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Neuromarketing – José Carlos Carturan

Você entra em um shopping e percebe um aroma agradável. Passeia por corredores amplos e com chão meio liso e encontra vitrines criteriosamente preparadas. Entra na loja e está tocando uma música alta e vibrante. Sem se dar conta, acaba envolvido por essa atmosfera, olha os produtos, até compra algo (que às vezes não precisa realmente) e volta para os corredores sentindo aquela sensação de satisfação. Olha ao redor em busca de um relógio, mas não encontra nenhum.

Não está com fome, mas passa por aquela rede de fast food com cores vibrantes e seduzido pelo cheirinho agradável, sente um “apetite momentâneo”. Então, você conversa consigo mesmo e conclui que já abusou nos últimos dias. Negocia ‘internamente’ e opta por comprar apenas um sorvete de casquinha.

Antes de ir embora resolve dar uma conferida naquela loja de departamentos que vende DVDs, CDs, chocolates, roupas, videogames, eletrônicos e celulares. Acaba novamente pegando um ou dois itens que achou ‘baratinho’ e vai para uma fila de ‘caixas rápidos’, agora com corredores estreitos e onde existem nos dois lados outros produtos tentadores (para as crianças principalmente) como chicletes, mais chocolates, revistas e algumas ‘ofertas imperdíveis’. Coloca mais algumas dessas coisas no cesto de compras, espera um bocado na fila e comenta com as pessoas que não entende porque “com tantos caixas, apenas dois estão atendendo”. Pois bem, os parágrafos anteriores apenas comprovam que em poucos momentos você foi atraído por diversas estratégias de uma poderosa ferramenta chamada Neuromarketing.

 Criado na Holanda no início da década de 90 e aperfeiçoado na Universidade de Stanford nos EUA o Neuromarketing tem a característica de conciliar conceitos do Marketing com fundamentos da Neurociência. Isso mesmo: atualmente os profissionais pesquisam como o nosso cérebro funciona e com base nesses dados montam estratégias para divulgar produtos e atrair clientes.

Ou será coincidência que as maiores redes de lanchonetes fast food, as cervejas campeãs em vendas e o refrigerante mais consumido no mundo têm a cor vermelha predominante em seus logotipos e embalagens? Claro que não. O vermelho ativa áreas cerebrais que nos estimulam a ter comportamentos que levam a comprar, às vezes por impulso.

Já se comprova que tomamos mais de 90% das nossas decisões baseados em nossos sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) e emoções. Sons, odores, imagens, cores, texturas, são minuciosamente escolhidos com o objetivo de nos atrair e levar ao ato de consumir. Muito pouco do que decidimos passa por um processo racional de escolha.

Mas essas estratégias estão reservadas a grandes empresas, que podem investir pesado? A boa notícia é que não. Geralmente medidas simples, já trazem grande diferença no resultado final. Ações que façam com que o cliente tenha em seu estabelecimento sensações e sentimentos positivos. Cores agradáveis, um cafezinho fresco, música suave, recepção confortável e um atendimento cordial já são bons começos.

 A propósito: os corredores de shoppings e supermercados são normalmente largos e tem piso bastante liso para que você não ande muito rápido e possa olhar as vitrines e não existem relógios nestes ambientes para perdermos a noção do tempo que estamos lá dentro.

Com algumas pequenas atitudes e mudanças em seu ambiente de trabalho você pode gerar grandes diferenciais. Use o Neuromarketing a seu favor.
Efeito Placebo – José Carlos Carturan

A palavra placebo deriva do latim “placere”, que significa “agradar”. Como definição, placebo pode ser qualquer tratamento que não possui ação específica nos sintomas ou na doença, mas que de alguma forma pode causar efeito no paciente.

Já o conhecido “efeito placebo” diz respeito aos resultados obtidos a partir da administração de um placebo, sendo que recentemente pode também ser atribuído a procedimentos médicos sem o uso de fármacos, assim como a tratamentos sem comprovação científica, mas que podem causar melhora nos pacientes.

Para que se tenha idéia do poder do efeito placebo, um estudo realizado na Universidade de Harvard, testou sua eficácia em distúrbios como dor, hipertensão e asma e o resultado apontou para melhora no quadro em 30 a 40% dos pacientes. Isto significa que este percentual de pacientes obteve melhora sem que estivesse sendo administrado algum medicamento efetivamente. A melhora ocorreu porque estes pacientes acreditavam estar tomando a medicação.

Pesquisadores desta área explicam que além da ação farmacológica natural do medicamento, existem alguns efeitos que acontecem mesmo quando são administradas substâncias sem efeito farmacológico. O efeito placebo é tão misterioso que alguns pacientes relatam até mesmo os efeitos colaterais que são causados pelos medicamentos que na verdade não estão tomando, o que pode causar certo desconforto e requerer reavaliação por parte da equipe médica.

Fisiologicamente, o efeito placebo é considerado como um efeito orgânico causado no paciente através de estímulos abstratos ou simbólicos. De forma mais simples, isto diz que o importante é a realidade presente no cérebro e não a realidade farmacológica.

A expectativa do paciente frente ao tratamento pode ampliar, anular e reverter os efeitos da droga e até mesmo fazer com que drogas inertes provoquem efeitos que não podem ser causados por elas. Esta expectativa, positiva ou negativa, pode ser gerada pela confiança na equipe médica, pelo uso anterior de alguma medicação ou por informações obtidas por leitura ou através de outras pessoas.

Todos estes dados e alguns casos bastante conhecidos criam a questão de o quanto nossa mente, nosso estado emocional pode interferir no processo ‘doença versus cura’. A observação de casos onde um grupo de pacientes é dividido e, logicamente sem saber, metade recebe a medicação convencional e a outra metade recebe placebo demonstra resultados extremamente semelhantes. Ambos os grupos acreditam estar recebendo a medicação verdadeira e obtém resultados similares por causa disto.

Dr. Ernest Rossi, estudioso dos processos de cura mente-corpo, diz que as histórias de cura espontânea são menosprezadas pela ciência como resultados não confiáveis, porque acabam seguindo a premissa do “não é comprovado, portanto não é real”. Uma coisa é certa. A ciência tem sido obrigada a admitir cada vez mais a existência de mecanismos que ainda não tem comprovação, mas apresentam resultados altamente eficazes.

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10 OUT, 2017 | por José Carlos Carturan
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