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MERO ACASO?

Ultimamente tenho viajado bastante e em certas ocasiões, principalmente nas que estou sozinho, entre uma música e outra (ou um pedágio e outro, se preferir) acabo aproveitando o tempo para refletir sobre algumas decisões, fases e acontecimentos.

Dia desses, parei para pensar em como acabamos por entrar em contato com pessoas, lugares e situações em nossa vida. Já pensou nisso? Será que é por mero acaso que as coisas acontecem em nossa vida?

Já parou para pensar em quantas pessoas passam em nossa vida? Pessoas que são fundamentais em determinados contextos, nos ajudam, nos fazem aprender, nos trazem alegria ou tristeza e que dali algum tempo simplesmente vão se distanciando até perdermos totalmente o contato. Será mero acaso? Será coincidência? Ou será que estou ficando doido, pensei comigo. Honestamente, talvez um pouco de cada. Mas se pensarmos friamente talvez não seja apenas coincidência.

O psicólogo suíço Carl Gustav Jung, definia como “sincronicidade”, os fenômenos não causais que não podem ser explicados pela razão, porém são significativos para o indivíduo que os experimenta, o que usualmente chamamos de coincidência.

Apesar de considerada por muitos estudiosos como uma teoria empírica, a teoria de Jung traz em si algumas explicações bastante interessantes para fatos que acontecem rotineiramente em nossa vida, como por exemplo, quando estamos pensando em alguém e pouco depois esta pessoa liga para nós.

Verdade ou não, o fato é que sem que percebamos nosso destino vai sendo traçado de acordo com as decisões que tomamos e com o contato que temos com as pessoas de nosso convívio. Um “sim” ou um “não” que damos a alguém, aceitar ou não um convite, uma proposta de trabalho, um pedido, vai trilhando um caminho pelo qual vamos percorrendo a distância entre o dia de nosso nascimento e o momento final, ao qual todos nós chegaremos um dia.

Imagine por exemplo, quantas decisões, quantas escolhas, opções (boas ou não tão boas) você tomou para chegar até onde está hoje. E imagine quantas decisões tomadas por outras pessoas, talvez seus pais, cônjuges, amigos também tiveram influência nesta intrincada “teia de aranhas” que é a nossa vida. Este tema é abordado, por exemplo, no filme “Efeito Borboleta”.

Resumindo, todas as nossas decisões interferem em nossa vida, mas também na vida de dezenas, talvez centenas e porque não dizer milhares de pessoas à nossa volta. Exagero? Nem tanto. Pense quantas vidas teriam sido poupadas, por exemplo, se alguém tivesse tomado a decisão de não detonar a bomba atômica. Ou ainda, no início desta mesma história, se alguém tivesse tido a coragem de enfrentar Hitler quando este ainda estava no começo de sua jornada de poder nefasta e desequilibrada.

Percebe? Quando tomamos uma decisão não afetamos apenas a nossa vida. Ao atingirmos as pessoas que nos cercam e sabendo que estas pessoas também influenciarão outras pessoas ao seu redor, nossa responsabilidade ao agir torna-se ainda maior.

Plantio opcional. Colheita obrigatória – Ednílson Macedo

Após fazer uma leitura no blog de uma amiga, Daniele Rodrigues (http://danirodrigues.com.br/Blog/page4.aspx), comecei a pensar sobre o que sou e o que posso ser. Há algum tempo não entendia o porquê certas coisas aconteciam em minha vida e o como estas coisas aconteciam, vim percebendo que muitas situações que vivo hoje, são frutos de decisões que tomei. Na maioria das vezes tomava decisões sem pensar. Paguei e pago por algumas até hoje, ainda tenho que entender muito sobre a vida e como devo tratar cada assunto, pois generalizar situações, sentimentos, pessoas, lugares, podem me beneficiar ou fazer com que eu perca chances de melhorar a mim mesmo.

Hoje quando vou falar sim ou não para alguma situação, antes penso no que isso vai pesar no meu futuro. É claro que sempre tomamos decisões para nos beneficiar, mesmo que inconscientemente, este é o maior problema que vejo hoje, pois todas as vezes que disse sim ou não a algo, com certeza associei lugares, situações e sentimentos, bons ou ruins, pensava na maioria das vezes somente em mim, mesmo que inconsciente.

Lembro-me que certa vez tomei uma decisão para ajudar uma determinada pessoa. O motivo que me levou a ajudar está pessoa? Simples. Em determinado momento da minha vida, precisei de ajuda naquela mesma situação e não fui ajudado. Fiquei muito magoado com a pessoa que disse o não, então quando tive a chance de ficar do outro lado da historia, disse sim no primeiro instante.

Você já reparou quantas decisões tomamos por segundo, quantas respostas achamos e de onde vem estas respostas? Algumas delas influenciam pessoas em mudar algo em sua vida, para melhor ou pior. Ter discernimento para diferenciar o certo do errado, seria o ideal, mas o que é certo? E o que é realmente errado? Depende de cada um. Do ambiente e das pessoas com quem foi criado. Copiamos comportamentos, sentimentos, crenças, valores, até que chegamos a uma idade que nos perguntamos, quem somos e o que estamos fazendo aqui.

Aprendi um pouco sobre isso, mas ainda assim, como podemos explicar pessoas tão diferentes dos pais, dos irmãos, de lugares, enfim, totalmente diferentes as pessoas de onde cresceram?

Algumas destas pessoas dizem entender o que é certo e o que é errado, ou criaram as suas verdades para serem diferentes, pois enxergaram isso através do desprezo. Assim provaram para si mesmas que deveriam fazer algo para não seguir em uma rotina, se afastando e tomando decisões diferentes, buscando todos os dias uma identidade onde ela poderia se destacar e ser exclusiva, assim vivendo bem perante uma nova sociedade, onde ela é agora a principal personagem.

Não seria mais fácil então procurar entender as pessoas que convivemos, respeitando-as e entendendo suas deficiências, apreciar suas qualidades e copia-las, ou respeitar que ela decidiu ser diferente, lutou por uma vida melhor. Não só pra ela, mas a outras pessoas, pois ela aprendeu que seu ambiente não faz bem a sociedade e nem a ela mesma.

Falar da vida dos outros, julgar pessoas, isso tenho certeza que não nos faz bem, pois podemos utilizar este tempo para ajudar pessoas que realmente precisam… dando exemplos! Pois, se for pra falar de outras pessoas, que se fale o bem, procurar as qualidades nestas, isso nos faz bem, pois aprenderemos com estes pequenos gestos como podemos ser melhores e melhorarmos no dia a dia, não só a vida de outros, mas a nós mesmos, pois se a lei do que plantamos colhemos, é verdadeira, então este seria o melhor caminho.

Afinal, para tomar decisões cada uma tem seus métodos. E você, já pensou no que está plantando e no que vai colher de suas escolhas?

Sobre o autor:

Ednílson Macedo é empresário e Master Practitioner em PNL.

Procusto – José Carlos Carturan

Talvez novamente você esteja estranhando o título da coluna. Porém este título é relativo a um personagem de uma lenda. Aliás, é impressionante o quanto há de riqueza de ensinamentos que as civilizações antigas nos proporcionam até hoje. Na realidade é bem possível que hoje estejamos nos esforçando muito para redescobrir a real sabedoria que por motivos diversos acabou ficando fora de nosso alcance.

Na mitologia grega, diz a lenda que viajantes em certas circunstâncias ficavam sem abrigo para passar a noite. Então, um gigante chamado Procusto que ficava a espreita para abordar estes viajantes, convidava-os para passar a noite em sua cama de ferro.
Porém, havia uma armadilha: Para que pudessem usufruir desta hospitalidade era necessário que os visitantes coubessem, com perfeição, na cama. Se eram muito baixos, ele os esticava de modo a ficarem do tamanho da cama; se eram altos demais, cortava suas pernas. Ninguém sobrevivia, pois nunca ninguém se ajustava exatamente ao tamanho da cama.

Talvez em um primeiro momento, esta lenda não nos diga muita coisa. No entanto, se olharmos com um pouco mais de atenção, será que não acabamos fazendo a mesma coisa com as pessoas?

Será que não estamos gastando um bocado de energia emocional tentando “enquadrar”, embora de formas menos drásticas, outras pessoas para que fiquem exatamente da maneira que gostaríamos que ficassem?
Esperamos, com freqüência, que os outros vivam segundo nossos padrões e ideais, ajustando-se aos nossos conceitos de como eles deveriam ser. Ou então, assumimos a responsabilidade de torná-los felizes, bem ajustados e emocionalmente saudáveis.
A verdade é que grande parte dos atritos que existem nos relacionamentos acontecem quando tentamos impor nossa vontade aos outros – quando tentamos administrá-los e controlá-los.

Por este motivo, assumimos responsabilidades que não nos pertencem. Tentamos dirigir a vida das outras pessoas, com a intenção de influenciar tudo e confundimos opinar com controlar. Procusto representa a intolerância do homem em relação ao seu semelhante.

Ninguém muda até que esteja disposto a mudar. Estamos fadados ao fracasso ao tentarmos controlar ou modificar alguém, não importa o quanto sejam nobres nossas intenções. Além disso, mostramos falta de respeito por seus direitos como indivíduo, tirando a oportunidade de aprenderem através de suas próprias escolhas, decisões e erros.

Mesmo porque existe uma “Lei” chamada “causa e efeito”. As pessoas colhem os frutos de acordo com as sementes que plantaram. E por mais que sejam pessoas que amamos, por mais que às vezes isto nos traga dissabores não está no nosso controle decidirmos por elas. Há uma frase que gosto muito que diz: “Na vida não existem recompensas e não existem castigos. Existem apenas consequências”.

Infelizmente alguns passam a vida colocando a culpa de seus insucessos nos outros e não percebem que os acontecimentos são resultados de suas próprias atitudes – ou da falta delas. Cabe a nós respeitar.

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16 de DEZ, 2017

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30 NOV, 2017 | por José Carlos Carturan
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