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Como tem ‘passado’? – Alan Tadini

Estava revendo alguns materiais do meu curso de Psicanálise, e encontrei uma frase muito interessante que um professor muito sábio disse: “O passado é mutável através da mudança da forma de julgar os acontecimentos passados”.

Comecei a refletir sobre isso, e sobre a nossa crença da imutabilidade do passado e percebo que o passado realmente não é algo fixo. Ok, o fato pode ser fixo, mas em relação ao que importa, que é como o vemos, avaliamos e sentimos, é sim, mutável.

O que levamos conosco é sempre o que percebemos e julgamos. Não temos acesso ao “real” do passado. Temos a realidade interna criada através do que foi entendido e julgado baseado na percepção, e esta irá gerar compreensão interior ao buscar, nas emoções e em toda a realidade conhecida até este momento específico, a forma como esta realidade será incluída no nosso “eu” mental. Uma coisa muito bacana sobre as terapias, seja PNL, Psicanálise, Psicologia e outras é que todas elas atuam de modo a libertar a pessoa desta prisão que a percepção, avaliação e introspecção dos fatos vividos nos colocam.

De que modo? Levando-nos até lá, no passado, de novo(Através de nos levar lá de novo) e nos fazer repensar/reviver o fato percebido fazendo com que o julgamento sobre o mesmo fato possa ser alterado e assim torná-lo menos angustiante para que o indivíduo possa viver sem esta “dor” do passado. Nem todas as vivências causam dor, algumas causam ilusão, outras causam até alegria. Claro que as boas a gente não mexe. Crenças limitantes e ilusões, embora sejam criadas como forma de proteção pelo nosso inconsciente, tem o péssimo hábito de não nos permitir ser plenos. Esta proteção é necessária no momento em que é levantada, mas a medida que nos fortalecemos, podem ser retiradas, porque senão, nos limitam. É angustiante quando uma ilusão cai por terra, principalmente quando se é apegado a ela. E isso é muito comum. Este apego também nubla a percepção de que ela existe. E quanto mais ela se esconde, mais difícil é se livrar dela. Tudo começa com o primeiro passo: reconhecer a crença.

Creio que a quebra de crenças é uma forma muito bacana de crescimento pessoal e nos deixa mais perto de sermos felizes. Se você não se sente pleno, talvez seja o momento de se observar, assim olhando de fora e, quem sabe, descobrir que seus limites são aqueles que você mesmo se impõe.

Abraços!

Sobre o autor:
Alan Tadini é Pós Graduando de MBA em Marketing pela FGV, Engenheiro Elétrico, Psicanalista e Master Practitioner em PNL. Tarólogo, Jedi e empresário no estúdio DigiMax. Nas horas vagas também estuda astrologia e comportamento humano.

Deixar para trás – José Carlos Carturan

Talvez um dos grandes desafios em nossa vida seja o de tirar aprendizados das situações em que vivemos. É possível que todos já tenhamos passado por isso. Muitas vezes essas coisas acontecem e marcam muito nossa história. Há inclusive uma frase que diz que ‘quem aprende com os próprios erros é inteligente e quem aprende com os outros é sábio’.
Pois bem. O fato é que muitas pessoas não apenas não conseguem aprender nem com seus erros e nem com o dos outros e além disso passam um bom tempo ‘ruminando’ aquele sentimento ruim.

Há pessoas que simplesmente tornam o sentimento ruim que nutrem pelos outros um combustível para viver. Vale a pena? Talvez até valesse caso esse sentimento negativo se transformasse em mola propulsora para seu próprio desenvolvimento. Até conheço algumas pessoas que se ‘beneficiaram’ disto. Usaram a tristeza, o rancor para provarem para os outros e para si mesmos que seriam capazes de superar dificuldades, dissabores.

Contudo, é uma estratégia perigosa. Primeiro porque provar as coisas para os outros não leva a nada. O ideal é que consigamos fazer as coisas por nós mesmos e por pessoas que amamos. O segundo motivo é que isso pode se transformar em uma armadilha. Muitas pessoas acabam se perdendo no caminho.

Você já parou para pensar nisso? Conhece alguém que passa ou passou uma boa parte da vida remoendo situações que já fazem parte do passado? Pois é. Complicado. E você tem esse sentimento por alguém ou por alguma situação?
Seja franco. Há alguém por quem você ainda guarda alguma mágoa? Reflita. Isso pode estar atrapalhando demais sua vida. Tanto no que diz respeito à parte dos seus relacionamentos quanto na parte referente à sua saúde. Pode parecer bobagem, mas a amargura e a chateação constante com fatos do passado acabam atrapalhando seu desenvolvimento. Há estudos que comprovam que pessoas rancorosas, mal humoradas e pessimistas são mais susceptíveis a doenças como diabetes, derrames, infartos e outras tão ou mais graves.

Ainda assim, há outras implicações nessa situação. Acabamos entrando em círculos viciosos e não nos damos conta disso. Vamos ficando mais retraídos, em nossos próprios pensamentos, nos afastando das pessoas e passamos a generalizar acreditando que a maioria das pessoas é parecida com ‘aquela’ por quem você nutre antipatia.

Tudo bem, concordo que muitas vezes não é tão simples. Nos sentimos agredidos, desrespeitados e isso torna difícil a tarefa de levar as coisas com leveza e serenidade. É importante que consigamos fazer essa autoavaliação. Procure jogar fora sentimentos que te fazem mal. Livre-se desse peso desnecessário. Já diz a sábia frase que “sentir mágoa é como tomar veneno e querer que o outro morra”.

E seja sincero consigo mesmo. Lembre-se: quando olhamos para o passado e sentimos rancor, raiva ou mágoa é porque ainda não tiramos o real aprendizado daquela situação. E ainda estamos dominados pelo EGO.

Re-sentimento – José Carlos Carturan

Tenho consciência que corri um risco danado. Se por ventura alguém passar os olhos apenas pelo título da coluna talvez pense: ‘Que cara analfabeto, olha só como escreveu a palavra ressentimento… Como pode uma pessoa desta escrever no jornal???’ Faz parte. Logicamente, sei que a grafia correta de ressentimento é esta, com dois “ésses”. A separação no título da coluna foi apenas para que percebamos o real significado desta palavra. Às vezes não damos a devida atenção ao que falamos, mas em muitas situações as palavras dizem muito mais do que imaginamos. Pelo dicionário, ressentimento significa: Ressentir. Sentir-se mal com relação a alguém repetidamente. Ter queixa contra alguém. Alimentar raiva, ódio, inveja contra outro. Não querer falar, procurar evitar alguém, por alguma coisa acontecida no passado. Quantas vezes você já não ouviu alguém falar que se sente ressentida com algo ou alguém? Pois é, esta pessoa resumidamente está “remoendo”, repetindo algo, sofrendo novamente por um fato, uma situação, nutrindo um sentimento (normalmente ruim) sobre algo que aconteceu no passado. A pergunta é: Quem é o maior prejudicado na história, quem fica se ressentindo ou a outra pessoa, “vítima” do ressentimento? Não preciso nem responder, não é? A questão é que um número considerável de pessoas gasta uma quantidade enorme de energia para re-sentir algo desagradável. Tem alguma explicação? Pior é que sim. Nossa mente inconsciente não consegue diferenciar passado, presente e futuro. Tudo acontece no aqui e no agora. É por este motivo que ao ouvirmos uma música, sentirmos um perfume, trazemos lembranças de situações de nossa vida e na grande maioria das vezes trazemos também o sentimento referente àquela situação. Ou vai me dizer que nunca ouviu uma canção e se lembrou de alguém ou algum momento muito especial. Talvez tenha dado até aquele suspiro… No entanto, se passamos o tempo trazendo a tona lembranças que nos fazem mal, traremos junto os sentimentos que nos perturbam e acabaremos sofrendo “no agora” algo que já aconteceu (e nos fez sofrer) há muito tempo. Detalhe: Este re-sentimento é bem mais comum do que deveria ser. E digo mais: Há pessoas que passam uma vida toda se ressentindo sobre alguma decisão que tomou, ou que deveria ter tomado. Que fique claro uma coisa: Isto é uma escolha sua. Você pode optar entre ficar sofrendo novamente por algo que talvez já tenha ocorrido há anos, décadas atrás ou tocar sua vida adiante, buscando o aprendizado que a situação lhe trouxe e se for o caso, perdoar a todos os envolvidos. E então, o que vai escolher?

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21 a 22 de OUT, 2017

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10 OUT, 2017 | por José Carlos Carturan
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