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Mau humor constante? Pode ser outra coisa… José Carlos Carturan
Distimia
 
A situação se repete dia após dia e pode acontecer em seu trabalho ou na relação com alguém da família. A pessoa chega com a cara amarrada, de poucos amigos e manifesta o quanto está contrariada por alguma coisa. São conhecidos no ambiente como os mal humorados, ranzinzas, rabugentos.
Talvez você mesmo tenha alguns dias com o humor bem instável. A rotina estressante a que grande parte de nós está submetido podem gerar desconforto e abalar o humor, mas o fato é que há pessoas que constantemente apresentam este comportamento. Para estas pessoas o mau humor recorrente pode significar mais do que um comportamento passageiro.
Há um distúrbio conhecido como distimia, um mau humor crônico que influencia não só a vida do paciente como também das pessoas que convivem com ele. A grande dificuldade está em diferenciar episódios ocasionais de mau humor com a doença propriamente dita. 
Uma característica comum do paciente com distimia é a irritação e preocupação excessiva até quando a situação é positiva. Em alguns casos mais graves, o paciente encontra problemas até mesmo em situações benéficas como ganhar um prêmio na loteria. Fica irritado porque, por exemplo, daqui por diante acredita que sua família não estará mais em segurança. Em suma, quando as alterações de humor passam a ser comuns e a pessoa fica irritada quando está calor e repete o mesmo padrão comportamental quando está frio, talvez algo esteja errado.
Algo também relevante é que o distímico (como é chamado o paciente que tem distimia) além do já comentado mau humor apresenta também tristeza, pessimismo, sensação de constante insatisfação, falta de motivação e auto estima.
Geralmente a distimia começa a aparecer na adolescência ou no adulto jovem e pode perdurar por toda a vida se não for tratada corretamente. Os sintomas que mais chamam a atenção, no seu início, são a irritação com qualquer coisa, o costume de ver problemas em tudo e o isolamento social. Estatísticas da Organização Mundial de Saúde apontam que até 180 milhões de pessoas no mundo são portadoras da doença e as mulheres são afetadas duas vezes mais do que os homens. Neste caso a questão hormonal faz diferença sim. 
Caso a doença não seja corretamente tratada, e um tratamento pode levar até dois anos, o paciente tem 70% de chance de desenvolver a depressão. As principais diferenças entre a distimia e a depressão são a relação social do paciente e alguns sintomas físicos que aparecem normalmente na depressão, mas não ocorrem na distimia, como alteração de apetite, sono e energia. 
Outra diferença importante é que na maioria dos casos a pessoa depressiva busca se isolar de qualquer atividade, enquanto o distímico continua realizando suas funções normais, mas sem sentir prazer e satisfação ao realizá-las.  A grande dificuldade é perceber que há algo errado e que os episódios de mau humor não são apenas características do indivíduo. Apenas um diagnóstico clínico criterioso realizado por um psiquiatra ou psicólogo pode apontar a ocorrência da doença e seu método correto de tratamento.
Inimigo silencioso
Acontece com cada vez mais freqüência: A pessoa sente desânimo, tristeza sem motivo aparente, sensação constante de fadiga; Insônia ou pelo contrário, sono excessivo. Falta de prazer em atividades que anteriormente traziam satisfação. Sentimentos de culpa, dificuldades em concentrar-se e tomar decisões. Estes são apenas alguns sintomas da depressão, um inimigo que se torna mais comum a cada dia.
Para que tenhamos uma idéia, dados de 2008, divulgado nesta quarta-feira, revelam que a depressão é a quinta doença de maior ocorrência no Brasil, ficando atrás apenas das velhas conhecidas hipertensão, doença de coluna, artrite ou reumatismo e bronquite ou asma. Estima-se que cerca de 17 milhões de brasileiros tenham a doença. De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), mais de 75.000 trabalhadores são afastados anualmente de suas atividades em decorrência da depressão.
Os dados são ainda mais impressionantes quando considerados em âmbito mundial. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão atinge 121 milhões de pessoas ao redor do mundo e está entre as principais causas que contribuem para incapacitar um indivíduo. Por ano, a depressão esta ligada à morte de cerca de 250.000 pessoas. A Organização Mundial de Saúde estima que em pouco mais de 10 anos a depressão será a segunda doença mais comum no mundo, devendo atingir o primeiro lugar no ranking em 2030. Ela também será a maior responsável por mortes prematuras e anos produtivos perdidos, dado seu potencial incapacitante.
Há muito tempo a depressão já é uma das doenças que mais gera custos econômicos e sociais aos governos já que além dos gastos com tratamento, existem também as perdas na produção.
Ainda que não exista até hoje uma explicação científica conclusiva, sabe-se que a mulher é mais sensível à depressão. Há algumas teorias, entre elas a que relaciona esse efeito aos hormônios femininos.
Para ser diagnosticada clinicamente como portadora de depressão, a pessoa não precisa estar com todos esses sintomas. As causas da depressão podem ser biológicas, por meio de desequilíbrios bioquímicos na produção e captação relacionados a hormônios e neurotransmissores. Além das causas biológicas, fatores ambientais relacionados ao cotidiano atribulado e à falta de qualidade de vida das pessoas. Fatores comportamentais como crenças limitantes, baixa auto estima, falta de auto confiança também são potencializadores da depressão.
Felizmente há tratamentos eficazes por meio de medicamentos e principalmente pela ação de psicólogos preparados e que por meio de técnicas modernas conseguem resultados expressivos e rápidos na cura da doença. Em caso de dúvidas e caso existam alguns destes sintomas ocorrendo simultaneamente procure um profissional para auxiliá-lo. O diagnóstico precoce favorece consideravelmente no êxito do tratamento.
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25 à 27 de AGO, 2017

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01 AGO, 2017 | por José Carlos Carturan
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