+55 (11) 2626-0211
+55 (12) 3302-0111
+55 (12) 99111-7601
contato@ellevendh.com.br

Os 3 cérebros – José Carlos Carturan

Não sei se já parou para pensar nisso, mas algumas pessoas padecem de um problema crônico. A dificuldade na tomada de decisões. Por que temos tanta dificuldade em decidir?

Há fatores neurológicos e circunstanciais em que nos baseamos para decidir. Nesta semana conversaremos sobre as estruturas cerebrais envolvidas. E isto é mais fácil de entender do que se imagina e explica muita coisa do nosso cotidiano. Não tive a oportunidade de comentar anteriormente, mas nosso cérebro é um “descendente”, uma “edição melhorada” dos cérebros dos animais primitivos.

Didaticamente podemos dizer que trazemos conosco resquícios do cérebro dos répteis e anfíbios que estão situados próximos à nossa nuca e diretamente ligados à nossa coluna vertebral por meio da medula. Assim como em nossos distantes amigos “escamosos” esta parte do nosso cérebro é responsável pelo comportamento instintivo, ligado aos nossos cinco sentidos (visão, tato, olfato, audição e paladar), que eram os requisitos necessários para que cobras e jacarés entre outros conseguissem sobreviver a seus predadores, alimentar-se e manter viva sua espécie.

Há também em nosso cérebro outra porção, denominada sistema límbico, da qual fazem parte diversas estruturas ligadas ao conteúdo emocional e ao comportamento afetivo, que já aparecem desenvolvidas nos mamíferos e que pode ser observada na maneira como os cães demonstram carinho a seus donos e como os ursos e macacos, por exemplo, brincam entre si.

Já nos mamíferos uma parte chamada córtex aparece ainda de forma pouco desenvolvida e é justamente esta porção, denominada pelos neurocientistas de neocórtex que acabou tendo um salto em seu desenvolvimento e que acaba por diferenciar neurofisiologicamente a espécie humana das demais.

Este neocórtex é responsável pelo nosso raciocínio lógico, pelo cálculo matemático, pelo pensamento abstrato e principalmente pela comunicação através da fala. Isto deu ao ser humano uma imensa vantagem competitiva em relação às demais espécies, mas trouxe também alguns inconvenientes no momento de nossa tomada de decisões, ainda mais quando levamos em consideração que a porção esquerda do nosso cérebro toma decisões de modo lógico e racional e a porção direita decide de maneira intuitiva e criativa.

Só por isso já é possível imaginar os conflitos internos para tomarmos uma decisão. Uma parte de nós é puro instinto; agressiva, impulsiva e voraz. Outra parte reage de modo emocional e sensível e para complicar mais, tudo ainda passa por um processamento lógico e racional de um lado e intuitivo e criativo do outro.

Dependendo da parte do cérebro que predomina é que tomamos as decisões: de maneira mais impulsiva, emocional, intuitiva ou lógica. E por isto as pessoas reagem à mesma situação de modo tão diferente, muitas vezes diferente do modo que nós agimos ou da maneira que gostaríamos que agissem.

‘Psicoterafins’ por Tatiana Alvares

Na atual e nova etapa profissional que vivencio, uma grande revisão de valores e postura tem sido o que dá o tom nos meus dias.
Me dedico até a uma certa exaustão em ler e estudar os conceitos que me caem bem hoje e que desejo oferecer de maneira integrada a clientes, pacientes, parceiros. Isso não significa, de modo algum, que sou totalmente conhecedora de algum deles. Apenas talvez signifique que já é suficiente para tecer opiniões e tomar decisões sobre a direção que darei às minhas especialidades, seja na prática clínica, consultiva ou “treinativa”.
Psicologia analítica, psicanálise, programação neurolinguística (PNL), hipnose, coaching, física quântica, misticismo, teorias do comportamento. Para alguns, ler esta frase e ver essa ‘miscelanea’ antípoda pode parecer o oitavo pecado capital, mas me deixe estruturar alguns pensamentos que me são possíveis, convergindo o melhor de cada uma dessas ciências:
1) Responsabilidade: seja em qualquer uma das ciências citadas acima, responsabilizar-se por si, conhecer-se e parar de se queixar do mundo é unânime. Conheça-se, aja, resolva e isso será apenas e unicamente responsabilidade SUA. Quem é responsivo leva a vida de maneira mais qualificada e satisfatória, mantendo foco no que é se SEU controle e cessando os escapes de energia que insistem todas as vezes que nos incomodamos e não fazemos nada com isso ou, pior, responsabilizamos o outro por nosso cansaço ou desânimo. Ah! E é responsabilidade de CADA UM DE NÓS também quando não nos conhecemos.
2) Escolha: acompanhada da responsabilidade, somos nós os donos das escolhas que fazemos, sejam elas conscientes ou não. A todo momento decidimos por A ou por B e, olha só, somos NÓS mesmos que as fazemos, uma a uma. Aumentar nossa capacidade de fazer escolhas melhores e mais congruentes conosco é a missão que os seres humanos todos tem em comum.
3) Vontade: predominantemente nos assuntos de física quântica, mas também presente nas demais, a vontade é aquela força que empreendemos sobre qualquer aspecto de nossa vida. Ela está acima das condições do nosso corpo, acima das estruturas da personalidade, acima dos tipos psicológicos. E isso porque ela é um elemento de estâncias superiores daquelas mentais. Vontade é aquele negócio que, muito além do querer, opera sobre em qual frequência vibraremos e quais coisas/pessoas/acontecimentos atrairemos até nós. 
4) Repetição: na PNL, na psicanálise, no misticismo, a repetição serve como a grande porta que estoura outras portas. Na psicanálise estoura a porta para o recordar e elaborar, na PNL a porta da excelência, no místico a porta da evolução. Grande prima da vontade, a repetição é um instrumento poderoso de autoconhecimento, desde que seja utilizada como RECURSO e não como um bom motivo para nos vitimizarmos com coisas do tipo: “Não consigo fazer diferente…”
5) Perguntação: se a grande porta do desenvolvimento humano é a boa repetição, a chave dela é a ‘perguntação’. NADA substitui, em TODAS as ciências que listei, os resultados positivos que a habilidade de fazer boas perguntas traz. E boas perguntas significa levar em conta o mundo psi do outro, esquecendo-se do seu. É garantir o direito das pessoas de sentir e pensar como sentem e pensam. É honroso e, só assim, possível encaixar a chave na porta correta.
6) Emoção: exceto para uma das ciências que citei e em uma das suas modalidades, para todas as outras o conteúdo emocional é a alavanca daquela porta onde a chave entra.  É o qualitativo para uma vida qualificada (não usei a palavra feliz, pois – acredite – tem gente que não dá a mínima para isso. E isso deve ser respeitado). É o decisivo para que nós ofereçamos à vida algum sentido e a nós mesmos, a humanidade.
Em anos de divã e aposta certa em programas comportamentais, uma questão foi evidenciada em minha personalidade: eu não gosto de perder. Portanto, fazer escolhas é sempre algo altamente angustiante e hoje em dia mais ainda desafiante para mim. E aí, creio eu, usei esse meu “defeito” para fazer o que é uma – modéstia a parte – boa característica: empreendedorismo. Meu negócio é juntar as melhores coisas, resolver e ponto.
Ouvi uma frase numa novela (grande representante das boas tolices da nossa vida) que encerra as questões sobre desenvolvimento, na minha visão: “O simples aproveitamos. O complicado resolvemos. E essa é a vida.”
Que todos aqueles envolvidos nos “psicoterafins” e ”desenvolvefins” estejam ocupados única e exclusivamente com uma ética: oferecer ao outro condições de inventar-se e responsabilizar-se por isso. É o caminho, no meu modelo mental, para se viver bem.

Agenda
25 à 27 de AGO, 2017

Blog
01 AGO, 2017 | por José Carlos Carturan
Faça o seu Teste
Endereço
R. Letícia, 61 - Jardim Satelite, São José dos Campos - SP, 12230-840
Telefone
+55 (12) 3302.0111 +55 (11) 2626.0211
© 2017 Elleven Treinamentos. Todos os Direitos Reservados.                 R. Letícia, 61 - Jardim Satelite, São José dos Campos - SP, 12230-840

Newsletter

Insira seu email para receber dicas e artigos exclusivos da Elleven Treinamentos!

X