+55 (11) 2626-0211
+55 (12) 3302-0111
+55 (12) 99111-7601
contato@ellevendh.com.br

Corrida, mente e corpo – José Carlos Carturan

Não se trata apenas de buscar um corpo bonito, pernas bem torneadas, uma saúde impecável e ainda ter a chance de fazer boas amizades. O hábito de praticar corrida pode ser um grande aliado contra a avalanche de distúrbios ligados ao comportamento. Além do fato da socialização, que por si já consistiria em um enorme ganho ao praticante, este tipo de exercício físico promove uma intensa interação entre mente e corpo.

Dentre os grandes problemas de saúde atuais, a maioria não está diretamente ligado à ação de vírus, fungos, bactérias e outros organismos que podem nos colocar em estado de doença;para que se tenha ideia, sete dentre as dez doenças que mais acometem o ser humano e podem inclusive levá-lo à morte possuem como característica uma estreita ligação entre a saúde física e a saúde emocional.

Termos como depressão, estresse, ansiedade, pânico passaram a fazer parte de nosso cotidiano cada vez mais acelerado e impessoal. Estes problemas geralmente causam desequilíbrios consideráveis em nosso metabolismo, afetando até mesmo mecanismos de homeostase (equilíbrio) de nosso corpo bastante sutis, mas importantíssimos para que estejamos saudáveis.

E para que o corpo consiga retomar a normalidade e reequilibrar suas funções, há duas saídas. Ou a ação de substâncias químicas que servem para colocar ‘a casa em ordem’ ou que haja um estímulo para que tais substratos sejam produzidos de forma endógena (pelo próprio corpo).

Uma das grandes dicotomias no que diz respeito às ciências que tratam da interação mente e corpo na área da saúde é se o estado de espírito faz com que nossa química interna seja alterada, ou o contrário; se a alteração pontual destes componentes químicos é que são responsáveis por alterar, às vezes de forma abrupta e intensa, nosso estado de espírito. Me lembrou uma ‘dúvida’ que era colocada em questão numa antiga propaganda de biscoitos: se o biscoito vendia mais porque estava sempre ‘fresquinho’ ou se estava sempre ‘fresquinho’ porque vendia mais.

Pois bem, para quem pratica corrida, tanto faz. Ao praticar tal tipo de atividade é fisiologicamente impossível se manter ‘para baixo’, em um estado mental desagradável. Pelos movimentos do corpo, por desfocar a mente dos problemas do dia a dia e pelo fato do cérebro produzir uma variedade imensa de substâncias que fazem com que a pessoa se sinta bem, muito bem. Quer alguns exemplos?
Correr promove o ‘start’ que o cérebro precisa para produzir endorfina, neurotransmissor que dá a sensação de bem-estar. Faz também com que seja produzida dopamina, outra substância que faz com que nos sintamos bem.

A atividade física constante, principalmente quando executada sob supervisão de algum profissional e após terem sido feito exames que testem que o ‘atleta’ está apto para tal prática, gera benefícios diretos e indiretos.

Como benefícios diretos (e mensuráveis) podemos citar a melhora na parte circulatória, a possibilidade de eliminação de peso, previne contra doenças cardíacas, combate o estresse, a osteoporose e distúrbios do sono. Como ‘ganhos extras’ temos dentre outros a aquisição de hábitos mais saudáveis, o aumento da auto estima, da confiança e da disciplina.

Quer mais algumas vantagens? É um esporte barato, que possibilita uma melhora progressiva e que pode ser praticado em diversos lugares. Basta ter o mínimo de equipamentos, orientação e boa vontade. Certamente além de tudo isso, mesmo que seja aos poucos, você colaborará para a sua qualidade de vida e terá a possibilidade de manter mente e corpo em equilíbrio.

Quer participar da Elleven Run, nossa Equipe de Corrida, com orientação profissional??

Então entre em contato pelo email: ellevenrun@ellevendh.com.br

Aproveite!

Cura Mente/Corpo – José Carlos Carturan

Comentar sobre os comportamentos do ser humano e a influência que estes comportamentos exercem no processo de cura pode parecer complexo à primeira vista, mas ao analisarmos as bases de estudo com atenção, veremos que em nosso cotidiano já nos deparamos com diversas situações deste tipo.

Depois de observar o desenlace de diversos casos de tratamento de seus pacientes o Dr. Milton Erickson, considerado o pai da hipnose moderna, criou e passou a reconhecer a teoria de que há estreita conexão entre o cérebro, a mente e o corpo no processo de recuperação dos indivíduos.

Baseado neste conceito, o renomado Dr. Ernest Rossi, PhD em psicobiologia passou a pesquisar e estudar casos clínicos onde os pacientes eram submetidos à rigorosa avaliação e passavam por inúmeros processos conjuntos ao tratamento convencional. Nestes estudos foram medidos diversos componentes neurológicos e fisiológicos do organismo da pessoa no momento do início do tratamento e depois de ministrados os medicamentos convencionais e os medicamentos chamados placebo (que não possuem ação específica nos sintomas ou na doença). Além disso, foram observadas criteriosamente as maneiras com que estes pacientes reagiam ao tratamento.

Os resultados foram espantosos. Os pacientes que demonstravam maior confiança na equipe médica (fator muito importante), mais otimismo em relação à cura e possuíam maior alegria e bom humor apresentaram melhora no quadro clínico muito mais significativa, mesmo sob o efeito de placebos, do que os pacientes que se demonstravam pessimistas, céticos e desconfiados em relação ao tratamento.

Vejam bem, quando digo melhora significativa, estou falando de resultados mensuráveis e não na teoria do “eu acho”. Exames detalhados foram realizados e apresentaram melhora considerável nos níveis de anticorpos, células de defesa do organismo e imunoglobulinas. Os sintomas da doença também haviam diminuído visivelmente e os pacientes encontravam-se num quadro geral extremamente satisfatório.

O Dr. Ernest Rossi, apoiado em seus estudos, afirma que a expectativa positiva de cura por parte do paciente consiste em até 50% de uma recuperação bem sucedida. Nestes casos, o próprio organismo combate o estresse causado pela doença e libera substâncias como as endorfinas (neurotransmissores) responsáveis pelo relaxamento do indivíduo frente aos transtornos que a doença causa.

Atualmente, apesar de ainda gerar inúmeras controvérsias, esta teoria já adotada há vários anos na Europa, Estados Unidos e Canadá, passou a ser mais bem aceita na América Latina e por profissionais brasileiros na área da saúde.

Efeito Placebo – José Carlos Carturan

A palavra placebo deriva do latim “placere”, que significa “agradar”. Como definição, placebo pode ser qualquer tratamento que não possui ação específica nos sintomas ou na doença, mas que de alguma forma pode causar efeito no paciente.

Já o conhecido “efeito placebo” diz respeito aos resultados obtidos a partir da administração de um placebo, sendo que recentemente pode também ser atribuído a procedimentos médicos sem o uso de fármacos, assim como a tratamentos sem comprovação científica, mas que podem causar melhora nos pacientes.

Para que se tenha idéia do poder do efeito placebo, um estudo realizado na Universidade de Harvard, testou sua eficácia em distúrbios como dor, hipertensão e asma e o resultado apontou para melhora no quadro em 30 a 40% dos pacientes. Isto significa que este percentual de pacientes obteve melhora sem que estivesse sendo administrado algum medicamento efetivamente. A melhora ocorreu porque estes pacientes acreditavam estar tomando a medicação.

Pesquisadores desta área explicam que além da ação farmacológica natural do medicamento, existem alguns efeitos que acontecem mesmo quando são administradas substâncias sem efeito farmacológico. O efeito placebo é tão misterioso que alguns pacientes relatam até mesmo os efeitos colaterais que são causados pelos medicamentos que na verdade não estão tomando, o que pode causar certo desconforto e requerer reavaliação por parte da equipe médica.

Fisiologicamente, o efeito placebo é considerado como um efeito orgânico causado no paciente através de estímulos abstratos ou simbólicos. De forma mais simples, isto diz que o importante é a realidade presente no cérebro e não a realidade farmacológica.

A expectativa do paciente frente ao tratamento pode ampliar, anular e reverter os efeitos da droga e até mesmo fazer com que drogas inertes provoquem efeitos que não podem ser causados por elas. Esta expectativa, positiva ou negativa, pode ser gerada pela confiança na equipe médica, pelo uso anterior de alguma medicação ou por informações obtidas por leitura ou através de outras pessoas.

Todos estes dados e alguns casos bastante conhecidos criam a questão de o quanto nossa mente, nosso estado emocional pode interferir no processo ‘doença versus cura’. A observação de casos onde um grupo de pacientes é dividido e, logicamente sem saber, metade recebe a medicação convencional e a outra metade recebe placebo demonstra resultados extremamente semelhantes. Ambos os grupos acreditam estar recebendo a medicação verdadeira e obtém resultados similares por causa disto.

Dr. Ernest Rossi, estudioso dos processos de cura mente-corpo, diz que as histórias de cura espontânea são menosprezadas pela ciência como resultados não confiáveis, porque acabam seguindo a premissa do “não é comprovado, portanto não é real”. Uma coisa é certa. A ciência tem sido obrigada a admitir cada vez mais a existência de mecanismos que ainda não tem comprovação, mas apresentam resultados altamente eficazes.

Agenda
17 a 18 de OUT, 2017

Blog
10 OUT, 2017 | por José Carlos Carturan
Faça o seu Teste
Endereço
R. Letícia, 61 - Jardim Satelite, São José dos Campos - SP, 12230-840
Telefone
+55 (12) 3302.0111 +55 (11) 2626.0211
© 2017 Elleven Treinamentos. Todos os Direitos Reservados.                 R. Letícia, 61 - Jardim Satelite, São José dos Campos - SP, 12230-840

Newsletter

Insira seu email para receber dicas e artigos exclusivos da Elleven Treinamentos!

X