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Coitadinho…- José Carlos Carturan

Em um dos cursos que ministramos, uma pessoa, conversando informalmente me perguntou: “Qual o comportamento mais nocivo para um ser humano?”

Fiquei surpreso com a pergunta e respondi que em minha opinião havia alguns comportamentos realmente desprezíveis como a agressividade, a arrogância, a desonestidade entre outros. Foi quando tive um daqueles chamados “insights”. Sabe quando de uma hora para outra “a ficha cai” e algumas coisas aparecem muito claramente em nossa mente?

Parei um pouco, olhei para a pessoa e disse: “Olha, me veio à cabeça agora um comportamento muito comum no ser humano, mas que sinceramente nunca havia percebido o quanto era prejudicial, a autopiedade”

Na realidade este comportamento é aquela famosa “peninha que sinto de mim mesmo” e do “quanto as coisas são difíceis e dão errado para mim”. Se lembrarmos bem, existe até um desenho animado com uma hiena e um leão (Lippy e Hardy, se não me engano), onde a hiena vive dizendo: “Oh, vida! Oh, azar”. Já assistiu?

E este sentimento é um dos piores que uma pessoa pode ter, por vários motivos: Primeiramente é algo que nos limita, nos coloca sempre em uma posição de vítima e desta maneira tira de nós todo o poder de alterarmos o rumo da nossa vida.

Além disso, traz consigo um sentimento de autodestruição, nos levando a uma infelicidade quase que permanente, já que passamos a achar que estamos fadados a ser “sofredores eternos”.

Tais argumentos já seriam suficientes para justificar minha afirmação, mas a autopiedade traz ainda algumas outras péssimas repercussões. Pode, por exemplo, manter as pessoas em uma constante inércia, em não buscar seus objetivos já que de um jeito ou de outro “nada dá certo mesmo”. Serve também para obter o que algumas linhas da Psicologia chamam de “ganho secundário”. Ou seja, fazemos algo para “receber” algo em troca. E no caso da autopiedade o algo em troca pode ser carinho, atenção, cuidados.

Porém, talvez o mais prejudicial uso da autopiedade, consiste em servir como fator de manipulação. Tenho um grande amigo, um mestre na verdade, que chama isto de “A ditadura da vítima”. São pessoas que usam a autopiedade de maneira hábil, visando gerar nas outras pessoas um sentimento que faça com que fiquem a mercê de suas vontades e caprichos, criando em seu entorno um ambiente totalmente favorável a si própria. A equação é simples: “Tenho pena de mim, sou problemático, nada dá certo para mim e sofro demais.”

E então: alternativa 1: Você faz o que quero e cede aos meus caprichos e então percebo que este mecanismo é eficaz e passo a repetí-lo para conseguir tudo. Ou, alternativa 2: você não entra no “joguinho”, não consigo o que quero e então comprovo a mim mesmo “o quanto ninguém me ama, ninguém se preocupa comigo, as coisas não dão certo para mim, etc,etc,etc”

Percebeu? E fique alerta, pois há mais pessoas que utilizam este ardil do que imaginamos. Podemos ajudar às pessoas, mas cada um deve ser responsável por sua vida.

A ditadura da vítima – José Carlos Carturan

Sei que corro o risco de parecer repetitivo ou ‘puxa saco’. Mas confesso que nos últimos anos aprendi muita coisa com meu amigo e mestre José Orlando. Uma delas, que na realidade não apenas aprendi, mas comecei a reparar o quão comum é, foi algo que ele chamou de ‘a ditadura da vítima’.

A primeira vez que mencionou isso para mim, foi em um papo informal, há alguns anos, onde eu perguntava sobre uma pessoa que supostamente vivia ciclos de sofrimento intermináveis. Foi quando meu amigo e xará José me disse: “Zé, que sofrimento nada. Ela (a pessoa) é que pega as coisas e coloca nas costas. Com isso vive cheia de problemas e se vitimiza. Os outros, por sua vez, vivem com pena dela, acham que é uma sofredora. Ela então, se enche de auto piedade, aquele sentimento de coitadinho de mim, o que faz com que as pessoas prestem mais atenção nela e vejam o quanto as coisas dão errado e o quanto o mundo é injusto com ela. Para reter a atenção e justificar possíveis falhas, ela novamente se enche de problemas e afazeres. E então o ciclo recomeça”
Bingo! Já havia reparado que algumas pessoas mantém constantemente esse padrão, mas não tinha percebido a quantidade de pessoas que vivem isso. Não podem estar livres de problemas, que arrumam alguns. Conhece alguém assim? Confesso que conheço ao menos uma dúzia, em diferentes graus. Algumas, vez ou outra entram nesse ciclo. Outras simplesmente não conseguem sair.

Ou estão sem dinheiro, ou estão com problemas no trabalho, ou estão doentes, ou com problemas na família. E se não tiverem nada disso… arranjam qualquer coisa que possa colocá-las com esse sentimento ou pegam os problemas dos outros, só para depois de um tempo dizerem o quanto estão sobrecarregadas.

Alguns usam isso para receber atenção, outros para ganharem carinho, outros para reforçarem sua sensação de importância perante os demais. Só que como qualquer comportamento, isso se torna um padrão e depois de um tempo a pessoa não consegue mais agir diferente. Repete insistentemente isso sem perceber, como um disco (ou CD) riscado. E o pior. Não entendem porque a vida não muda, não melhora.

A carta do Dez de paus no tarô (cuidado com o preconceito, o tarô é um estudo profundo do comportamento humano) representa bem isso. Mostra um homem carregando 10 bastões, com muito sofrimento, injúria, quase sucumbindo ante tantas provações. A carta, no entanto, não mostra o que o levou a isso. Não mostra se os ‘fardos’ lhe foram dados ou se ele foi apanhando os ‘problemas’, que não eram seus, pelo caminho. E pessoas que vivenciam isso, às vezes não percebem também.

Porém, outras vezes percebem e criam uma espécie de ditadura aos que a cercam para que sintam pelo sofrimento que passam. Controlam e manipulam os outros não pela força, mas pela culpa e a piedade que os fazem sentir.

Infelizmente, não percebem que só atraem para si coisas negativas e que ao fazerem isso, perdem o foco no que realmente precisa ser feito. Confundem as coisas, acreditando que para haver conquista e merecimento, antes deve haver sofrimento. Errado. Antes da conquista deve haver sim esforço, trabalho e foco. Simples assim. Não confunda as coisas.

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25 à 27 de AGO, 2017

Blog
01 AGO, 2017 | por José Carlos Carturan
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