+55 (11) 2626-0211
+55 (12) 3302-0111
+55 (12) 99111-7601
contato@ellevendh.com.br

Culpa: como lidar com ela?

Por José Carlos Carturan

 

Hoje o tema é espinhoso, recorrente e faz parte da vida de todo ser humano. Sei que alguns vão se perguntar: ‘Todo ser humano? Você não está generalizando, José Carlos?’- Sim, estou. Todos nós em algum momento já sentimos isso. Digo mais: Muitos de nós fomos criados com base neste sentimento ardil. A Culpa.

Então, para iniciarmos a prosa, lá vai a definição do dicionário. Culpa: ‘É o sentimento de sofrimentoobtido após reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável, baseado na frustração causada pela imagem criada daquilo que achamos que deveríamos ter sido. ’

Entendeu? Se não entendeu, repare apenas nas quatro palavras que grifei. Tá bom ou quer mais? Sofrimento, reavaliação, reprovação e frustração. Some-se a estes sentimentos outros que estão correlacionados como autocrítica, repressão, mágoa e perceba o estrago que isto causa.

Poucos dão a devida atenção a este sentimento, mas ouso dizer que é um dos que mais atrapalham nossa vida. E digo mais: É um dos mais difíceis de lidar, de ser trabalhado internamente.

Os motivos são simples: primeiro, a facilidade com que as pessoas têm em nos repreender, desde sempre, quando algo não sai exatamente como deveria. Pais, professores, amigos, familiares. Nosso senso de perfeccionismo e autocrítica então vem e nos colocam ainda mais para baixo.

O segundo é a questão cultural mesmo. A cultura ocidental predominantemente e uma boa parte das culturas orientais se baseiam na culpa. As religiões instituídas multiplicam esta sensação exponencialmente. Pecado, castigo, punição, dívida. Já nascemos do pecado e carregamos isto conosco às vezes por toda a vida. Exagero? Creio que não. Ainda mais quando levamos em consideração que é algo que acontece há séculos, que herdamos de nossos antepassados, que está impregnado em nossas células, que paira no ar.

As culpas que sentimos o tempo todo, a sensação de que temos de nos redimir mesmo muitas vezes sem saber de quê são apenas resquícios de uma culpa atroz e gigantesca que recai sobre nossos ombros e que por nossa pequenez frente a um Universo tão grandioso jamais teremos condições de lidar. E cá entre nós, nem temos de lidar.

Com base nisso, a sociedade se baseia em uma infinidade de padrões, que variam de um lugar para outro, mas que invariavelmente temos de nos adequar, ainda que em grande parte das vezes não sejamos preparados para isto pela família, pelos educadores e pela falta de exemplos a quem podemos nos espelhar.

Nós seres humanos somos uma obra inacabada e obviamente somos responsáveis por nossos atos e suas conseqüências. Isso por si só já traz uma responsabilidade suficientemente grande.

Por esse motivo, não aceite gratuitamente o sentimento de culpa que alguns insistem em nos colocar nos ombros. Cada um é responsável pelo seu destino e ninguém é obrigado a carregar o fardo alheio. Você pode até ajudar, mas deve ser uma opção sua. É a mesma prerrogativa que tem em dizer não e seguir sua vida adiante. De hoje em diante fique atento em quem quer por a culpa pelo próprio fracasso nas suas costas. E definitivamente, não aceite. Mas, sem sentir-se culpado por isto, ok?

Imagem: © momentimages/Tetra Images/Corbis

 

A ditadura do julgamento – Alan Tadini

Dentre as várias áreas de nossa vida que nos tornamos escravos, a do julgamento figura entre as que mais nos afeta. Logicamente, não falo do julgamento legal, com juiz, advogado e todo o aparato que conhecemos. Fazemos julgamentos o tempo todo, não apenas do outro, mas de nós mesmos e de nossos atos. Procuramos sempre classificá-los entre certo e errado sem, no entanto, pensar sobre o que significa “certo” e “errado”. Qual é a regra para esta classificação? O que faz a ação ser certa? O que faz ser errada? Certo para quem? Como prever o resultado?

Particularmente, prefiro pensar em consequência. Toda ação gera uma consequência e ponto. Curiosamente, como estamos muito atrelados a este julgamento, buscando fazer o que é considerado “certo”, seja por nós mesmos ou pela sociedade, a consequência do ato acontece de duas formas: Uma pelo resultado daquela ação, e outra pelas ações geradas pelas outras pessoas devido ao julgamento que fazem desta ação, ao classificarem aquilo como certo ou errado. E esta classificação provém do nível de conhecimento do atuante e dos observadores sobre os fatores envolvidos na situação. Este julgamento todo, inconsciente e automático, leva a outro sentimento muito conhecido de todo ser humano vivo: A culpa.

Sim, esta conhecida… A culpa. Que nada mais é aquilo que você sente quando acha que poderia ter feito algo diferente do que você fez, mas que na verdade, não podia. Porque se você fez o que fez, fez porque naquele momento é o que você tinha condições de fazer, por todos os fatores: conhecimento, informação, momento, situação, necessidade, emoção… Tudo. Quando a consequência da ação não é o resultado esperado, o julgado como “certo”, sente-se esta angustia até arrogante, por acreditar que é (ou deveria ter sido ) mais do que realmente é???

Esta Ilusão que criamos e somos de certo modo incentivados a criar por toda a nossa vida, ao nos compararmos aos outros apenas pelo limite de nossa percepção da vida do outro. Afinal, consideramos, a nível inconsciente, que tudo que há pra saber sobre o outro nós já sabemos.
E é com base nesta ‘pseudo certeza’, que julgamos. Julgamos a nós, julgamos os outros, e julgamos os acontecimentos. Quanta onisciência e onipotência, não ? E muita gente ainda acha que “aos humildes o reino do céu”, significa pobreza material.

Será que seguindo este raciocínio, também não podemos considerar o tal do “bom senso” mais uma forma de julgamento ilusório? Esta que é uma das grandes armadilhas dos relacionamentos humanos. Quem nunca se sentiu numa saia justa quando o chefe ou o professor diz assim: “Faça esta tarefa usando seu bom senso.”?

Ok. Onde está o livro de regras do bom senso? Será que podemos perguntar: Bom senso de quem? Claro que é o do chefe… mas, como você vai saber qual é a percepção de bom senso sobre determinado assunto de outra pessoa? Bom senso é a forma como você acredita que percebe a forma com que os outros percebem determinado assunto.

E se o que você percebe como bom senso é diferente do bom senso do outro? Percebeu? E lá vamos nós julgando de novo… automaticamente… dentro do universo que existe dentro de cada um de nós.

A ditadura do julgamento faz parte de nossa formação de personalidade. É inconsciente, defensivo e automático, mas é possível praticar por toda a vida para não ser escravo dela. Você pode e irá julgar, e se estiver atento, perceber o julgamento.

A boa notícia é que você tem dentro de si todas as ferramentas necessárias para escolher seus atos, considerando o momento em que percebe que está julgando.

Afinal, você não é a sua mente, mas tem uma mente. Uma mente que pensa, mas a percepção não é da mente. A percepção é sua. Quem é que manda aí? Você ou a sua mente?

Que a Força esteja com você !

Alan Tadini é Pós Graduando de MBA em Marketing pela FGV, Engenheiro Elétrico, Psicanalista e Master Practitioner em PNL. Tarólogo, Jedi e empresário no estúdio DigiMax. Nas horas vagas também estuda astrologia e comportamento humano.

Deixar para trás – José Carlos Carturan

Talvez um dos grandes desafios em nossa vida seja o de tirar aprendizados das situações em que vivemos. É possível que todos já tenhamos passado por isso. Muitas vezes essas coisas acontecem e marcam muito nossa história. Há inclusive uma frase que diz que ‘quem aprende com os próprios erros é inteligente e quem aprende com os outros é sábio’.
Pois bem. O fato é que muitas pessoas não apenas não conseguem aprender nem com seus erros e nem com o dos outros e além disso passam um bom tempo ‘ruminando’ aquele sentimento ruim.

Há pessoas que simplesmente tornam o sentimento ruim que nutrem pelos outros um combustível para viver. Vale a pena? Talvez até valesse caso esse sentimento negativo se transformasse em mola propulsora para seu próprio desenvolvimento. Até conheço algumas pessoas que se ‘beneficiaram’ disto. Usaram a tristeza, o rancor para provarem para os outros e para si mesmos que seriam capazes de superar dificuldades, dissabores.

Contudo, é uma estratégia perigosa. Primeiro porque provar as coisas para os outros não leva a nada. O ideal é que consigamos fazer as coisas por nós mesmos e por pessoas que amamos. O segundo motivo é que isso pode se transformar em uma armadilha. Muitas pessoas acabam se perdendo no caminho.

Você já parou para pensar nisso? Conhece alguém que passa ou passou uma boa parte da vida remoendo situações que já fazem parte do passado? Pois é. Complicado. E você tem esse sentimento por alguém ou por alguma situação?
Seja franco. Há alguém por quem você ainda guarda alguma mágoa? Reflita. Isso pode estar atrapalhando demais sua vida. Tanto no que diz respeito à parte dos seus relacionamentos quanto na parte referente à sua saúde. Pode parecer bobagem, mas a amargura e a chateação constante com fatos do passado acabam atrapalhando seu desenvolvimento. Há estudos que comprovam que pessoas rancorosas, mal humoradas e pessimistas são mais susceptíveis a doenças como diabetes, derrames, infartos e outras tão ou mais graves.

Ainda assim, há outras implicações nessa situação. Acabamos entrando em círculos viciosos e não nos damos conta disso. Vamos ficando mais retraídos, em nossos próprios pensamentos, nos afastando das pessoas e passamos a generalizar acreditando que a maioria das pessoas é parecida com ‘aquela’ por quem você nutre antipatia.

Tudo bem, concordo que muitas vezes não é tão simples. Nos sentimos agredidos, desrespeitados e isso torna difícil a tarefa de levar as coisas com leveza e serenidade. É importante que consigamos fazer essa autoavaliação. Procure jogar fora sentimentos que te fazem mal. Livre-se desse peso desnecessário. Já diz a sábia frase que “sentir mágoa é como tomar veneno e querer que o outro morra”.

E seja sincero consigo mesmo. Lembre-se: quando olhamos para o passado e sentimos rancor, raiva ou mágoa é porque ainda não tiramos o real aprendizado daquela situação. E ainda estamos dominados pelo EGO.

A ditadura da vítima – José Carlos Carturan

Sei que corro o risco de parecer repetitivo ou ‘puxa saco’. Mas confesso que nos últimos anos aprendi muita coisa com meu amigo e mestre José Orlando. Uma delas, que na realidade não apenas aprendi, mas comecei a reparar o quão comum é, foi algo que ele chamou de ‘a ditadura da vítima’.

A primeira vez que mencionou isso para mim, foi em um papo informal, há alguns anos, onde eu perguntava sobre uma pessoa que supostamente vivia ciclos de sofrimento intermináveis. Foi quando meu amigo e xará José me disse: “Zé, que sofrimento nada. Ela (a pessoa) é que pega as coisas e coloca nas costas. Com isso vive cheia de problemas e se vitimiza. Os outros, por sua vez, vivem com pena dela, acham que é uma sofredora. Ela então, se enche de auto piedade, aquele sentimento de coitadinho de mim, o que faz com que as pessoas prestem mais atenção nela e vejam o quanto as coisas dão errado e o quanto o mundo é injusto com ela. Para reter a atenção e justificar possíveis falhas, ela novamente se enche de problemas e afazeres. E então o ciclo recomeça”
Bingo! Já havia reparado que algumas pessoas mantém constantemente esse padrão, mas não tinha percebido a quantidade de pessoas que vivem isso. Não podem estar livres de problemas, que arrumam alguns. Conhece alguém assim? Confesso que conheço ao menos uma dúzia, em diferentes graus. Algumas, vez ou outra entram nesse ciclo. Outras simplesmente não conseguem sair.

Ou estão sem dinheiro, ou estão com problemas no trabalho, ou estão doentes, ou com problemas na família. E se não tiverem nada disso… arranjam qualquer coisa que possa colocá-las com esse sentimento ou pegam os problemas dos outros, só para depois de um tempo dizerem o quanto estão sobrecarregadas.

Alguns usam isso para receber atenção, outros para ganharem carinho, outros para reforçarem sua sensação de importância perante os demais. Só que como qualquer comportamento, isso se torna um padrão e depois de um tempo a pessoa não consegue mais agir diferente. Repete insistentemente isso sem perceber, como um disco (ou CD) riscado. E o pior. Não entendem porque a vida não muda, não melhora.

A carta do Dez de paus no tarô (cuidado com o preconceito, o tarô é um estudo profundo do comportamento humano) representa bem isso. Mostra um homem carregando 10 bastões, com muito sofrimento, injúria, quase sucumbindo ante tantas provações. A carta, no entanto, não mostra o que o levou a isso. Não mostra se os ‘fardos’ lhe foram dados ou se ele foi apanhando os ‘problemas’, que não eram seus, pelo caminho. E pessoas que vivenciam isso, às vezes não percebem também.

Porém, outras vezes percebem e criam uma espécie de ditadura aos que a cercam para que sintam pelo sofrimento que passam. Controlam e manipulam os outros não pela força, mas pela culpa e a piedade que os fazem sentir.

Infelizmente, não percebem que só atraem para si coisas negativas e que ao fazerem isso, perdem o foco no que realmente precisa ser feito. Confundem as coisas, acreditando que para haver conquista e merecimento, antes deve haver sofrimento. Errado. Antes da conquista deve haver sim esforço, trabalho e foco. Simples assim. Não confunda as coisas.

Agenda
25 à 27 de AGO, 2017

Blog
01 AGO, 2017 | por José Carlos Carturan
Faça o seu Teste
Endereço
R. Letícia, 61 - Jardim Satelite, São José dos Campos - SP, 12230-840
Telefone
+55 (12) 3302.0111 +55 (11) 2626.0211
© 2017 Elleven Treinamentos. Todos os Direitos Reservados.                 R. Letícia, 61 - Jardim Satelite, São José dos Campos - SP, 12230-840

Newsletter

Insira seu email para receber dicas e artigos exclusivos da Elleven Treinamentos!

X