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Cruel e impiedoso
Posso lhe fazer uma pergunta? Porque você se cobra tanto? Talvez você esteja estranhando meu “tom”, que pode até parecer agressivo num primeiro momento e pode estar se perguntando o motivo de estar me referindo assim diretamente a você. Aliás, pelo alcance que a mídia escrita e a Internet proporcionam é bem possível que não lhe conheça pessoalmente.

Vou além. Se me pedisse para que eu lhe atribuísse três adjetivos eu diria: Capaz, cruel e impiedoso. E talvez agora você esteja perplexo, surpreso, até mesmo irritado e com vontade de não ler mais o artigo.

Capaz, porque sei que você reúne características, atributos, recursos, talentos e qualidades especialíssimas que o Grande Criador lhe deu para desenvolver sua vida, buscar seus sonhos e objetivos.

Mas afinal, porque então cruel e impiedoso? Duas conotações tão fortes? Porque imagino, quase que aposto que você age assim. De maneira cruel e impiedosa. Com quem? Com você mesmo. E talvez com as pessoas que você mais tem consideração e bons sentimentos.

Você é assim. Eu sou assim. Somos assim. Como digo, somos “pessoas humanas”. E nos comportamos assim. Somos extremamente duros conosco. Não damos a nós mesmos o direito de errar. Ou vai me dizer que você não se critica, não se cobra, não julga a si mesmo o tempo todo?

Pois é, viu como sei como você se comporta? Porque faz parte do processo. O grande problema nisto tudo é que esta cobrança excessiva faz com que não aproveitemos os erros, fracassos e equívocos como oportunidade de aprendizado.

E quando não aprendemos com as oportunidades que a vida nos dá, a tendência é repetirmos os erros. E nos criticamos novamente. E erramos de novo. Ficamos como o cachorro, “correndo em volta do rabo”. E quando somos críticos e exigentes conosco, passamos a ser com os outros também.

E por experiência própria, pare com isso. Não tente agradar a todos, toda hora. Seria bom que aproveitássemos cada lembrete, cada situação ou dificuldade que a vida nos traz como algo precioso para nosso desenvolvimento. Mesmo porque quando paramos de nos desenvolver, sem perceber começamos a morrer.

Ao menos em um final de semana por mês, tenho a oportunidade de dizer a pessoas muito especiais uma frase que gosto muito: “Quando achamos que sabemos todas as respostas da vida, a vida vem e muda todas as perguntas”. E é justamente isto que nos move adiante, nos faz crescer.

Que bom, pois é muito chato conviver com aquelas pessoas que já acreditam saber tudo. E igualmente ruim com pessoas cruéis e impiedosas. E não percebem que os erros fazem parte da caminhada. E que não há caminhada sem tropeços. Aproveite cada tropeço e transforme-os em um impulso rumo a sua magnífica vitória.

Qual o problema?
Todos nós temos problemas. Faz parte do processo, são situações que surgem em nosso cotidiano e que queiramos nós ou não, temos de enfrentar. Alguns são de maior impacto e fogem de nosso controle. Já outros são pequenas bobagens que acabam atrapalhando um pouco o ritmo de nossa vida. E só. Mas, tanto os maiores quanto os pequenos servem para que estejamos vigilantes e tiremos deles os aprendizados que trazem consigo. Vivemos assim e estas são vicissitudes do nosso caminho. Há pessoas que lidam bem com os problemas, encarando-os com serenidade e paciência, enquanto outras agem ora de maneira bastante intempestiva, ora de modo omisso e descompromissado.
No entanto, ultimamente venho detectando uma terceira categoria. Tenho observado algumas pessoas, ouvido outras e no meu ponto de vista há um grupo cada vez mais crescente de sujeitos. Pessoas onde o grande problema é NÃO ter problemas.
Cada vez mais fica latente que os problemas de nossa vida têm a exata dimensão que damos a eles. É pura e simplesmente uma questão de perspectiva. Contudo, há pessoas que justamente por não ter problemas de uma magnitude suficientemente grande acabam supervalorizando questões cotidianas, transformando-as em verdadeiros dramas. Uma discussão tem o peso de uma guerra, um infortúnio ganha o status de um tremendo azar. Estas pessoas entram e saem de ‘supostas crises’ com frequência, desabam em uma tristeza desmedida, sentem-se ofendidas, perseguidas, injustiçadas e acabam até distorcendo fatos para que estes possam se enquadrar na ‘categoria’: PROBLEMA.
Mas de onde será que vem isso? Qual a real intenção? O que faz com que meras contingências de uma vida atribulada sejam maximizadas e elevadas ao patamar de situações ‘insolúveis’, gerando sentimentos de tristeza, mágoa, raiva, ansiedade e ‘pré – ocupação’ exageradas?
Dentre as diversas hipóteses plausíveis, algo me diz que estes pseudo-dramas têm uma única finalidade. Pode parecer exagerado de minha parte, mas vou tentar resumir em uma só frase. Lá vai: “As pessoas não tem problemas, elas querem atenção”. Desculpe se você discorda, mas fica cada vez mais evidente que o que as pessoas sentem é algo chamado carência. Sim, sentem carência de atenção, de serem ouvidas e de que alguém que lhes dê a atenção que julgam merecer. Quando conseguem a atenção de alguém, simplesmente a solução ‘mágica’ aparece.
Exagero? Então pense em pessoas que você conhece, principalmente aquelas que vivem reclamando da vida, de tudo e de todos, e analise se há motivos para isso ou se elas estão super dimensionando os problemas que tem. Infelizmente o que estas pessoas não percebem é que em uma escala muito sutil a sistemática e repetitiva ênfase nos obstáculos da vida, acabam deixando-as em uma situação onde se torna ‘costume’ lidar com problemas e quando percebem não conseguem sair mais deste triste ciclo. Fique atento em qual das categorias você se enquadra e evite cair nesta armadilha.
Falsas Necessidades

Nesta semana, bem corrida diga-se de passagem, emendei um papo muito bacana com uma grande amiga sobre algumas questões bem interessantes. Falamos sobre a questão dos desejos do ser humano e dos objetos ou meios que são utilizados para preencher, atender tais necessidades, na maioria das vezes, falsas. Não por coincidência me deparei com um texto de um mestre zen chamado Osho, que atribui grande parte das dificuldades que sentimos ao ‘conflito – sentir x pensar’. Acompanhe o texto abaixo:
‘O seu sentimento e o seu pensamento tornaram-se duas coisas diferentes e este é o problema básico. Aquele seu lado que pensa e aquele seu lado que sente tornaram-se dois e você identifica-se com a parte que pensa e não com a parte que sente.

E sentir é mais real do que pensar; sentir é mais natural do que pensar.
Você nasce com um coração que sente, mas o pensamento é cultivado, ele é-lhe dado pela sociedade. E o seu sentimento tornou-se algo suprimido.
Mesmo quando você diz que sente, você apenas pensa que sente. O sentimento tornou-se morto e isto aconteceu devido a determinadas razões.

Quando uma criança nasce ela é um ser que sente; ela sente coisas, mas ela ainda não é um ser pensante. Ele é natural, como tudo o que é natural, como uma árvore, um animal. Começamos, entretanto, a moldá-la a cultivá-la. Ela terá de suprimir os seus sentimentos, ou se isto não acontecer, estará sempre com dificuldades.

Quando quiser chorar, não poderá fazê-lo, pois os seus pais a censurarão. Será condenada, não será apreciada e nem amada. Não será aceita como é. Deve comportar-se de acordo com determinada ideologia, determinados ideais. Só então será amada.
Do modo como ela é, o amor não se destina a ela. Só pode ser amada se seguir determinadas regras. Tais regras são impostas, não são naturais.

O ser natural dá lugar a um ser suprimido e aquilo que não é natural, o irreal é-lhe imposto.
Esse “irreal” é a sua mente e chega um momento em que a divisão é tão grande que já não se pode mais ultrapassá-la.
Você esquece-se completamente do que a sua verdadeira natureza foi ou é.

Você é um falso rosto; o semblante original perdeu-se. E você também receia sentir o original, pois no momento em que o sentir toda a sociedade se voltará contra si. Você, portanto, coloca-se contra a sua natureza real.

Quando elas são suprimidas, você passa a criar necessidades simbólicas. Por exemplo, você pode começar a compra cada vez mais coisas, enchendo-se de novos itens, e nunca sentir que é o bastante.

Você pode continuar comprando; posto que a necessidade é falsa, ela jamais poderá ser preenchida. E vivemos entregues a falsas necessidades. Por isso não há realizações’
Logicamente o raciocínio não está restrito ao ato de comprar, mas diz respeito aos subterfúgios que nós seres humanos usamos no dia a dia.Explica muita coisa, não é?

Como NÃO ter sucesso…
Já li nos mais diversos lugares, dos mais variados tipos, dos mais variados autores as famosas ‘Dicas para alcançar o sucesso’. Considero ‘dicas’ importantes, afinal são diretrizes simples de como em tese podemos alcançar determinado objetivo ou fazer algo de maneira adequada.
Entretanto, quando falamos em sucesso, há dois pontos a se considerar. Primeiro: O conceito de sucesso é subjetivo ao extremo. Varia de pessoa para pessoa. Logo, as dicas não servem para todos. Segundo: Se fosse tão simples assim não haveria tantas pessoas com a vida tão enrolada e repleta de insucessos. Obviamente há vários outros fatores envolvidos em se ter ou não sucesso. As tais dicas podem ajudar-nos, mas serão apenas uma base, ainda mais em um mundo tão competitivo e dinâmico.
Desta forma, resolvi fazer o contrário: Vou apontar algumas ‘dicas para NÃO ter sucesso’. Se estou ficando louco? Acho que não. Só me propus a enumerar alguns fatos, algumas dicas que certamente afastarão você cada dia mais do tal ‘sucesso’, seja lá qual for o conceito de sucesso para você. Quanto maior a quantidade de pontos que você seguir, menor sua chance de ser bem sucedido. Está curioso? Então lá vai:
1 – Aja como um perdedor: Lamente, se queixe, reclame e fique sempre focado em seus problemas. Jamais busque soluções.
2- Trate as pessoas com desrespeito, impessoalidade, indiferença. Não de atenção a ninguém que não represente para você uma boa oportunidade de negócios. Considere-as meros números em sua estratégia.
3- Seja mal humorado, arrogante e mal educado. Viva se achando a ‘última bolacha do pacote’. Faça questão de não guardar o nome das pessoas, próximas ou não.
4- Deixe sua saúde para depois. Afinal, dinheiro, trabalho, TV, relatórios, ‘baladas’, bebida, cigarro são muito mais importantes.
5- Gaste seu dinheiro sem planejamento e critério. De preferência gaste bem mais do que ganha. Faça dívidas, muitas dívidas, principalmente no cartão de crédito. Faça crediários intermináveis e pague por uma coisa três vezes seu real valor.
6- Use constantemente frases do tipo: ‘Não sei’, ‘não posso’, ‘não consigo’, ‘não sei se vai dar’, ‘isso é muito difícil’.
7- Coloque a culpa de seus fracassos nos outros. Esta é fundamental. Jamais assuma seus erros e aprenda com eles.
8- Aja como vítima. Viva dizendo que ‘todos estão contra você’, ‘que nada dá certo, ‘que você é azarado’, etc, etc, etc
9- Esteja sempre distante de pessoas que ama, como familiares e amigos. Visite-os apenas para cumprir obrigação.
10- Deixe tudo para amanhã. Adie tudo o máximo que puder. Seja um procrastinador nato.
Viu só? Logicamente esta é uma brincadeira e um alerta. Perceba ao seu redor pessoas que adotam alguns destes comportamentos e veja em que condições elas se encontram. E se você estiver pensando: ‘Conheço alguns que fazem muitas destas coisas e obtém relativo sucesso’. Tenha certeza de que é algo fugaz, efêmero. Não se pode enganar as pessoas por muito tempo. E talvez o preço a ser pago por isso seja muito mais caro no futuro.
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25 à 27 de AGO, 2017

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01 AGO, 2017 | por José Carlos Carturan
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