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Contágio – José Carlos Carturan

No dicionário, a palavra “contágio” tem a seguinte definição: ‘Transmissão de uma doença por meio de contato mediato ou imediato’. Além desta designação, o próprio dicionário traz uma definição figurativa da palavra: ‘Imitação involuntária’.


E é justamente sobre este segundo conceito que falaremos. Talvez todos nós já tenhamos sido ‘contagiados’ de alguma forma. Quem, por exemplo, nunca passou a usar gírias ou modismos no falar? Ou acabou ‘pegando’ algum sotaque ao passar férias em uma região diferente? Até aí nenhum problema. Dá até certo charme…


O problema é que o mecanismo de imitação funciona para diversas outras coisas e em boa parte das vezes para coisas não muito boas. E digo mais: Podemos até em um primeiro momento criticar a atitude, mas se não estivermos muito atentos daqui a pouco estamos fazendo a mesma coisa. E achando normal.


Alguns se aproveitam deste padrão de comportamento humano e transformam-no em uma verdadeira “Filosofia de Vida”, muito comum em empresas, no serviço público, com os políticos (esses então, nem se fala) e em equipes geridas por líderes despreparados e incongruentes.


Esta “Filosofia” tem até um nome: “Quanto pior, melhor”. E faz sentido. Em ambientes desorganizados, repletos de pessoas que adotam este ‘modo de vida’ é que se proliferam a corrupção, a incompetência, a impunidade e o atraso.


Quer ver? Há um horário a ser cumprido na empresa. Quem chega na hora, não fez mais que a obrigação. Quem se atrasa, tem a conivência do chefe (isto quando o chefe não é o primeiro a dar mau exemplo).

 Os que não se atrasavam começam a ficar displicentes com o horário e se atrasam também. Então os “espertalhões” já chegavam mais tarde logo de cara, passam a atrasar-se ainda mais. Pronto: Clima propício para uma equipe desunida, indisciplinada e que sempre obtém resultados abaixo do esperado.


Traga isto para a política. Quem é honesto não faz mais que a obrigação (e não faz mesmo!). Aí vem um (na realidade, vários) e faz coisas ilegais. A punição não vem. Outros que até então não roubavam, percebem que nada acontece, que a impunidade impera e passam a roubar também. Só que os ‘mais experientes’ para diferenciar-se do grupo montam verdadeiros esquemas de desvio de dinheiro (mensalões, secretárias,etc). Mais uma vez prevalece o “Quanto pior, melhor”.


Sejamos sinceros, esta cultura é bem mais normal que parece. Na escola já era assim. O que estudava não era considerado bom aluno. Era chamado de CDF. E jogar lixo na rua então? E depois, dá-lhe enchente. Percebe?


A mudança deve começar aos poucos. Primeiramente com a valorização dos bons exemplos em detrimento dos maus. Depois com a consolidação de uma cultura baseada em valores e virtudes. E por último, líderes preparados para lidar com sua equipe. Gente que saiba cuidar de gente. E definitivamente acabar com esta cultura. Que tal sermos contagiados por tantos bons exemplos que existem por aí?

Escassez – Dr. José Carlos Carturan

De todo este episódio do ‘mensalão’, questões políticas à parte, um dos fatos que mais me chamou a atenção, além do clamor popular por punições severas foi a repercussão que a postura do Ministro do Supremo Joaquim Barbosa obteve, mesmo entre pessoas até certo ponto alheias a todo o contexto do julgamento.

Perceba, não é meu objetivo mencionar a performance jurídica do caso, mas sim chamar a atenção para um ponto um pouco mais sutil de toda essa situação. Qual seria o motivo de uma pessoa ser tratada como herói por pessoas que até pouco tempo atrás sequer sabiam da existência de um Supremo Tribunal Federal?

Também não vem ao caso se o tratamento destinado ao nobre Ministro é justo ou não, mas confesso que uma coisa me veio à cabeça. O quanto nosso país é carente de bons exemplos. Vale salientar que parece claro que Joaquim Barbosa não tem sido reconhecido por ser um ministro negro (o primeiro da história do país) e de origem humilde. Ele já poderia ter sido reconhecido por este notável feito desde 2003, quando passou a exercer sua função no Supremo.

O seu reconhecimento vem da força implacável, para o bem e para o mal, com que está conduzindo aquele considerado o maior julgamento da história do país. A postura de alguém que busca incessantemente o bem da maioria.

Uma coisa é certa. Todos nós precisamos de exemplos. O ser humano é assim. Busca similaridades, alguém a quem possa espelhar. Só há um problema nisso. De um jeito ou de outro acabamos elegendo alguém como exemplo. E se não temos exemplos verdadeiramente fiéis ao que podemos julgar como sendo o correto, podemos nos tornar o reflexo daquilo que não deve ser seguido.

Do mesmo modo que Guga Kuerten mobilizou milhares de crianças a jogar tênis, que Ayrton Senna nos trouxe de volta o patriotismo e que Madre Teresa, Dalai Lama e Gandhi são considerados ícones da defesa da paz e dos seres humanos, precisamos também de outros exemplos. As pessoas precisam de alguém para se inspirar, algum herói, da vida real ou das histórias. Alguém que as faça perceber que as coisas são possíveis.

Isso acontece só em nossa vida pessoal? Claro que não. No trabalho é a mesma coisa.
Segundo dados obtidos com pesquisa realizada durante o Congresso Nacional de Recursos Humanos (Conarh 2012), para 87% de líderes atuais de grandes empresas, no Brasil não há líderes suficientes para lidar com os desafios atuais e futuros das organizações.
Não é apenas a suposta efervescência da economia brasileira e o aumento da demanda que explicam esse déficit. Esse contexto tem origens mais abrangentes.

Há uma escassez de líderes que podem ser considerados exemplares, diferentes, capazes de criar oportunidades, perspectivas e envolver, engajar as pessoas na busca deste ideal. Faltam líderes que sirvam de exemplo em nosso país. Nas empresas, então, nem se fale. Faltam mais heróis em nossa vida, pessoas humanas que façam a diferença. Eu, posso me considerar privilegiado. Conheço um bocado destes heróis.

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30 NOV, 2017 | por José Carlos Carturan
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