante minha vida) e esta paixão instantânea que proporcionaram a oportunidade para que eu praticasse este esporte competitivamente por mais de 20 anos. E nesta trajetória aprendi algumas premissas que carrego comigo até hoje e que me norteiam em meu cotidiano.

 

Aprendi sobre competitividade, sobre espírito de equipe, companheirismo, amizade, lealdade, deslealdade, garra. Aprendi a NÃO gostar de perder, mas também que há limites éticos nas estratégias usadas para ganhar.

 

Percebi que para ter êxito tinha de ser melhor do que os que jogavam contra mim ou os que disputavam comigo a posição no time titular, mas que isto de nada adiantaria se não conseguisse ser, a cada dia melhor do que eu mesmo. Tive alegrias, tristezas, decepções, conheci bons amigos e tive o privilégio de participar de grandes combates, contra adversários fortes. Foram diversas vitórias heróicas e inesquecíveis e outras tantas derrotas amargas e tão inesquecíveis quanto.

 

Tive de aprender sobre estratégia, tática, planejamento. E que ainda assim as coisas não saem bem como queremos, pois no futebol (e na vida) nem tudo está no nosso controle. Outros conceitos que aprendi, às vezes a duras penas? Coragem, determinação, superação, resignação, paciência, autoconfiança, dedicação, hombridade, honra.

 

Tive a sorte de conviver com as mais variadas pessoas e ambientes, o que fez com que eu aprendesse respeitar as diferenças. Pude distinguir claramente o que se deve e o que não se deve fazer. E que nem sempre as coisas são tão justas. Ou melhor, que nem sempre acompanham o nosso conceito de justiça.

 

Precisei diferenciar entre quando me defender, quando defender os outros e quando atacar. A ficar calado na hora certa e esbravejar, sempre com respeito, quando necessário. Meu status atual sobre futebol? Cada vez mais são paulino e me recuperando da segunda cirurgia no joelho (uma em cada um deles) em menos de um ano. Prova viva de que ainda hoje, muito do que sou para o bem e para o mal é devido a este objeto, a bola, que permeia o sonho de tantos jovens e que para mim, além de um passado feliz e saudoso faz parte de uma realidade que nunca vai se apagar.

 

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