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Bem vindo 2013 – José Carlos Carturan

Costumo iniciar o ano saudando o ciclo que se inicia. Porém, antes de escrever o artigo fui reler o que havia escrito para o início do ano de 2012. Confesso que fiquei impressionado… Como acredito que nem todos tenham lido no ano passado e os que leram talvez tenham esquecido e principalmente pelo fato de ter dado ‘tão certo’ em 2011 e 2012 (quem esteve comigo vai entender) , transcrevo com as adaptações necessárias para este 2013.  Algo que é pessoal, mas que talvez represente alguns dos anseios comuns a tantos de nós, pessoas humanas. Antes de tudo, porém, agradeço ao ciclo que se finda, chamado ‘2012’.
Confesso que o texto serve também de guia pessoal, visando à estrita observância de alguns itens que obviamente não servem como receita infalível para uma vida perfeita, mas são preceitos razoáveis para um cotidiano mais aprazível.
Então, que seja bem vindo este 2013, que outrora pareceu tão distante, mas agora já é e deve ser usado como…presente. Que traga consigo as lições que devo aprender, para quem sabe com muita dedicação melhorar um pouco, frente ao muito que é necessário, a pessoa que sou.
 E que para isto, como sempre ouço de um grande mestre e amigo, eu tenha dentro do meu coração as cordas afinadas no mesmo diapasão que toca o “Grande Violão”. E que eu consiga diferenciar os ritmos; aliás, que eu esteja sempre no ritmo, no ritmo certo, seguindo o fluxo das coisas, nem tão veloz como normalmente exige a ardil ansiedade, nem tão lento como manda a sagaz displicência.
Que meus sonhos continuem vivos. E se estes sonhos estiverem em desacordo com minha missão, que eu passe a ter novos sonhos, que atendam o meu real propósito em estar vivo. Falando em sonhos, que eu perceba sempre, dormindo ou acordado, que meus sonhos são a mais pura ligação entre minha alma e meu destino. E sabendo disso que eu não seja precipitado e nem leviano com estes sonhos.
Que eu saiba desfrutar dos bons momentos com alegria e discernimento e consiga assimilar os golpes que virão com dignidade e o mesmo discernimento. Além disso, que eu tenha sensibilidade suficiente para perceber quando os golpes de outras pessoas são desferidos contra mim, por algo que tenha feito (ou deixado de fazer) e quando sirvo apenas como recipiente para as confusões, desacertos e inseguranças delas. Lembrando, claro, de rogar ao Pai Celestial que mantenha em meu caminho os reais companheiros de jornada, mas que também continue a abençoar e guardar, sem nenhum ressentimento, os que optaram por outras trilhas. Ah! Importante! Que minha percepção seja suficiente para diferenciá-los quando cruzarem meu caminho.
Que os ventos e tempestades de mudança sejam de intensidade suportável e me mantenham com os pés no chão, disposto a colocar mais uma pedra, depois de polida, em minha edificação pessoal, que deve obedecer a um complexo paradoxo entre a consistência firme de caráter, unida à flexibilidade em saber como e quando devo mudar. Tudo isto, sem sucumbir aos sorrateiros venenos da vaidade, deslealdade e outros tão traiçoeiros quanto. E que o ímpeto, como uma chama que brilha intensa e continuamente continue a guiar meus passos, sempre em equilíbrio, nesta Odisseia chamada vida. 
Que assim seja.  
Expectativas – José Carlos Carturan

Segundo o dicionário, o significado de expectativa é: Esperança fundada em promessas, viabilidades ou probabilidades; Ação de esperar, ter esperança. Conceituação conhecida para uma palavra bastante usual em nosso vocabulário. Vivemos falando de nossas expectativas e esperanças. Muitas vezes estas expectativas são o combustível, a mola propulsora que nos move em direção aos nossos sonhos. E isso é muito bom.

Mas, como em tudo na vida há o outro lado e queiramos nós ou não, também somos alvo de expectativas de outras pessoas. Mesmo sem saber, estamos inseridos nas expectativas dos outros, vivendo algo como um ‘sonho alheio’.

Isto é inerente ao ser humano. Faz parte de nossa natureza. Quando crianças idealizávamos o par perfeito, fosse este par a menina mais bonita e inteligente da classe ou para as meninas o protótipo do príncipe encantado, que atendesse aos anseios e…..expectativas.

Até aí também, nenhum problema. Vivemos em comunidade e, portanto, somos passíveis de participar da vida de outrem. As coisas começam a tomar um rumo meio delicado quando as pessoas passam a exigir de nós papéis exatamente iguais aos que elas imaginavam ou pensavam para nós em seus roteiros pessoais.

Sem sermos avisados somos rotulados como isto ou aquilo e passamos a viver um enredo paralelo ao que escolhemos para nós. Digo até que na melhor das hipóteses somos protagonistas do ‘filme’ de nossa própria vida e coadjuvantes no da vida dos outros. Contudo, às vezes isto se inverte. E as pessoas passam a esperar de nós algo exatamente igual ao que elas almejavam. E quando não cumprimos o (não) combinado, isto as chateia. Será que poderiam ao menos perguntar se topamos participar deste filme, concordamos com esta sinopse em que fomos incluídos?

Mas há algo ainda mais preocupante. Parece que quanto mais atendemos às tais expectativas alheias, mais somos cobrados. E as pessoas esperam de nós condutas ainda mais irretocáveis. É verdadeiro dizer também que, se esperam de nós algo é porque julgam que temos recursos para tal. Entretanto em alguns momentos, parece que nossos recursos para lidar com algumas situações estão crescendo em progressão aritmética enquanto as expectativas das pessoas em relação a nós aumentam em progressão geométrica.

E chega um momento onde fazer o possível não basta. Exigem de nós posturas, atitudes e até sentimentos. Se não fazemos ‘assim ou assado’ as pessoas acham absurdo, se não gostamos de alguém então, é o fim do mundo.

Isto vale para a vida profissional e o convívio pessoal. Creio que alguns dos grandes distúrbios como depressão, ansiedade, estresse sejam causados por esta dificuldade em administrar entre o que queremos/desejamos e o que os outros querem/desejam de nós.

E o resultado é bem complexo. Na maioria das vezes, não dá para conciliar as duas coisas e quanto mais pendemos para um lado mais o outro fica comprometido. E a questão final fica: Suprir as expectativas dos outros ou as nossas? Uma destas respostas lhe dará a chance de ser feliz. Já a outra…

Perdas e Ganhos – José Carlos Carturan

O título da coluna é o mesmo de um livro que li faz muito tempo, de autoria de Lya Luft e que tem como mote central o processo de envelhecimento da mulher e suas peculiaridades.

Neste caso, no entanto, optei pelo título, pois este ‘processo’ de perdas e ganhos permeia a vida de cada um de nós e certamente encarar esta questão com naturalidade e serenidade acaba nos ajudando a sofrer menos e sentirmo-nos mais felizes.

Vou além. Esta equação perdas/ganhos ocupa um papel de destaque em nossa existência, pois é uma equação que transcende leis matemáticas. Não são diretamente proporcionais. Às vezes perdemos muito e ganhamos pouco. Em outras acontece o contrário. Em grande parte das situações da nossa vida, para ganharmos algo, temos de ‘perder’ outro algo. Desde as situações mais simples, até nos principais dilemas da vida.

Mas afinal, trata-se de algo simples? A resposta é um sonoro e categórico NÃO. Não é simples porque não gostamos, não somos acostumados a lidar com perdas. Se pudesse optar, o ser humano só ganharia. Também, pelo fato de que quando temos de escolher alguma coisa em detrimento de outra, temos de DECIDIR. E algumas pessoas são extremamente indecisas. E por último, e na minha modesta opinião mais difícil, está naquelas situações onde este processo de perdas e ganhos, ao menos um dos componentes é intangível, abstrato.

Isto acontece, por exemplo, quando estamos ‘trocando’ alguma coisa material por um sonho, um desejo, uma convicção, um sentimento. Está ficando complicado? Calma lá. Uma coisa é ‘perder’ uma reserva financeira para ‘ganhar’ uma casa ou um carro novo. A pessoa disporia de um valor em dinheiro para ter em troca outra coisa. Ambas concretas e tangíveis. Mesmo assim, algumas pessoas hesitam. Sentem-se inseguras em ficar ‘desguarnecidas’ financeiramente.

Entretanto, o pior reside quando trocamos algo ‘palpável’, que está em nossas mãos, por algo que parece ser subjetivo. Por exemplo, quando temos a opção de trocar uma carreira, um salário, que bem ou mal cai na conta no final do mês por um sonho, uma nova oportunidade que traz consigo um número igual de perspectivas e incertezas.

Já passei por algumas situações destas na vida, ultimamente inclusive. E cada vez mais uma coisa fica clara. A dificuldade em mensurarmos esta questão de perdas e ganhos acontece apenas quando não conseguimos dimensionar as nossas próprias capacidades e somos tomados pelos sentimentos de insegurança e incerteza.

Temos de fazer escolhas, isto é inevitável. Porém, nem sempre elas são tão claras para nós. Em qualquer uma delas, ganharemos algo e perderemos algo. Também é inevitável, faz parte do nosso processo de aprendizado e humanização. Como agir então? Pois é, também estou aprendendo. E uma das poucas coisas que descobri é que não há perda no mundo capaz de suprir os ganhos que acompanham a sensação de obtermos nossos sonhos e nossa paz de espírito.

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17 a 18 de OUT, 2017

Blog
10 OUT, 2017 | por José Carlos Carturan
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